<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8464354</id><updated>2012-01-10T17:27:04.831-02:00</updated><title type='text'>[esquemaNovo]</title><subtitle type='html'>Versão virtual da coluna [esquemaNovo] sobre música pop, produzida por Thiago Pereira e Terence Machado e publicada, todas às quintas no jornal "Hoje em Dia".</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15107408672770067074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>28</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8464354.post-112802857093441639</id><published>2005-09-29T18:13:00.000-03:00</published><updated>2005-09-29T18:16:10.956-03:00</updated><title type='text'>Festa histórica com gente esquisita: CRF 2005</title><content type='html'>Apesar de problemas sérios envolvendo a organização do evento - como o cancelamento em cima da hora dos shows de Lobão e Hurtmold-, o Curitiba Rock Festival , realizado no último final de semana na capital paranaense, foi um belo pontapé inicial para a inacreditável maratona sonora que invade o Brasil neste segundo semestre. Nos próximos meses ainda desembarcam nomes como Pearl Jam, Iggy Pop And The Stooges, Wilco, Flaming Lips, Television, Rolling Stones...e mais  muitos nomes de peso a acrescentar nesta inacreditável lista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o Curitiba Rock Festival tem grandes chances de virar o xodó do público que acompanhar tudo isso. Não foi apenas um festival, foi uma autêntica celebração indie, uma turma que, no fim das contas, celebra a si mesma e a seus óculos, seus casaquinhos, seus penteados, seus discos do Pavement, seus All-Star...E Curitiba preenche perfeitamente o imaginário indie de “terra prometida”: eternamente banhada em tons cinzentos do céu ameaçador de tempestades( e não fica só na ameaça: choveu o domingo inteiro) ; lindos parques urbanos e uma melancolia natural que paira sob suas ruas calmas, onde andando poucos quarteirões do Centro Cívico  já se encontram ruas de paralelepípedos e cassa moldadas pela colonização européia do sul do país. Para qualquer um que tenha em seu HD cerebral a inglesa Manchester e Morrissey cantando “everyday is like sunday, everyday is silent and grey”, é uma filial e tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como qualquer grande festa, os problemas iniciais acabam se tornando motivos a serem celebrados. A primeira baixa foi a mudança do evento: da majestosa Pedreira Paulo Leminski- um espaço a céu aberto circundado por uma mata e um lago, com capacidade para mais de 10 mil pessoas- fomos transportados para o modestíssimo Master Hall, que como outras casas no país, de pomposo só carrega o ”hall” que o batiza. Numa comparação, era o Lapa Multishow local, com capacidade para no máximo 4 mil pessoas e olhe lá. O motivo maior para a mudança seria a baixa venda de ingressos a poucas semanas do festival. Não que Weezer , Mercury Rev e Raveonettes, as estrelas maiores desta edição fossem incapazes de carregar um grande público para a Pedreira. Mas uma desastrosa conjunção de fatores, como o anúncio de outros dois grandes festivais de grande porte para o segundo semestre, como o Tim e o Claro Q É Rock ( sem contar o eletrônico Nokia Trends, que aconteceu no mesmo fim de semana do CRF), acabou por esvaziar os bolsos e o ânimo do povo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Loser manos ( os originais) a vontade no Brasil&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não precisava ser muito esperto para fazer o raciocínio: a possibilidade de assistir a essas bandas (nenhuma delas com grande vocação para arenas, verdade seja dita), em um palco bem menor e público idem, valorizava muito a viagem. E Rivers Cuomo, líder do Weezer, a banda amada por 11 entre 10 indies e mentor fashion /intelectual dos mesmos pareceu sacar isso no momento em que entrou no palco. O DJ responsável por animar o público entre a maratona dos shows entendeu direitinho a histórica conjunção destes fatores .Logo após o ótimo show dos cariocas Acabou La Tequila ,que driblaram a ansiedade do público pela banda principal com boas novas como “Rádio Jabá” e a one hit wonder “Biscoito”, o toca discos preparou a moçada com “KKK Took My Baby Away” dos Ramones e “Teenage Kicks” dos Undertones, na seqüência. Duas bandas que passaram para o Weezer, décadas depois, o bastão do “pop-romântico-loser barulhento”. Pouco depois, “Here Comes Your Man” dos Pixies refrescando na memória de todos o monumental show assistido na edição do ano passado do Curitiba Rock Festival, e criando instantaneamente paralelos naturalmente existentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feita a cama, era só se espremer entre os mais de três mil presentes na platéia, que depois de quase quarenta minutos de espera já não agüentava mais assistir aquele entra-entra de roadies no palco. As pernas já estavam cedendo quando, finalmente a banda deu as caras- por falar em caras, onde foi parar o óculos do Rivers Cuomo, aquele quadradinho de aro preto , imitado por quase 60% da população presente no Master Hall? Provavelmente no mesmo lugar em que a sanidade e a habitual timidez dos indies foram quando o Weezer abriu os trabalhos com “My Name Is Jonas”, canção que também abre os primeiro disco da banda, carinhosamente conhecido como “Blue Álbum”. Aliás , todas as faixas de abertura de seus discos posteriores ( com exceção do “Maladroit”, cujo repertório inteiro foi ignorado, maldade com pepitas como “Keep Fishin”) foram executadas. Mas elas foram apenas alguns dos pontos altos de um show que teve apenas pontos altos. Fica a critério do fã escolher qual imagem vai levar para casa e não esquecer jamais: o momento solo de Cuomo empunhando um violão no mezanino do Master Hall, rodeado de fãs e esperando o corinho da platéia, lá em embaixo, em “Island In The Sun”; a troca de posições em “Photograph”, onde o baterista Pat Wilson assumiu os vocais, o cover de “Big me” dos Foo Fighters. Pelo menos um eu tenho certeza do que vai guardar na memória: o guri que foi convidado pela banda e executou (razoavelmente bem!) a clássica “Undone (The Sweeter Song)” ao violão, tipo membro convidado. Eu fico com o coro ensurdecedor durante as favoritas “Say Isn´t So” e “The Good Life” e a certeza de ter assistido pouquíssimos shows tão intensos e perfeitos na vida. A banda também, como assumiu depois em seu website oficial e nos sorrisos distribuídos durante todo o show. Entretenimento em estado bruto, quem falou em loser mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só se foram os integrantes do Charme Chulo que fizeram horas antes uma apresentação toda calcada naqueles clichês do rock brasileiro anos 80- vocalista metido a poeta, sonoridade pós punk, muita pose e pouco conteúdo... Charme chulo e chato ( viva Leminski, um dos grandes poetas da terra!). Melhor sorte teve o cearense Cidadão Instigado, que entre o brega e o experimental levantou os ( muitos, claro) fãs de Sonic Youth presentes, principalmente nos momentos em que a guitarra soava como um ganso sendo violentado- tipo experimental, manja? Melhor mesmo quando as composições da banda apareciam, de leve acento regional e despreocupadas em agradar o público a qualquer custo. Mal que sofre os paulistanos do Biônica- assim como muitas bandas da cena indie- que pretende conseguir alguma moral entre a moçada com quilos de barulho e histerismo feminino e com isso também esconder suas composições fracas. Mas ou menos o que deu fama ao (quem?) Cansei De Ser Sexy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A migração secreta(da música para arte-ui!)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o segundo dia redimiu a ala independente do festival, turma que, diga-se de passagem, é também a razão de existir eventos como o Curitiba Rock Festival ( alô produtores mineiros!). A abertura, com os locais Black Maria não seria a responsável por isso, com sua desgastada mistura de rock com latinidades. O suingue só foi correr solto mesmo com o Móveis Coloniais de Acaju. Se os políticos soubessem da existência de uma banda como essa na cidade, a festa em Brasília seria ainda maior. O show foi absolutamente brilhante, adjetivo que não cabe em seu disco de estréia, produzido por Rafael Ramos, o padrinho de Pitty e Dead Fish. Mas o ex-Baba Cósmico mostrou que sabe das coisas ao perceber nos nove (!) integrantes do grupo um profissionalismo e senso de diversão raros na oportunamente carrancuda cena indie nacional. A banda fez tudo certo para mostrar seu ska/big band em um cenário tão deslocado quanto a cinzenta e chuvosa noite de Curitiba. Figurino exótico, com todos no grupo exibindo elegantes smokings, que depois os identificavam facilmente no meio da fauna uniformizada em jeans e camisetas descoladas. Um cover que todo mundo sabia cantar, fazendo o povo pipocar ao som de “...se essa rua, se essa rua fosse minha, eu mandava, eu mandava ladrilhar”. Um dinamismo infernal no palco, com os integrantes revezando espaços o tempo inteiro, prendendo a atenção de qualquer mortal mais desatento. Se existisse alguém já morto, sem problemas: os caras puxaram uma roda no meio da platéia, botando muito indie para brincar de ciranda. De quebra, bons músicos executando boas canções, como o proto-hit “Seria O Rolex?”. Fortíssimo candidato a melhor show da noite, principalmente se levarmos em conta que a apresentação de Karine Alexandrino, na seqüência,  foi um desastre. Dispensando uma banda tradicional, a cearense confiou apenas em um DJ , que soltava bases pré-gravadas ,  e em seu “charme”, sua voz infantil meio forçada , cinta-liga  e pernas de fora.  O resultado ficou entre o curioso e o constrangedor, com o público esvaziando lentamente o local no decorrer da apresentação, provavelmente assustados com aquela bizarra mistura de Xuxa com Peaches . Sem os berros e o teatro todo, Karine funciona melhor.Seus discos são a prova disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao Los Diaños, só bastou lamentar o fato de encararem o público depois dos incendiários Movéis Coloniais de Acaju. Sua mistura saltitante de jazz com hardcore não animou muita gente, não. Aliás ânimo era o que mais faltava naquele começo de noite de domingo: a Patife Band, saída direta dos porões dos anos 80, também não conseguiu entusiasmar os presentes, apesar do bom show. Respondendo pela parte “experimental” do CRF, o grupo levou estranheza e atonalidade onde antes existia sopros e metais. Paulo Barnabé honrou o sobrenome, capitaneando um grupo de difícil digestão: letras mezzo poéticas, cacetadas hardcore lidas numa partitura, andamentos completamente esquisitos...o público tentava entender e assistia tudo respeitosamente. A conhecida “Corredor Polonês” colocou um ponto final na apresentação. Por falar em ponto final, o show do Ultramen ganhou um cedo demais. Depois de cinco músicas executadas sem o pique os caracteriza, o combo gaúcho teve de abreviar seu repertório a pedido da produção. Nenhuma explicação oficial foi dada, o que acabou explicitando ainda mais os erros cometidos pela produção do festival.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Raveonettes veio de brinde, mas acabou fazendo uma apresentação corretíssima e barulhenta, dentro de sua limitação “hype de uns truques só”. Pois bem, os truques foram apresentados (“The Great Love Sound”, “Attack Of Ghost Riders”) e o restante foi assistido com alguma empolgação. Suficiente aliás para esquentar os ânimos dinamarqueses da vocalista Sharin Foo ( “Nico nórdica!” gritava um gaiato durante todo o show), que acabou pulando do palco para a platéia e distribuindo calorosos beijinhos e abraços na moçada. Decepcionante para quem estava no meio da pista e perdeu a chance de tirar uma casquinha da deusa - a melhor coisa a sair de terras dinamarquesas desde os biscoitos amanteigados  e o futebol de Michael Laudrup.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do barulho, o silêncio. Era a vez da apresentação mais esperada da noite, o Mercury Rev, responsável por um dos discos mais belos da década passada, “Deserter Songs”. Muita gente parecia não saber disso, já que a lotação do Master Hall já tinha diminuído bastante quando um telão, no meio do palco, foi ligado. No início exibiram uma seqüência rápida de imagens contemplativas intercaladas por capas de discos clássicos - a idéia era “jogar para a galera”, como que buscando uma cumplicidade imediata com o público. Deu certo: pareciam gritos de torcida quando aparecia um disco de Iggy Pop ou do Sonic Youth no telão. Bem vindo ao mundo do Mercury Ver, era essa a senha. “The Secret Song”, grande música tirada do último disco da banda, “The Secret Migration” abriu a hipnose que iria enfeitiçar o público por quase duas horas ainda. No telão, belas imagens  complementares as ambiências criadas pela  música do Rev- pássaros, golfinhos, a natureza humana e extra –terrena... E uma coleção de frases notórias - de Kerouac a Yoda - que iam piscando no vídeo e serviam quase como tradução instantânea para as letras cantadas pelo vocalista Johnattan Devue. Aliás, ele é um show a parte: seu balé no palco faria Freddie Mercury o mais másculo dos homens! Entornando garras de vinho, o vocalista encontrou conforto no público brasileiro para exibir suas coreografias  e movimentos ora desconcertantes ora hilários mesmo, tamanha a afetação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixando o cinismo e a ironia de lado, foi bonito pacas. Um show para se assistir deitado- com um ácido na boca e a cabeça traçando comparações com 1968, Pink Floyd, psicodelia...E mais: foi daqueles momentos onde a música ultrapassa conceitos como entretenimento e alcança o tão desejado status de arte, movendo sentimentos, trazendo questionamentos adormecidos ou ainda inéditos para as pessoas. O repertório apresentado não teve maiores destaques, parecia na verdade uma única peça musical dividia em movimentos. Qualquer semelhança com rock progressivo não é mera coincidência. É aquela história: se seu tiozão assistiu ao Gênesis em solo tupiniquim nos anos 70, e ficava te alugando até hoje, com esta apresentação do Mercury Ver já dá para tirar uma onda com as próximas gerações . Ah, mas a banda cover de Peter Gabriel e Phil Collins vai se apresentar aqui em Belo Horizonte neste fim de semana, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é a toa que, mesmo com todos os problemas apresentados, o Curitiba Rock Festival fez história novamente. (Thiago Pereira)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8464354-112802857093441639?l=colunaesquemanovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/feeds/112802857093441639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8464354&amp;postID=112802857093441639' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/112802857093441639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/112802857093441639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/2005/09/festa-histrica-com-gente-esquisita-crf.html' title='Festa histórica com gente esquisita: CRF 2005'/><author><name>Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15107408672770067074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8464354.post-112552496252231548</id><published>2005-08-31T18:29:00.000-03:00</published><updated>2005-08-31T18:49:22.536-03:00</updated><title type='text'>[Cê num conhece o pop rural, sô?]</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.jochenlueg.freeuk.com/jpegs/wheel.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.jochenlueg.freeuk.com/jpegs/wheel.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música pop quase sempre manteve sua pulsação intimamente ligada ao agito dos grandes centros urbanos, os paraísos de veraneio e lugares da moda. Poucas vezes “pôs os pés na roça”. Geralmente, no campo, o som, assim como tudo o que se faz por lá, é tachado de caipira, com direito a todo o pacote de significados pejorativos que esse adjetivo carrega. Mas como tudo nesse mundão besta vive mudando de figura, movimentos culturais cíclicos vem e vão, trazendo consigo os valores sertanejos pra selva de pedra. Aí, de repente, passa a ser chique ter carros “off road” ou camionetes pra andar apenas “on road”, em vias asfaltadas, sem nunca chafurdá-los na lama. Dessa mesma forma, você pode deparar com pessoas da alta sociedade aderindo ao estilo sertanejo (quase sempre, fantasiados, é verdade!), escutando e até indo a shows de seus astros rurais, em casas de espetáculos luxuosas nas grandes cidades, bem longe das festas de peão boiadeiro e parques de exposição de gado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois o mais novo ícone urbano a receber (ou ser “contaminado” por - dependendo do nível de preconceito de cada um para com os valores do campo) essa carga interiorana é a música pop. Basta prestar um pouco mais de atenção em vários artistas que andam despontando nas principais publicações especializadas, ultimamente, pra sentir o quão caipiras eles andam. Alguns, a bem da verdade, nunca esconderam o gosto pelo capim no canto da boca e o cheiro de esterco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://images.amazon.com/images/P/B0007YMUZW.01._SCLZZZZZZZ_.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://images.amazon.com/images/P/B0007YMUZW.01._SCLZZZZZZZ_.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ryan Adams “Cold Roses”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o caso do “trabalhador braçal” Ryan Adams, que semeou suas músicas no terreno country rock do grupo Whiskeytown pra ganhar fama e fortuna na cidade, já em carreira solo. Seu novo rebento em dose dupla é “Cold Roses”, um apanhado de nada menos que dezoito canções pra se ouvir de preferência num celeiro ou curral, com os animais “entrando na mixagem”. Ele é só um nome que parece ter vindo a trator pro meio pop “muderno” e descolado, sendo muito bem recebido, por sinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://images.amazon.com/images/P/B000A2H86M.01._SCLZZZZZZZ_.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://images.amazon.com/images/P/B000A2H86M.01._SCLZZZZZZZ_.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Richmond Fontaine “The Fitzgerald”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra alegria dos “indies de plantão”, aqueles que sempre fazem questão de manter a pose de alternativo até no universo roceiro, com lama até os joelhos, a salvação para tirá-los do atoleiro pode estar, por exemplo, nas mãos e voz de Willy Vlautin, cérebro do grupo Richmond Fontaine – novo queridinho do alt country (traduzindo, country alternativo). Seja na fazenda, cidadezinha ou casa de campo, os indies não precisam mais debochar de quem costuma ouvir Garth Brooks, Shania Twain ou Zezé Di Camargo e Luciano, com aquele jeito petulante e indelicado de gente da capital, que vira e diz: “isso aí é brega demais, eu gosto é de Velvet Underground e uma banda nova que eu nem vou te contar qual é”. A partir de agora dá pra dizer, ainda de nariz empinado, porém, depreciando menos os valores alheios (até pelo contrário): “Quando escuto música country, prefiro clássicos (para os indies de plantão, tudo que é “novo”, aclamado pelas revistas gringas e desconhecido do público, em geral, já é “clássico” – alternativo do alternativo, por isso mesmo, clássico!). E o tal disco clássico pode ser “The Fitzgerald”, dos norte-americanos do Richmond Fontaine, que se conheceram pelo interesse comum - acredite, se quiser - em bandas como Hüsker Dü, The Blasters e The Replacements!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.sitepackage.de/cms/_files/stp/dateimanager/datei/132_group/000529.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://www.sitepackage.de/cms/_files/stp/dateimanager/datei/132_group/000529.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;The Stands “All Years Leaving”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras bandas, cantores e cantoras têm percorrido a mesma estrada de chão batido até lançar seus trabalhos. Um bom exemplo de que a poeira pode fazer bem é “All Years Leaving”, a estréia em cd do quarteto inglês The Stands. Eles são os novos caipiras de Liverpool, claro, deixaram o primeiro single “Here She Comes Again” refletir logo tudo o que têm de beatlemaníacos, embora, o resto do cd esteja muito mais para a caipirice stoneana de “Dead Flowers” ou do grupo norte-americano The Byrds. E olha que o segundo cd veio a galope – “Horse Fabulous”. De quebra, ainda batem na mesma tecla de “Man-made”, o mais recente dos seus vizinhos escoceses e veteranos do Teenage Fanclub.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://images.amazon.com/images/P/B0009G3BEC.01._SCLZZZZZZZ_.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://images.amazon.com/images/P/B0009G3BEC.01._SCLZZZZZZZ_.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Teenage Fanclub “Man-made”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe de casa, do outro lado do Atlântico, em Chicago, pra ser mais preciso, os membros do Teenage registraram com John McEntire do Tortoise o novo cd. A mudança de ares fez o ensolarado power pop do grupo ficar com uma cara do pôr do sol presente no soft rock do America, por exemplo. É como se os escoceses tivessem optado por ficar trancafiados no “Hotel Califonia” dos Eagles ao invés de encarar mais uma vez a onda “Surfin U.S.A.” dos Beach Boys.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://images.amazon.com/images/P/B000A7S4B0.01._SCLZZZZZZZ_.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://images.amazon.com/images/P/B000A7S4B0.01._SCLZZZZZZZ_.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Black Rebel Motorcycle Club “Howl”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o som enfumaçado feito pelo Black Rebel Motorcycle Club, cheio de psicodelismo e guitarras inspiradas em Jesus and Mary Chain e Stone Roses, foram parar no uivo de um lobo solitário, evocando o blues de Howlin’ Wolf e outros mestres do estilo. De todas as guinadas, em direção às sonoridades roceiras, foi a desse grupo de Los Angeles a mais radical. Quem ouviu os dois primeiros discos do B.R.M.C. pode achar o novo cd um passo oportunista rumo ao pasteurizado formato acústico que tomou conta do mundo roqueiro, mas não. “Howl” é lamento, em forma de blues, gospel e country, de uma banda que enfrentou vários problemas recentes. Foi despachado pela antiga gravadora – a Virgin – ficou sem seu baterista, recuperou-o de novo e, quando o fim da linha parecia próximo, a trinca acabou acolhida pela RCA. A mudança inesperada faz bem mais sentido, após o conhecimento dessas intempéries vividas pelo power trio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://images.amazon.com/images/P/B0007UDC8U.01._SCLZZZZZZZ_.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://images.amazon.com/images/P/B0007UDC8U.01._SCLZZZZZZZ_.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Magnolia Eletric Co. “When Comes After Blues”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que vem depois do blues? Para Jason Molina e seu Magnolia Eletric Co. parece ser uma nova dose de country rock. Com essa estréia em estúdio (o primeiro cd foi o ao vivo “Trials e Errors”), o músico capta com perfeição toda a melancolia da vida interiorana, explorando duetos vocais, sons de violinos, guitarras e outros elementos, cavalgando à vontade pelas terras de Neil Young, nos momentos de maior calmaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://images.amazon.com/images/P/B00019JQ1Y.01._SCLZZZZZZZ_.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://images.amazon.com/images/P/B00019JQ1Y.01._SCLZZZZZZZ_.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Grant Lee Phillips “Virginia Creeper”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cantor e compositor Grant Lee Phillips também deixou aflorar seu lado trovador solitário, meio bicho do mato, em “Virgina Creeper”. Isso, claro, depois de produzir um dos mais subestimados discos da década de 90, “Fuzzy”, à frente do Grant Lee Buffalo, e engrenar vários álbuns de pop sofisticado e de extremo bom gosto, em carreira solo. Segundo a crítica estrangeira, este terceiro trabalho solo do músico é quase uma ode ao The Boss, na fase do álbum “Nebraska”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://images.amazon.com/images/P/B0007WF1WS.01._SCLZZZZZZZ_.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://images.amazon.com/images/P/B0007WF1WS.01._SCLZZZZZZZ_.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bruce Springsteen “Devils &amp;amp; Dust”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E seria um grande erro não incluir o grande “chefão” do cancioneiro folk norte-americano, ainda mais, numa incursão ruralista por vários sons de qualidade. Ele acaba de cometer mais um álbum pra se ouvir numa cadeira de balanço, na varanda de alguma daquelas tradicionais casas de madeira dos Estados Unidos, refletindo sobre o modus vivendi do americano comum. A diferença é que Mr. Springsteen é de longe o mais politizado, famoso e competente de todos esses “peões”. Não é à toa que ele atende pela alcunha de “The Boss”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8464354-112552496252231548?l=colunaesquemanovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/feeds/112552496252231548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8464354&amp;postID=112552496252231548' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/112552496252231548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/112552496252231548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/2005/08/c-num-conhece-o-pop-rural-s.html' title='[Cê num conhece o pop rural, sô?]'/><author><name>Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15107408672770067074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8464354.post-111912499747942001</id><published>2005-06-18T16:50:00.000-03:00</published><updated>2005-06-18T17:32:42.176-03:00</updated><title type='text'>["Vá de retro, Satanás" porque Jack e Meg estão de volta à cidade!"]</title><content type='html'>&lt;img src="http://i.s8.com.br/images/cds/cover/img6/726926_4.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num julgamento rápido pode parecer que está coluna dá atenção demasiada ao casal Meg e Jack White. Só que num período relativamente curto, o primeiro semestre deste ano, essa dupla ultradinâmica do pop atual chacoalhou o mercado mundial três vezes. Foram ações diferentes, dois lançamentos distintos e uma nova turnê, cercados por um diferencial e tanto: qualidade. O dvd “Under Blackpool Lights” teve seus maiores atributos levantados, aqui no [esquema novo], há pouco tempo. Falta, então, falar de “Get Behind Me Satan”, o novíssimo cd, e da sua turnê de divulgação que acaba de passar pelo Brasil. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Partindo do pressuposto de que o White Stripes é um “gato de sete vidas”, pois a longevidade é algo cada vez mais raro no feirão da música popular descartável, poderíamos afirmar que esse novo disco é a quarta reencarnação do grupo de listras pretas, vermelhas e, principalmente, brancas. Cumprindo o seu papel no “corpo” iniciado em Detroit, no ano de 1997, o “espírito roqueiro” reaparece ainda mais evoluído do que nas últimas investidas – “White Blood Cells” e “Elephant”. Dessa vez, já chegou exorcizando os demônios que certamente o atormentaram no passado. Duas imagens do encarte antecipam, visualmente, as intenções. Numa delas, o lugar que seria de Meg é ocupado pela virgem Maria. E na outra, as mãos do casal quase se tocam, numa alusão ao “Juízo Final”, pintado por Michelangelo, na capela cistina. Religião e rock, pão e circo reunidos com brilhantismo. Também, o título “Get Behind Me Satan” já diz quase tudo. É algo como “vá de retro, Satanás”. E pra chegar ao atual estágio evolutivo, Jack e Meg White continuam dando seu recado de forma arrasadora, fazendo quase todo mundo esquecer que o White Stripes é um grupo de rock ‘n roll aleijado – digamos! Não tem baixista e se vira nos 30, 40 ou no tempo que for preciso com uma baterista limitadíssima. Como qualquer portador de deficiência, o duo consegue suprir a falta de um membro, a partir do desenvolvimento exacerbado de outro. E esse outro é o vocalista e guitarrista Jack, dono de um talento ímpar no hype contemporâneo. É mais do que a foca que equilibra a bola (no caso, a Meg), na ponta do nariz. É também o palhaço de roupa e bigode engraçados que leva o público ao delírio, cantarolando músicas e revelando arranjos que parecem piadas pop de tão boas. Um bom exemplo das suas graças é “My Doorbell” – terceira faixa do recém-lançado trabalho. E quando precisa domar sua ferina guitarra o faz com chicotadas intimidadoras e dignas de respeito e subserviência. É o que se vê, no momento em que, fora da jaula, a fera do hard rock ruge, mostra as garras, mas está o tempo todo sob o absoluto controle do seu domador. Faixas como “Blue Orchid” e a acachapante “The Denial Twist” dá mostras explícitas de como Jack liberta criaturas perigosas, entre elas AC/DC e Led Zeppelin, mas nunca deixa que tomem conta show e nem provoque maiores estragos. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em outros momentos bem mais bucólicos, até porque eles são predominantes em “Get Behind Me Satan”, marimba, piano e violão compõem a trilha para alguns dos melhores e inesperados números do rock ‘n roll circus criado pelo White Stripes. O primeiro é apresentado logo de início no espetáculo, envolvendo uma enfermeira – a minimalista “The Nurse”. O picadeiro dá lugar a cowboys, fantasmas, cavalos, bailarinas e equilibristas, no country “Little Ghost”. A inspiração caipira ainda uiva de melancolia em “White Moon”. E essas duas faixas remetem à banda que Jack ajudou a criar no clima rural do filme “Cold Mountain” estrelado por Nicole Kidman e a ex-senhora White - Reneé Zellweger. Pra platéia nunca apagar da lembrança a base dos outros espetáculos do grupo, blues e rock rasgados, rodeiam “Instinct Blues” o equivalente ao “globo da morte”, no cd show do casal White.   &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;É normal uma banda incomum fugir do lugar comum até na hora de escolher onde pretende descer a lona. O exotismo do White Stripes trouxe a nova turnê ao Brasil com uma das datas, em Manaus, num show que se confirmou histórico, pelas próprias circunstâncias selvagens. Tudo ficou ainda mais pitoresco porque Jack saiu do Amazonas casado com a modelo inglesa Karen Elsen, numa cerimônia realizada por um pagé, em cima de um barco, no encontro das águas do Rio Negro com o Solimões. Quer maneira mais espiritual pra ficar de bem com a vida e espantar o demo? “Cruz credo”, deve ter pronunciado o capeta, com o rabo entre as pernas, diante de mais uma redenção do White Stripes.(Terence Machado)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8464354-111912499747942001?l=colunaesquemanovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/feeds/111912499747942001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8464354&amp;postID=111912499747942001' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/111912499747942001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/111912499747942001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/2005/06/v-de-retro-satans-porque-jack-e-meg.html' title='[&quot;Vá de retro, Satanás&quot; porque Jack e Meg estão de volta à cidade!&quot;]'/><author><name>Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15107408672770067074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8464354.post-111912813590148780</id><published>2005-06-07T17:51:00.000-03:00</published><updated>2005-06-18T17:55:35.903-03:00</updated><title type='text'>[Sobre meninos e lobos - e fantasmas também]</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.jb.com.br/jb/online/musicalidade/destaque/2002/06/lobao_1806.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de mudar o panorama do mercado fonográfico atual, conciliando música nova de qualidade fora do esquemão das majors, o que esperar do músico Lobão? Muita coisa, outra coisa e com certeza, coisa boa. Afinal, ele mesmo já deveria ter percebido a responsabilidade que teria ao lançar seu disco em sua própria revista, seguindo o alto padrão de qualidade estabelecido desde o primeiro número da Outracoisa, que encartava o suíngue sangue bom de “Enxugando Gelo” de BNegão e Os Seletores de Freqüência. E que depois foi colecionando acertos, ranqueando alguns trabalhos como grandes sopros de criatividade na nova MPB, casos de Mombojó , Rogério Skylab e Quinto Andar. Se a proposta editorial da publicação ainda não se mostra tão bem resolvida, ela cumpre com perfeição seu papel de renovar a música brasileira - “constranger as gravadoras”, como vive afirmando o músico /editor chefe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas chega de verdades: sentia-se falta do músico, poeta, showman, encarnaçoes tão necessárias quanto à do empreendedor radical que aposta no mercado alternativo. Se a primeira experiência como exilado do mainstream se mostrara mais do que certeira (“A Vida É Doce”, seguramente um dos melhores discos nacionais da década passada) existia a dúvida de como se comportaria agora, confortavelmente abraçado pelos valores do subterrâneo, celebrado como mentor de um underground que ainda não sabemos até onde pode chegar. Recebeu o título de personalidade do ano de 2004 no último Prêmio Claro de Música Independente, prometeu parcerias com os pupilos do Cachorro Grande; além de divulgador, parece perfeitamente integrado a jovem guarda de nossos dias... Mas, por mais que ele fuja, seu trabalho é fruto (proibido?) dos anos 80 e sendo assim compactua os mesmos méritos que seus colegas de geração quando comparados com os novos artistas. Méritos como qualidade técnica e principalmente, conteúdo em letra e forma. A diferença que o lobo pode reivindicar é que seus acertos são maiores e melhores que os outros e “Canções Dentro Da Noite Escura” seu novo trabalho, reafirma isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um disco de gente grande, de assustar cachorros, por maiores que estes sejam. Pairam sobre as novas canções algumas atmosferas já criadas nos trabalhos inéditos imediatamente anteriores (“Noite” de 97e “A Vida é Doce” de 99) e que revelaram audições de Portishead, Massive Attack, Paulinho da Viola, Tom Jobim entre outras, mas agora adicionada, ao peso exposto no dispensável ao vivo “2001-Uma Odisséia no Universo Paralelo”. Mas a guitarras em primeiro plano agora se mostram mais necessárias, bem encaixadas, pautadas por seu currículo setentista (de quem guarda na memória afetiva discos do Grand Funk Railroad) até a timbragem mais moderna de Nine Inch Nails e Queens Of The Stone Age. Verdadeiros esporros musicais/existenciais como “Depois Das Duas” e “O Homem-bomba” autenticam a proposta, assim como se revelam os trechos mais sufocantes, sombrios e... chatos, nessa caminhada pela noite escura. Melhor quando recupera o grande melodista de sempre, unindo bons ganchos com os habituais acertos líricos (“O impossível é uma droga poderosa/Perigosa o bastante para se inventar a fé/ Para se acreditar na fé”, versa “A Balada Do Inimigo”). Claro, existem sempre as discordâncias, as dúvidas do quanto é válido e verdadeiro essa metralhadora verbal do cantor. Mas sempre será assim quando se trata de Lobão - e hoje esta munição se faz mais necessária que nunca. Mesmo com todo confete na nova geração, o homem parece sozinho, e este é um disco sobre solidão e os fantasmas que a habitam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, coincidência ou não, são justamente em suas parcerias que estão melhores dosados os ingredientes que temperam “Canções dentro da noite escura” com um gosto de sol. O reencontro artístico dele como Cazuza e Júlio Barroso (ambos já falecidos), antes de oportunista parece retificar a idéia de que os dois estão ali, não só como os fantasmas que passeiam pelo Leblon descritos no álbum, mas também por perto e vivos dentro de Lobão, um dos poucos sobreviventes de um restrito grupo que fez da poesia, do trinômio sexo drogas e rock ‘n roll um remédio antimonotonia tão raro nos dias de hoje. “Seda” foi entregue por Lucinha Araújo, mãe do exagerado, para Lobão que musicou os versos afiados (“Agora que a seda transformada em trapos/ Já não me atrapalha movimentos/ Nem me aperta os sapatos”) em cadência bluesy chorada, aparentando – a com “Lullaby” do último disco ao vivo. O resultado soa naturalmente belo, assim como “Quente” e a linda “Não Quero Seu Perdão” parcerias com o fundador da Gang 90 Júlio Barroso (e Tarciana Barros, viúva de Barroso, na última). A primeira foi entregue a Lobão no interior paulista, por um músico que participou dos últimos shows da Gang 90 e que garantiu ser este o último escrito do poeta. O resgate virou um uivo sereno, emoldurado por um cello. Já “Boa Noite Cinderela” assume a sua identificação com Cássia Eller, elo quase solitário encontrado pelo compositor durante os anos noventa. “Eu só queria cantar mais um pouco/ Pra te ter mais um pouco” assume Foi escrita na noite da morte da cantora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é um trabalho fácil e nem poderia ser, vindo de quem vem. Lobão oferece um exercício pouco atraente: numa comparação direta, perde as sutilezas bem medidas em “ A Vida é Doce” a favor da amplificação, do barulho. Mas por outro lado, retoma a urgência exposta no subestimado “Noite” em cançoes mais lapidadas. Destaque também a boa produção de Carlos Trilha,  que tem no currículo os últimos trabalhos em vida de Renato Russo.Parece estranho, mas entre os meninos e os fantasmas, Lobão escolheu a segunda opção para ressurgir musicalmente. Mas vindo de quem vem... Um dos grandes trabalhos do ano são essas cançoes dentro da noite escura. (T.P.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;e-mail: esquemanovo@gmail.com&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8464354-111912813590148780?l=colunaesquemanovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/feeds/111912813590148780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8464354&amp;postID=111912813590148780' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/111912813590148780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/111912813590148780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/2005/06/sobre-meninos-e-lobos-e-fantasmas.html' title='[Sobre meninos e lobos - e fantasmas também]'/><author><name>Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15107408672770067074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8464354.post-111912603293885838</id><published>2005-05-19T17:08:00.000-03:00</published><updated>2005-06-18T17:20:32.946-03:00</updated><title type='text'>[Prêmio Claro: “E a grande vencedora é: a música independente brasileira!”]</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.redeminas.com.br/siteoficial/SmartNews/LibComum/ComumImagem.asp?ID=2258&amp;PREFIXO=RN_"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, nada mais justo do que soltar o grito: “é campeão!”. Foram dois anos na vice-liderança pra, finalmente, este ano o Alto-falante ganhar o Prêmio Claro (ex-Dynamite) de Música Independente, na categoria melhor programa de televisão. A cerimônia de entrega aconteceu no último dia 10, no teatro Sérgio Cardoso, no bairro Bela Vista – o popular Bexiga – na capital paulista. A vitória é legítima já que foi conquistada não apenas com os votos de meia dúzia de jornalistas, produtores e músicos da área que conhecem bem o programa, mas, principalmente, com a escolha maciça da audiência. E é aí que se torna perceptível uma grande mudança no cenário televisivo, no que diz respeito à divulgação de música, levando em conta os diferentes canais e emissoras que se propõem a isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ponto único: o Alto-falante produzido pela Rede Minas, nos últimos oito anos, e veiculado nacionalmente pela TV Cultura-SP, num horário pra lá de ingrato (nas madrugadas de sábado para domingo à 01h da manhã), deixou pra trás três concorrentes da linha de frente da emissora cuja primeira palavra do nome é “Music”. Ou seja, a tal tv de música descuidou tanto da sua matéria-prima, ultimamente, que vários dos seus antigos e fiéis telespectadores, inclusive este que aqui escreve, têm mudado de comportamento. Gradualmente eles vêm deixando a emissora exaurir sua força comercial criativa, em programas de variedades pra adolescentes de até 15 anos, enquanto buscam novas fontes musicais televisivas de controle remoto em punho. É que alguém que gosta realmente de música não consegue levar a sério um jornalismo musical, conduzido, em outros tempos, por gente como Zeca Camargo, Gastão Moreira e Fábio Massari, que de uns tempos pra cá entra no picadeiro com VJs como o Rafa, Sarah e Léo Madeira. Nada pessoal contra os últimos, o problema é musical e jornalístico mesmo! É preciso ter bagagem e, claro, competência até pra falar de música! Senão um programa do ramo vira o mesmo esquete de cultura inútil que domina boa parte das mesas redondas sobre futebol, que têm de tudo, menos quem entende de verdade do assunto. Aliás, a “emetevê”, como diria Caetano, criou por último um programa que parece mesmo um desses tediosos blá, blá, blás futebolísticos. Como um agravante, os VJs popstars(não necessariamente nesta ordem) da emissora ficam conversando sobre suas preferências com a mesma profundidade com que são debatidos assuntos “mais sérios” no talk show da Hebe. No que toca (ou melhor, no caso, não toca) a questão musical, se você espremer tudo o que eles falam, não sai nem informação de release. E, ampliando isso para toda a programação do canal mencionado, se você torcer e retorcer tantas horas dedicadas a temas como comportamento, variedades, futilidades, imbecilidades e humor, somente as últimas gotas irão emitir algum som! Aliás, parece até piada o fato da “emetevê” hoje só conseguir acertar a mão em programas de humor como “Hermes e Renato” e “Rock &amp;amp; Gol”. Quem sabe não está na hora de mudar o nome para CTV? Traduzindo: Comic Televison! Daí a embalagem teria a ver com o produto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao produto que ainda interessa a muita gente – a música – e também ao Prêmio que apontou há pouco mais de uma semana, quem anda fazendo diferença no mercado independente brasileiro, vale dizer que a justiça foi feita. Justiça à maior banda de rock ‘n roll da atualidade que levou o prêmio de melhor disco de rock – o Cachorro Grande (com “As Próximas Horas Serão Muito Boas”), e ao cara que primeiro cuspiu no esquemão gravadoras-jabaculê-rádio, esquemão esse que mandou para o exílio da cena alternativa o que é produzido de bom nesse País. Lobão levantou o troféu de personalidade dessa mesma cena e ergueu o de melhor revista para “Outra Coisa” que ajudou a emplacar – uma publicação sobre música, com cds de artistas relevantes do pop nacional - encartados e vendidos em bancas e lojas de jornais e revistas. A banda capixaba Dead Fish se deu bem na categoria “melhor disco de punk e hard core” com o cd “Zero e Um”. Tão certo e merecido quanto isso foi Black Alien ganhar o prêmio de melhor disco de rap/ hip hop/ black music com seu “Babylon by Gus – O Ano do Macaco”. E, com cada macaco no seu galho, um a um, os prêmios caíram nas mãos certas (o Alto-falante faz parte da “tirinha premiada” e, quer saber, modéstia às favas nessa hora!). A grande injustiça ou equívoco da noite talvez tenha sido a gravadora Trama ficar com o troféu de “melhor selo/gravadora independente”. É que perto da Monstro Discos de Goiânia, com um catálogo que já ultrapassa sessenta títulos dedicados exclusivamente a bandas e artistas da ala alternativa brasileira, a ação da Trama foi nula, no ano passado. Fora dessa categoria (selo/gravadora) a empresa (que de independente não tem mais quase nada) até bancou uma empreitada importante e significativa para a cena – a Trama Virtual, capitaneada pelo produtor Miranda. Fora o pequeno desajuste, quem melhor que Rogério Skylab pra receber o prêmio de melhor disco de mpb, já que Wado e Mombojó concorriam (e não levaram!), na categoria “melhor disco de pop”? A vinda dos Pixies e Teenage Fanclub também não foram suficientes pra fazer o Curitiba Pop Festival tirar do tradicionalíssimo Abril Pro Rock o prêmio de melhor evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrutura ainda é mambembe, vide o telão que descia perigosamente torto sobre as cabeças dos participantes da cerimônia de entrega do prêmio, duas caixas de som que caíram, durante a apresentação do Ramirez, entre outros micos de produção. Mas a festa arquitetada pelo pessoal da revista Dynamite para jogar holofotes e premiar simbolicamente todos que trabalham sério pela música de qualidade produzida no Brasil deixou claro uma coisa: dias ainda melhores virão.(T.M.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;e-mail: colunaesquemanovo@gmail.com&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8464354-111912603293885838?l=colunaesquemanovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/feeds/111912603293885838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8464354&amp;postID=111912603293885838' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/111912603293885838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/111912603293885838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/2005/05/prmio-claro-e-grande-vencedora-msica.html' title='[Prêmio Claro: “E a grande vencedora é: a música independente brasileira!”]'/><author><name>Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15107408672770067074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8464354.post-111912668021158954</id><published>2005-05-08T17:21:00.000-03:00</published><updated>2005-06-18T17:31:20.213-03:00</updated><title type='text'>[A rádio que você não ouve...]</title><content type='html'>&lt;img src="http://battellemedia.com/images/Old%20Radio.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alô, alô, está no ar a “rádio que você não ouve”. Hoje ao longo da nossa programação vai rolar muita música diversificada e de bom gosto. Aqui não tem jabá e nem locutor com a voz afetada, dizendo que as melhores da semana são as novas do Charlie Brown Jr. e do Evanescence. Já que se trata de um espaço democrático no dial, sem que a concessão tenha sido fruto de agrados ou troca de favores entre políticos, a “rádio que você não ouve” emplaca, logo de cara, algo que não faça o proprietário enriquecer e nem massageie o ego do diretor artístico. Ah! O nosso diretor artístico, assim como o programador, é um cara que entende e, sim, também gosta de música, da mesma forma que você, amigo ouvinte! &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vamos lá. Não precisa ouvir rap porque “todo mundo” ta ouvindo isso, nos Estados Unidos e Europa. E se for pra tocar rap, a seqüência incluirá sons como o The Streets, Racionais MCs, Thaíde e DJ Hum, ao invés de xaropadas óbvias de gente como 50 Cent e Snoop Dog. O último gravou clipe no Brasil e fingiu que canta(?), nas suas curtas apresentações por aqui? Quem está sintonizado com a gente não cai nesse tipo de armação!&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Até porque a “rádio que você não ouve” tem tanta coisa nova e velha de bom gosto pra rolar ao longo da programação, que não dá pra desperdiçar tempo com música ruim. Quer ver o que te espera, misturando num só balaio musical alguns nomes brasileiros e estrangeiros? Então, anote aí: Wado, White Stripes, Nervoso, Nine Inch Nails, Nação Zumbi, Bright Eyes, Stella Campos, Radiohead, Mombojó, Doves, Cachorro Grande, Queens of The Stone Age, Ludov, The Mars Volta, Bidê ou Balde, Kings of Leon, DJ Dolores, Vhs or Beta, Bonsucesso Samba Clube, Muse, Valv, Hot hot heat e mais um caldeirão sonoro quase infinito. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Alguns nomes citados fazem parte do mainstream e, mesmo assim, só toca nessa rádio. É que ninguém aqui quer tentar adivinhar suas preferências musicais e, com base nisso, te empurrar orelha abaixo um bocado de lixo. Como nos bons tempos, a idéia é formar e informar você que está sempre na escuta. E, não, partir pra uma lavagem cerebral e tratá-lo como cobaia do nosso péssimo e viciado mal gosto. O que é ou deixa de ser radiofônico, você também vai nos ajudar a descobrir. Tudo bem, nossos profissionais são do ramo, mas nem por isso têm bola de cristal pra adivinhar todas as músicas que se transformarão em sucesso. A globalização pode até ter padronizado muita coisa mas, nem por isso, todos os hits radiofônicos do brit pop terão a mesmo sorte com as pessoas do Japão, Austrália e Brasil, por exemplo.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A “rádio que você não ouve” toca no meio cada vez mais freqüentado pelos amantes do bom som – a Internet. Ela está aí pelo mundo, derrubando as velhas barreiras dos kilowatts de potência. E tem programas variados. É melhor assim porque te ajuda a abrir a cabeça pra várias vertentes musicais. Ou você tava achando que, no fundo, tudo é pop rock? Esse termo virou mão na roda pra quem não saca nada de música e quer vendê-la a qualquer preço. Virou o verdadeiro “negócio da China”. Daí, na dúvida se está mais pra Biquíni Cavadão do que pra Barão Vermelho, basta enquadrar como “pop rock” que dá certo. É porque pega mal uma rádio vender só pop. Fica careta. E ser for rádio rock, pode parecer que só toca música com guitarra distorcida. Sendo assim, melhor mesmo deixar tudo em “banho Maria” e requentar sem parar esse troço, que até os ouvintes já sabem o que é: o tal do pop rock!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Frejat, líder do Barão Vermelho, que já foi um grupo de rock ‘n roll e agora joga na retranca da desgastada seleção do pop rock, canta num dos seus recentes sucessos: “cuidado com o que você ouve”. Corajoso ele, porque um ouvinte mais esperto seguiria a risca suas palavras, tomando cuidado pra não ouvir algo em torno de 80 por cento dos artistas que freqüentam hoje as rádios, incluindo aí o Barão. Ninguém merece uma caretice publicitária, com pinta de ter sido encomendada pelo Ministério da Saúde, sendo o carro chefe do cd que marca a volta da “maior banda de rock do Brasil”. Enquanto isso, a grande banda de rock do Brasil, solta os cachorros: “Agora eu tô bem louco”. E ainda convida o Lobão pra berrar no final da música: “E agora, p****!!!” Isso, sim, tem a ver com rock ‘n roll, com atitude, diversão, etc. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas nada de radicalismo indie! Na “rádio que você não ouve” o Barão Vermelho dá as caras com as boas faixas dos álbuns que fez até o desastroso “Puro Êxtase”. E, em seguida, entra Black Crowes, Rolling Stones da fase do Brian Jones, pra casar bem com uma dos Mutantes e, depois, uma dos Beatles (de preferência do Revolver) pra, de repente, cair num som mais atual – ainda lisérgico – como Super Furry Animals ou Spiritualized, depende do clima que o dj sentir no momento. Claro! Porque tudo bem uma rádio contar com o avanço da tecnologia, mas ter toda a programação do dia (ou da semana pra piorar!) pré-gravada e comandada por computadores no automático é completamente brochante. Sem falar que fica patético aquele clima frio e chuvoso e você lá ouvindo a mais “ensolarada canção” do Teenage Fanclub ou do Weezer (como se isso tocasse nas rádios convencionais). Pra exemplificar melhor e com maior possibilidade de acerto: você sai com toda a disposição numa linda manhã de sábado, sintoniza a “rádio-robô” e ouve os versos: “chove, chuva, chove sem parar”! Entendeu agora? &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Antes que você passe por uma decepção dessas e tenha o desprazer de qualquer anticlímax musical, procure num lugar, fora do dial, a “rádio que você não ouve”. Nela, realmente, você vai voltar a conhecer “novas” músicas, mesmo quando estiver ouvindo o flashback. Quem disse que o revival precisa contar apenas com os mesmos good times de sempre, entre eles, “Sultans of Swing”, “Hotel California”, “Year of the Cat”, “Proud Mary”, “Let it Be”, “I Feel Good” e todas as ultramanjadas?  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Estou te esperando, então, todos os dias, com o melhor da música em geral, é só não ligar o rádio!(T.M.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8464354-111912668021158954?l=colunaesquemanovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/feeds/111912668021158954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8464354&amp;postID=111912668021158954' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/111912668021158954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/111912668021158954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/2005/05/rdio-que-voc-no-ouve.html' title='[A rádio que você não ouve...]'/><author><name>Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15107408672770067074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8464354.post-111912900315050334</id><published>2005-05-03T17:58:00.000-03:00</published><updated>2005-06-18T18:12:24.100-03:00</updated><title type='text'>[As iguarias musicais exóticas de Astronauta Pingüim]</title><content type='html'>Segundo o site Allmusic Guide, “easy listening” seria  “música instrumental designada para ser relaxante (...) prazerosa e fácil para os ouvidos”. Alguns dos maiores nomes do estilo são Henry Mancini (criador de temas clássicos como “Moon River” e “Baby Elephant Walk”), o cosa nostra Sérgio Mendes, e claro, Ray Coniff, talvez seu nome mais popular. O gênero ganhou muita força na década passada com seu uso na trilha de filmes como “Four Rooms” (de Robert Rodriguez e Quentin Tarantino) e a série “Austin Powers” E se renova para o novo século na sua versão moderninha, o lounge, que poderia facilmente receber a mesma descrição acima, com o acréscimo de instrumentos e batidas programadas eletronicamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que catzo está fazendo um gaúcho regravando clássicos da música pop gaúcha em versão easy listening? E pior, batizado bizarramente de Astronauta Pingüim (“O pingüim é apelido de infância. O astronauta é para ficar bem na ordem alfabética”) Se a referência no nome também o aproxima do termo Spaced Age Pop, freqüentemente usado para definir easy listening, não fica difícil encontrar outras pistas de que é realmente um adepto do estilo em “Petiscos: sabor churrasco/switched-on Bah!", seu disco de estréia. Do título, que brinca com a pecha “som de churrascaria” aos timbres de teclado onipresentes, até a capa kitsch (que faz referência ao clássico disco “Velvet Underground And Nico”), o disco é um legítimo representante tupiniquim do gênero, assim como os trabalhos da novata banda paulista Sala Especial, e está em sintonia com gringos saudosistas como o Combustile Edson. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de integrar - e continuar participando - das bandas de boa parte dos conterrâneos homenageados em seu disco ( Wander Wildner, Justa Causa, Júpiter Maçã) ele esteve em BH, planeta Terra, no mês passado divulgando seu disco de estréia e adiantando para o público mineiro parte do repertório que estará presente em “Supersexxysounds”, seu próximo disco. Esquema Novo, praticando jornalismo espacial, interrogou esse astronauta durante sua curta aterrissagem na capital mineira. (TP)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.musicatri.com.br/img/pinguim.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que seria, afinal, som de churrascaria - a primeira imagem que me vêem é um tiozinho se esbaldando de carne ao som de Ray Coniff...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;È uma denominação mais tosca para o easy listening. O Lafayette (tecladista da época da Jovem Guarda, tocou em discos de Roberto e Erasmo Carlos) é um cara que faz isso desde os anos 60. Hoje ele é reverenciado, “cult”, mas na época era mega popular. Meu pai mesmo ouvia easy listening mesmo não sabendo (risos).  Esse termo mesmo é mais recente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que você faz então é easy listening...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uso elementos de easy listening. Eu chamaria de punk lounge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que!!?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, porque o que faço é punk, não tem obrigação com nada. Sala Especial (banda paulistana de easy listening) é easy listening puro, tem essa obrigação de ser puro. Eu já uso elementos dos anos 80, como sintetizadores da época, por exemplo. È punk na sonoridade, no descompromisso com estilo e tal. Em uma música do disco novo sampleei “Hey Ya”( hit recente da dupla norte americana Outkast), outros não fariam isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Parece-me que hoje existe um interesse maior por esse papo de lounge, easy listening...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu agora no Brasil, lá fora sempre foi levado a sério, comercializado... Lá existe muito respeito pela música instrumental, em qualquer área, rock, jazz. Tivemos aqui nos anos oitenta um tipo de jornalismo que adorava o último grito na Inglaterra - isso era o bom, o que já passou, era ruim. Então o respaldo da mídia se perdeu para estes caras, Lafayette voltou a tocar em churrascaria! Mas a nova geração não depende mais desse tipo de informação, as pessoas procuram hoje o que elas gostam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tenho que confessar: um trabalho como o seu só poderia ter a assinatura de um gaúcho mesmo.(risos) Por que eu tenho essa impressão?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho uma teoria a respeito; Porto Alegre, há 15 anos atrás era, “longe demais das capitais” (risos). Essa distância criou no Sul um mercado interno próprio. Isso influenciava inclusive no acesso a informação, então a gente ficava ouvindo rock progressivo, Jovem Guarda, aquilo que seu pai ou seu irmão mais velho gostava... As novidades chegavam sem a mesma velocidade de hoje, só os mais descolados, tipo Edu K ( vocalista da banda oitentista De Falla) conheciam coisas como Red Hot Chilli Peppers...Então o gosto dos donos das lojas de disco acabavam sendo a sua informação. Então, temos esta fama de ecléticos, mas somos bastante seletivos também - apenas o que é bom em cada gênero!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por isso eu tenho a certeza que os gaúchos reunidos no seu disco devem ter se sentidos bastante honrados com suas versões...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles adoraram. A escolha do repertório foi baseada nas coisas que eu me identificava mesmo, não entrou Engenheiros do Havaii, por exemplo. No início, nem pensei em editora, foi independente mesmo. Depois que fundei meu selo, tive de trabalhar nesta parte burocrática, buscar autorizações e por isso o disco demorou quatro anos para sair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O uso dos equipamentos certos é fundamental para conseguir essa sonoridade easy listening não?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Alguns acham que sou radical, só busco equipamentos dos anos 60, mas não é verdade (entre os equipamentos do músico então um teclado Moog e um órgão Crumar de 67). O que eu busco é uma sonoridade orgânica, mesmo que seja através de sintetizadores modelos ano 70 ou 80. Mesmo um teclado estragado pode fazer parte de uma canção minha.  Minha preocupação maior é a pesquisa, busco instrumentos antigos há 10 anos. Tenho 15 teclados, um baixo do início dos anos setenta, guitarras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Falando nisso, ouvi falar que você é possuidor da famosa guitarra de ouro dos Mutantes, é verdade?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, de uma delas. No período que o Cláudio César ( luthier e irmão mais velho dos Mutantes Sérgio e Arnaldo) trabalhou com eles, ele construiu mais ou menos 30 guitarras para o Sérgio Dias. E ele ia aperfeiçoando cada modelo, criando novas guitarras com efeitos mais avançados e a marca especial que era o uso de um filamento de ouro nas bordas, o que encarecia o instrumento. Consegui uma que pode ter sido a mesma que foi usada na capa do disco “Tropicália - ou Panis Et Circenses” e que foi usada nos dois primeiros discos da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quais são as próximas viagens do Astronauta, em formato CD?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou trabalhando em uma demo com o repertório baseado no rock nacional dos anos 80, mas executado com mais ênfase no moog, anos 70, linguagem easy listening. Ultraje a Rigor ( “Ciúme”), Ritchie (“Menina Veneno”), Lulu Santos(“Tempos Modernos”), Leo Jaime, entre outros são alguns dos escolhidos para esse novo projeto. Seria uma continuação do “Petiscos...”, focando o BRock. E finalmente, meu disco de inéditas, o “Supersexxysounds” que lançarei pela minha gravadora, Pinnapple Music. Sim, será provavelmente outro trabalho conceitual; nesse caso, a respeito de algumas musas minhas. Em música instrumental é muito fácil colocar título, então, esse está repleto de uma citação às mulheres que admiro como (a apresentadora infantil) "Eliana" (a jornalista) "Ana Paula Padrão",( a atriz) “Uma Thurman”... Uma delas, “Linda Boyle” já está disponível no Trama Virtual (www.tramavirtual.com.br).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mais informações em: www.astronautapinguim.cjb.net&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8464354-111912900315050334?l=colunaesquemanovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/feeds/111912900315050334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8464354&amp;postID=111912900315050334' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/111912900315050334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/111912900315050334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/2005/05/as-iguarias-musicais-exticas-de.html' title='[As iguarias musicais exóticas de Astronauta Pingüim]'/><author><name>Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15107408672770067074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8464354.post-111912751580458933</id><published>2005-04-19T17:34:00.000-03:00</published><updated>2005-06-18T17:45:51.416-03:00</updated><title type='text'>[“Abril pra Claro” e, claro, o negócio acabou dando rock, em Recife]</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.closeup.com.br/Shared/img/upload/noticia/img_int_abrilprorock.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela primeira vez, em treze edições, o Abril Pro Rock dedicou parte da sua programação a um concurso de bandas: o ‘Claro que é rock’, evento patrocinado pela operadora de telefonia celular, que vai percorrer oito cidades brasileiras, em sua fase classificatória. Na primeira etapa, realizada na última sexta, marcando o início do Abril Pro Rock 2005, cinco bandas concorreram a um prêmio de quinze mil reais, em equipamentos, além da chance de ir pra Sampa disputar a grande final. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda potiguar Bugs que teve a oportunidade de participar de dois outros festivais – M.A.D.A., em Natal, e Porão do Rock, em Brasília, ambos no ano passado – fez sua estréia na capital pernambucana. O power trio esbanja competência, principalmente o vocalista e baixista Paolo, mas acaba devendo um bom refrão, um riff marcante, uma melodia de vocal, algo que realmente fique na cabeça do público e o faça lembrar e querer ver e ouvir mais o som do Bugs. Já a paraibana Star 61 parecia disposta a conquistar os espectadores, e por que não, o primeiro lugar no concurso. Seu espalhafatoso e performático vocalista Flaviano André, travestido num visual que lembrava David Bowie, nos melhores momentos do glam rock, literalmente, deitou e rolou, no palco 2. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.reciferock.com.br/img/noticias/cob723-4.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na curta apresentação, manteve bem o equilíbrio entre atitude e música e logo deu pinta de favorita na estréia do ‘Claro que é rock’. Outro concorrente da Paraíba que entrou com garra e barulho de sobra pra brigar pelo primeiro lugar foi o grupo Zefirina Bomba. O vocalista Ilsom, tocando seu violão com um timbre completamente sujo e distorcido, comandou o ataque sonoro do Zefirina. A performance ficou mais bombástica, ao final, quando ele honrou a tradição destrutiva do rock e castigou seu instrumento, que falhara em algumas músicas, batendo-o contra o chão até não sobrar corda sobre corda. Outras duas bandas menos experientes tiveram sua chance na competição sonora: a paraense Suzana Flag e a pernambucana Rádio de Outono. Tanto a primeira, tendo à frente a vocalista Suzanne, quanto a segunda, com a cantoria de Bárbara, ficaram dois pop(s) e meio abaixo das demais, na escala rock. A vencedora acabou sendo mesmo a Star 61, comprovando as suspeitas e a torcida da maior parte da platéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.reciferock.com.br/img/noticias/cob723-5.jpg"&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E duas grandes atrações rechearam a abertura do APR 2005. Os cariocas do Los Hermanos tocaram de novo sem que os vocalistas Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante precisassem, realmente, cantar. É que o apaixonado público deu conta deste recado muito bem, nas dezesseis músicas do repertório, incluindo, “Santa Chuva” composta por Camelo para a cantora Maria Rita, e duas do próximo disco, que agora entrará na fase de mixagem. “O Vento” e “Pois é” ainda podem ter suas letras e nomes alterados e, nesse estágio, fica difícil qualquer fã corresponder com tanta intensidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.reciferock.com.br/img/noticias/cob723-10.jpg"&gt;  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Já o Placebo fechou a noite, após uma série de exigências e frescuras, que incluíram a liberação completa do backstage para que seus integrantes pudessem circular livremente, sem serem abordados e importunados por “fãs-jornalistas” ou algo do tipo. Essa atitude “chiliquenta” se transformou em competência na performance dos ingleses. O show começou com a impactante base seqüenciada de “Taste in Men”, seguida pela sucessão de hits da recente coletânea “Once More With Feeling”. Tocando a nata das suas composições seria difícil fazer um show ruim, embora o Placebo tenha deixado o clima esfriar no abafado Centro de Convenções de Pernambuco, lá pelo meio do set list. A impressão que passou é que, em Recife, eles foram profissionais e, em Paris, pra quem teve a oportunidade de conferir o dvd ao vivo do grupo, foram emocionais. E isso faz uma senhora diferença na hora de classificar um show como inesquecível ou não.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.reciferock.com.br/img/noticias/cob724-5.jpg"&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;O sábado, como reza a tradição, foi o dia do APR dedicado a todo o tipo de som pesado. A horda “men and women in black” compareceu em menor número que na edição 2004, mas com a mesma disposição. Começou a se agitar com o metal melódico “sem cabeleiras” da banda local Silent Moon. Todo mundo sabe que, assim como em Sansão, a força do metal está nas longas madeixas de seus integrantes. Como esse não era o caso da turma do Silent Moon... Já o Chaosfere(PE) acumulava muitos centímetros de cabeleiras que não foram honrados pelo som atravessado e pouco empolgante do grupo. Os capixabas do Dead Fish, confirmaram seu atual status de banda grande, no palco principal, e prepararam terreno para a mais bizarra seqüência do evento. Nem bem acabara a viagem surf instrumental da banda baiana Retrofoguetes, no palco dois, quando a legião do metal fez ecoar pelo Centro de Convenções o coro: “Massacration, Massacration...” Foi uma cena emocionante e, ao mesmo tempo, capaz de provocar uma pane cerebral! É que atração seguinte era mesmo o Massacration, banda criada para um dos quadros do programa humorístico “Hermes e Renato” da MTV Brasil, justamente, para tirar o maior sarro de todos os clichês do gênero. Os “camisas pretas” ovacionaram a parodia para, em seguida, levar a sério a maior fonte dela – o grupo paulista Shaman. E daí veio a bancarrota de André Mattos e cia. Primeiro, porque em vários momentos o Shaman tocando sério ficou até mais engraçado que o Massacration. Segundo porque a apresentação do Massacration acabou sendo de longe a mais divertida da noite. E o quesito diversão, na música pop, quase sempre supera qualquer outro que sirva pra avaliar a qualidade técnica da performance. Ou seja, tantos anos de estudos dedicados a notas vocais agudas, escalas por minutos e melodias de inspiração medieval, por parte do Shaman, acabaram sufocados pela hilariante esquete musical do Massacration. É difícil que, apesar de ter visto ainda o stoner rock da banda goiana MQN e o Sepultura (cada vez mais previsível e menos surpreendente), o público tenha sobrevivido à noite pauleira do APR 2005, levando consigo algo mais revelador e significativo do que os versos de “Metal Bucetation” da turma de Hermes e Renato: “All the nation, stop the punhetation...” Depois de uma gozação dessas, ou o fã de metal deixa de encarar o estilo como se fosse uma religião ou fica ainda mais ortodoxo e passa a escutar apenas os lados b do Krisiun.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.reciferock.com.br/img/noticias/cob726-2.jpg"&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A bonança chegou com a terceira e última noite do festival. Os pernambucanos do Superoutro abriram a seqüência, seguidos pelas arrastadas apresentações do Gram e do projeto The Legendary Tiger Man, “banda de um homem só” criada pelo português Paulo Furtado. A intenção da segunda era soar como diferente mistura de clássicos do blues e Suicidal Tendencies mas, em tempos de Jack e Meg White, ficou com uma cara de The Lengendary Embromation Without Stripes. O grupo Volver garantiu bons e inspirados momentos roqueiros, em seguida, apesar do som embolado, no palco 2. Daniel Beleza e os Corações em Fúria também estiveram por lá, pra exorcizar os demônios da noite anterior, com humor ácido, veia punk e estética andrógina. Daniel Beleza sentiu a boa energia do público e desceu para cantar com ele uma versão quase hard core de “Frevo Mulher”. A ala rock da derradeira noite teve também a presença comportada e o show asséptico do Leela. Por outro lado, quem cuidou da assepsia da mpb foi o Mombojó que chegou a ser sonífero, principalmente, durante a participação de Arto Lindsay, com seus espasmos guitarrísticos. DJ Dolores usou sua Aparelhagem, como se fosse um desfribilador para reanimar os corpos presentes. Enquanto, a Orquestra Manguefônica – projeto que reúne Mundo Livre S/A e Nação Zumbi numa jam session manguebit – fez a celebração final se estender por algumas improvisações desnecessárias, costuradas com momentos mágicos, entre eles, a desaceleração e transformação de “A Cidade”(do cd “Da Lama ao Caos”), num funk novo, carregado e bem distante do arranjo original, e uma rápida passagem por “London Calling” do Clash. Caranguejada pop agora, só no ano que vem. (Terence Machado)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8464354-111912751580458933?l=colunaesquemanovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/feeds/111912751580458933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8464354&amp;postID=111912751580458933' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/111912751580458933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/111912751580458933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/2005/04/abril-pra-claro-e-claro-o-negcio.html' title='[“Abril pra Claro” e, claro, o negócio acabou dando rock, em Recife]'/><author><name>Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15107408672770067074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8464354.post-110930187520393581</id><published>2005-02-25T00:20:00.000-03:00</published><updated>2005-02-25T00:26:42.583-03:00</updated><title type='text'>[n° 22 - 2005 chegou, façam suas apostas...]</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Na primeira edição de 2005, [esquema novo] faz suas apostas em busca da boa música nacional. Como é habitual no jogo de máscaras do mercado fonográfico, a lista vai mesclando veteranos já consagrados, promessas para o panteão pop e novatos buscando seu lugar ao pódio. Entram na lista trabalhos lançados no segundo semestre de 2004, mas que só agora testarão seu poder de alcance e trabalhos prontos para serem lançados (como é o caso do Pato Fu), além de artistas que agendaram novos lançamentos para este ano. O carnaval, na verdade, começa agora:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lobão:&lt;/strong&gt; tem a missão de lançar um novo trabalho que faça frente famosa trilogia, que rendeu pelo menos dois discos essenciais (“Noite” e “A vida é doce”), para garantir que, assim como nos anos 80 e 90, seu nome também seja lembrado quando o assunto for boa música na nova(nem tão nova assim mas...) década. O espírito deve ser outro: ao contrário da sofisticação discreta dos trabalhos mais recentes de estúdio, o lobo pode se juntar a seus pares “menos evoluídos”, o Cachorro Grande(reprisando em disco a parceria que rolou no último festival Porão Do Rock, em Brasília, quando rosnaram “Helter Skelter”, dos Beatles). Perdão do trocadilho muito infame, só que, dosados os ingredientes certos, o disco pode sair animal! Antes disso, o Cachorro Grande garante que as próximas horas serão ainda melhores, lançando seu terceiro disco no primeiro semestre - ainda bafejado pela boa repercussão que teve o anterior, encartado na revista Outracoisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cascadura:&lt;/strong&gt; a veterana banda baiana (formada em 92!) chega com gás e nome renovado, e pode se estabelecer como um dos melhores combos rock em atividade no país, com repertório pronto para ser consumido em fartas doses pelo grande público. “Vivendo Em Grande Estilo”, lançado no ano passado pela Rio 8 Records, a despeito da fragilidade de algumas letras, é rock n´roll tocado por gente que entende do babado, saudosos dos bons momentos do Barão Vermelho pós – Cazuza, sem esquecer de referências atuais espertas como Teenage Fanclub e Queens Of The Stone Age. Tem um bônus: a conterrânea Pitty vai naturalmente jogar luzes sobre o grupo, já que o guitarrista Martin é também o atual escudeiro das seis cordas da banda que acompanha a cantora. Torça para que a autêntica balada rocker “Queda Livre”, ou o pique anfetamínico de “Retribuição” alcance seus ouvidos surrados - vai valer a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Los Hermanos:&lt;/strong&gt; Dificilmente perderão o posto de banda mais amada do Brasil, atualmente. Mesmo lançando um trabalho inferior(pode ser que isso nem aconteça), os cariocas hoje já alocaram o coração(literalmente) de um público carente de uma dieta menos carregada em tempero hardcore, letras ruins e malandragem comprada no Bazar do Zé Mané. A dúvida que fica é se o culto vai aumentar ainda mais. Se Camelo resguardar um pouco da sua sensibilidade sambista classuda para compor grandes músicas para Maria Rita e aproximar o diálogo com o universo quase paralelo de Rodrigo Amarante, unindo–se isso a uma fundamental experiência de três discos nas costas, pode esperar um forte candidato a disco do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fred 04:&lt;/strong&gt; Enquanto a histórica turnê da Orquestra Manguefônica(Nação Zumbi + Mundo Livre S/A) vai relembrando “Da Lama Ao Caos” em todo o país, Fred 04 apronta na míuda seu disco solo, talvez em busca da ternura endurecida no último e panfletário disco de sua banda, “O Outro Mundo de Manuela Rosário”. Provavelmente arquitetado sobre o samba de Jorge Ben e sua “Tábua De Esmeraldas” (disco de cabeceira do pernambucano), o novo cd pode abrigar uma obra mais suave, mesclando a popularesca cafajestagem com as odes a musas que habitam o imaginário do autor. Coisa que sabe fazer muito bem: uma vista rápida ao seu repertório de banda e encontra-se pérolas como “Quarta Parede”, “Leonor”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gustavo Black Alien:&lt;/strong&gt; lentamente, o rap nacional vai se distanciando da sombra causada pelo discurso em carne viva, monopolizado pela periferia paulista, e alcança texturas mais ensolaradas, graças a bandas da ponte Rio-Niterói, onde os cariocas Gustavo Black Alien e De Leve rimam “na maciota” um cotidiano mais relax. “Babylon By Gus - O ano do macaco”, lançado no fim do ano passado é a aguardada estréia do ex-Planet Hemp Black Alien e impõe com louvor o poder de aderência dos versos envelopados em reggaes e raggamuffins espalhados pelo disco. Melhores exemplos são a faixa título e a impagável “Perícia Na Delícia”. De Leve lançou o projeto “Caramujo Sonolento” no ano passado e deve soltar mais um atrevido petardo este ano, registrando em disco algumas inéditas que têm apresentado em shows como a “Melô Do Piratão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Trinidad/ Mordeorabo:&lt;/strong&gt; dois trabalhos mineiros quase que diametralmente opostos. Os primeiros, músicos profissionais em busca da balança perfeita entre a canção pop bem acabada, mas de estruturas pouco usuais no mercado pop atual - letras que beiram o literário, ausência de refrões, lirismo exagerado - uma espécie de entroncamento entre os clube esquinistas, rock nacional dos anos 80 e a alta voltagem gerada nos anos 70, que pariu o belo “Alfaiataria”, em 2003. Já o Mordeorabo trabalha mais próximo ao conceito de música livre (pós-rock?), que também pode ser aplicado aos paulistas do Hurtmold. Na ausência de rótulos mais esclarecedores, confira os shows cada vez mais disputados dos caras na Obra. (T.P.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jumbo Elektro:&lt;/strong&gt; 2004 foi o ano do Jumbo Elektro? Em São Paulo, sim, mas em outras partes do Brasil a dominação dos paulistanos tem tudo pra acontecer mesmo no ano que está apenas começando. O septeto é o que melhor representa as diferentes misturas e multiplicidade de estilos dos tempos “mudernos”. Completamente à vontade para utilizar a regra do “ctrl c-ctrl v” da informática – o famoso copiar, colar – o Jumbo Elektro fez do seu disco de estréia “Freak to meet you” um belo Frankenstein, com boa parte da estrutura “corporal” aproveitada dos restos da fulminante cena electro, vários detalhes sugados da new wave oitentista praticada por nomes como B-52’s, Devo e Duran Duran e, por vezes, alguma costura mais tosca e choques elétricos do punk e hard core pra criatura ganhar vida. Os sete integrantes também souberam encarnar personagens hilários, entre eles, Frito Sampler e Dimas Turbo, que formam a “personalidade” inconstante do monstro. Vários elementos apontam para o humor e a alegria circense da Blitz, numa versão futurista, claro. As deliciosas “Freak Cat” e “She has a penis”, levantam até defunto. A versão de “TV Eye” de Iggy Pop e seu Stooges, em roupagem electro punk, é acertadíssima! Hoje, no Brasil, poucas bandas tem tanto poder de fogo pra entreter ouvintes dos mais variados, com gostos e níveis de exigência bem diferentes. Fiquem atentos às boas ofertas desse verdadeiro magazine sonoro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pato Fu:&lt;/strong&gt; apostar no Pato Fu é garantia de, no mínimo, resgatar o investimento, no final, sem perder um tostão. A coesa carreira do grupo garante isso. Foram seis discos de estúdio até aqui, com uma regularidade incrível, e um ao vivo que cumpre muito bem o seu papel. Agora, fora da major BMG (após 10 anos de contrato), os mineiros pensam na possibilidade de andar com as próprias “penas”. Mesmo que percam algumas pelo caminho, podem ajudar a fortalecer a cena independente e, quem sabe, colaborar para a grande virada a favor dos músicos, contra o esquema caduco e ordinário ainda manipulado (aos trancos e barrancos) pelas grandes gravadoras. Com o sétimo disco de estúdio saindo do forno, o Pato Fu pode revigorar, com as costumeiras doses de criatividade, uma cena que, às vezes, peca nesse “detalhe”. Quantidade o mercado alternativo sempre teve. Quem já teve a sorte de ouvir o novo e esperado trabalho do quarteto, antes mesmo do seu lançamento, afirma que vem aí mais um disco arrebatador! Alguém aí duvida? (T.M.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8464354-110930187520393581?l=colunaesquemanovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/feeds/110930187520393581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8464354&amp;postID=110930187520393581' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/110930187520393581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/110930187520393581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/2005/02/n-22-2005-chegou-faam-suas-apostas.html' title='[n° 22 - 2005 chegou, façam suas apostas...]'/><author><name>Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15107408672770067074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8464354.post-110659448345386218</id><published>2005-01-24T17:15:00.000-02:00</published><updated>2005-02-25T00:32:24.216-03:00</updated><title type='text'>[Retrospectiva 2004]</title><content type='html'>Se o ano passado a palavra hype deu o tom, em 2004, as novidades dividiram a atenção de imprensa e público com veteranos. Brian Wilson é a melhor confirmação dessa tese: um dos melhores arquitetos da música pop fez de 2004 sua ressurreição musical completa, lançando dois projetos musicais distintos. O primeiro foi o fraco “Gettin’ Over My Head”, seu primeiro trabalho de inéditas desde “Imagination”, de 97, que traz como único grande atrativo um dueto (“A Friend Like You”) com o “rival” Paul McCartney. O segundo, ”Smile”, é exatamente o oposto, onde o beach boy retoma os trabalhos iniciados em 67 e lança, definitivamente, aquele que era chamado de “o maior disco perdido” da história do rock. Talvez, longe do calor da hora, a história possa ser outra, mas “Smile” deixa quaqluer ouvinte de música pop...sorrindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros três artistas de carreira praticamente inquestionável voltaram a lançar discos em 2004. “Around The Sun” traz alguns dos habituais acertos do R.E.M., mas no saldo final é uma das maiores decepções do ano (assim como o cansativo “To The 5 Borroughs”, dos Beastie Boys) - fortíssimo candidato ao pouco desejado título de pior disco da carreira da banda. Parece que faltou o que dizer, a Michael Stipe e companhia. O mesmo risco corria “How To Dismantle an Atomic Bomb” do U2, já que este seria o disco de rock que eles vinham prometendo há muito tempo. Bem, não foi, mas com músicas do quilate de “Miracle Drug”, “Love And Peace And Else” e “One Step Closer”, nem precisava ser. E para quem ainda está preocupado com a promessa dos irlandeses, leva de quebra “Vertigo”, com uma guitarra endiabrada, relembrando o nervoso The Edge dos primeiros álbuns. Mas quem roubou as capas de revistas e publicações especializadas foi Morrissey: além de lançar o excelente “You Are The Quarry”, voltou a fazer turnês (na Argentina, inclusive, uma bola incrível comida pelos produtores brasileiros), carregando consigo além do ótimo novo repertório (“First Of The Gang To Die”, “America”) clássicos dos Smiths como a monumental “How Soon Is Now”. Parte da safra anos 90 compareceu bem com PJ Harvey (“Uh Huh Her”, disco que melhora com o tempo), Wilco (o irregular e difícil “A Ghost Is Born”) e Mark Lannegan, com “Bubblegum”, além de coletâneas de Teenage Fanclub e Primal Scream.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe da “terra de gigantes”, sim, apareceram boas novidades. Brincando de ser os Strokes, o bando escocês do Franz Ferdinand compôs um dos mais contagiantes hits do ano – “Take Me Out”. Nem a trupe de Julian Casablancas conseguiu uma composição do mesmo quilate no quase decepcionante “Room on fire” do ano passado. As demais faixas do cd de estréia do Franz Ferdinand mantém um bom fôlego criativo, mas não conseguem a eficácia pop do mega hit. Ainda mais pop e equilibrado que o trabalho dos escoceses foi outro respeitável debut – o dos canadenses do Scissor Sisters. Eles brincaram a vontade no universo pop, viajando por várias órbitas, de Elton John a Bee Gees, e com isso despressurizaram até a cabine de um “astronauta” respeitável, o Pink Floyd. “Comfortably Numb” deixou a psicodelia do rock progressivo setentista pra ir parar nas pistas de dança dos embalos de sábado à noite. Fora essa molecagem em ritmo de androginia, as irmãs tesoura emplacaram uma das melhores aberturas de 2004 – a faixa “Laura”. Picotando influências escancaradas e depois montando um quebra-cabeça dos mais interessantes, os australianos do Jet se lançaram na concorrida e cruel feira de especiarias do pop. AC/DC, Stones, Beatles e muitas outra peças foram jogadas na mesa e a tarefa de reuní-las do começo ao fim do cd “Get Born” é das mais divertidas. Destaque para a balada “Look What You’ve Done”. De qual álbum dos Beatles teria saído essa música? Do Abbey Road, provavelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na música nacional, como boa parte dos estabelecidos ficou na toca, destacam-se boas surpresas como o veteraníssimo Arnaldo Baptista lançando finalmente seu “Let It Bed”. O projeto estava há alguns anos engavetado na mente mutante e ganhou força na produção de John, pupilo do Pato Fu. Para ficar nos extremos, o novíssimo Mombojó (recifenses na média dos 19 anos de idade) inverteu o título de seu trabalho (“Nadadenovo”) inserindo samba, trip hop, surf music e jovem guarda no mangue. Herdeiros fiéis do movimento que comemorou 10 anos com lançamentos especiais, como o DVD “Propagando” da Nação Zumbi e a essencial caixa “Bit”, que recapitula os quatro primeiros discos do Mundo Livre S/A. para ficar em dois extremos. A revista Outracoisa (responsável pelos discos de Arnaldo e Mombojó) provou a competência de sua proposta editorial, farejando outras novidades de todo o país como a matilha sulista Cachorro Grande, o carioca Rogério Skylab (com a pérola “Fátima Bernardes Experiência” – cortada de última hora do cd encartado na revista, por razões óbvias) e a dupla goiana Réu e Condenado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Goiás também é sede da gravadora Monstro, que em 2004 chutou para escanteio qualquer possibilidade do Estado ainda estar atrelado a surrada pecha de terra dos sertanejos. E a décima edição do festival Goiânia Noise cuspiu na cara das multinacionais do disco uma leva pulsante de trabalhos produzidos na independência, com empenho e profissionalismo convincentes. Pra não repetir os melhores lançamentos do espectro da Monstro Discos, dissecados na edição anterior dessa coluna, vale ressaltar o cuidadoso e invejável disco de estréia do Jumbo Elektro. Quem dera se as grandes gravadoras tivessem colocado nas lojas, pelo menos, meia dúzia de novidades nacionais do mesmo nível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que rolou de melhor em 2004, é só espiar as listinhas aí de baixo onde a coluna Esquema Novo divide suas preferências com convivas especialíssimos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gastão Moreira (programa “Gasômetro” – Rádio Atlântida / Florianópolis-SC)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Músicas 2004&lt;br /&gt;Internacionais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“I died in a mall” – Kissing Tigers&lt;br /&gt;“Primitive” – Ambulance ltd.&lt;br /&gt;“Mary” – Scissor Sisters&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nacionais&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“É preciso dar vazão aos sentimentos” – Bidê ou Balde&lt;br /&gt;“A Caixa” – Daniel Beleza e os Corações em Fúria&lt;br /&gt;“Frigobar” – Kratera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Discos 2004&lt;br /&gt;Internacionais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Ambulance ltd.” - Ambulance ltd.&lt;br /&gt;“Now here is nowhere” – Secret Machines&lt;br /&gt;“Scissor Sisters” - Scissor Sisters&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nacionais&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“Daniel Belleza &amp; os corações em fúria” - Daniel Belleza &amp;amp; Os Corações em Fúria&lt;br /&gt;“Start your own revolution” - Nitrominds&lt;br /&gt;“Meia noite no século XX” - kratera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Shows 2004&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;The Mars Volta&lt;br /&gt;Primal Scream&lt;br /&gt;Mundo Livre S/A&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Thiago Pereira (produtor coluna Esquema Novo/ programa Alto-falante)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Músicas 2004&lt;br /&gt;Nacionais&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“Tormenta” - Wado&lt;br /&gt;“Queda Livre” – Dr. Cascadura&lt;br /&gt;“Missa” - Mombojó&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Internacionais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“King’s Crossing” - Elliot Smith&lt;br /&gt;“The Rat”- The Walkmen&lt;br /&gt;“Take Me Out”- Franz Ferdinand&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Discos 2004&lt;br /&gt;Nacionais&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“A Farsa Do Samba Nublado” - Wado&lt;br /&gt;“Nadadenovo”- Mombojó&lt;br /&gt;“As Próximas Horas Serão Muito Boas” - Cachorro Grande&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Internacionais&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“From A Basement On The Hill”- Elliot Smith&lt;br /&gt;“You Are The Quarry”- Morrissey&lt;br /&gt;“A Grand Don’t Come For Free”- The Streets&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Shows&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Primal Scream&lt;br /&gt;The Mars Volta&lt;br /&gt;Pixies&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ludmila Azevedo (repórter e produtora programa Agenda)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Músicas 2004&lt;br /&gt;Nacionais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Aganjú” - Bebel Gilberto&lt;br /&gt;“The Sense of Movement” - Valv&lt;br /&gt;“Fátima Bernardes Experiência” - Rogério Skylab&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Internacionais&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“Chip Chip” - María Esther Zamora (trilha sonora Diários de Motocicleta)&lt;br /&gt;“I’m not Sorry” - Morrissey&lt;br /&gt;“Who the fuck?” - P. J Harvey&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Discos 2004&lt;br /&gt;Nacionais&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Valv - The sense of movement&lt;br /&gt;Cachorro Grande - As Próximas horas serão muito boas&lt;br /&gt;Mombojó - Nada de novo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Internacionais&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“Uh Huh Her” - PJ Harvey&lt;br /&gt;“Medulla” - Björk&lt;br /&gt;“Franz Ferdinand” - Franz Ferdinand&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Terence Machado (produtor coluna Esquema Novo / programa Alto-falante)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Músicas 2004&lt;br /&gt;Nacionais&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“Que Loucura” – Cachorro Grande&lt;br /&gt;“Fátima Bernardes Experiência” – Rogério Skylab&lt;br /&gt;“Queda Livre” – Dr. Cascadura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Internacionais&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“Take Me Out” – Franz Ferdinand&lt;br /&gt;“Pretty (Ugly Before)” – Elliot Smith&lt;br /&gt;“Tell Me Something I Don't Know” – The Thrills&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Discos 2004&lt;br /&gt;Nacionais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“As Próximas Horas Serão Muito Boas” – Cachorro Grande&lt;br /&gt;“Nadadenovo” – Mombojó&lt;br /&gt;“Freak to meet you” – Jumbo Elektro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Internacionais&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“From a Basement on The Hill” – Elliot Smith&lt;br /&gt;“Franz Ferdinand” – Franz Ferdinand&lt;br /&gt;“You Are The Quarry” – Morrissey&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Shows 2004&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;The Mars Volta&lt;br /&gt;Orchestra Morphine&lt;br /&gt;Pixies&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8464354-110659448345386218?l=colunaesquemanovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/feeds/110659448345386218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8464354&amp;postID=110659448345386218' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/110659448345386218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/110659448345386218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/2005/01/retrospectiva-2004.html' title='[Retrospectiva 2004]'/><author><name>Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15107408672770067074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8464354.post-110659389406095977</id><published>2005-01-24T17:06:00.000-02:00</published><updated>2005-02-25T00:27:46.050-03:00</updated><title type='text'>[nº 20  - Alternativa Monstro!!!]</title><content type='html'>A produtora e selo goiano fechou 2004, com um respeitável catálogo de 60 títulos, dois festivais anuais – o Bananada e o Goiânia Noise – e quase toda uma cena aos seus pés. Isso ficou evidente na décima edição do Goiânia Noise que embalou a cidade, durante três dias, há dois fins de semana, com um diversificado repertório e cerca de 40 artistas se apresentando nos dois teatros do Centro Cultural Martim Cererê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor foi constatar que o público que, praticamente, lotou o local nos três dias de evento, estava lá para ver e rever bandas de estilos variados, conhecidas ou não. Viva a curiosidade! E pode-se dizer que a Monstro também é responsável por isso. É que a produtora, desde o início, vem promovendo festivais e lançando vários discos, sem estar focada em apenas um gênero musical. A última leva de lançamentos do selo, que veio à tona na ocasião do Goiânia Noise 2004 escancara essa “tática Monstro” de apostar na diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, é claro que o primeiro foco do selo esteve nas bandas de rock garagem mas, aos poucos, essa postura mudou. Entre os cds mais recentes da Monstro, dois são de música instrumental, um passeia entre o pop e o brega e um finca o pé no rock garageiro, com letras em inglês. “Bad Ass Rock ‘n roll” é o segundo disco do MQN, banda local liderada por um dos “quatro monstrengos” – o produtor e vocalista Fabrício Nobre. O cd mostra uma nítida evolução do stoner rock cuspido pelo quarteto. É fácil um dos melhores lançamentos do rock “made in Brasil”, em 2004. E um ouvinte desavisado pode jurar que a faixa “Let It Rock”, por exemplo, é um hit de alguma banda californiana. Incrível perceber também o padrão e qualidade de gravação que os artistas do circuito independente têm alcançado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terreno instrumental, por sua vez, está muito bem representado por outros dois lançamentos recentes de lá. Um é “Ativar Retrofoguetes”, a tão esperada estréia dos baianos do Retrofoguetes num cd completo. O grupo mistura surf music com psychobilly e tem uma pegada poderosa. Anos de estrada e teste de dois dos integrantes do Retrofoguetes, à frente do finado Dead Billies, contribuiram e muito pra isso. Deixando possíveis vocais, quem sabe pra outra hora, os gaúchos do Pata de Elefante pisam num solo adubado com influências bem distintas, que vão do folk rock psicodélico dos Byrds até o funk do lendário Funkadelic. Os 15 temas instrumentais registrados no 1º disco do grupo mostra uma coesão impressionante para um trio tão novo. Bem vindos ao front!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do sul para Goiânia e, daí, para o resto do Brasil, outra boa novidade é o rock escrachado, curto e grosso dos Irmãos Rocha. Eles soltaram há pouco pela Monstro “Ascensão e Queda dos Irmãos Rocha” – um cd com 20 faixas, sendo que apenas uma delas ultrapassa a “barreira” dos três minutos e a grande maioria não chega aos dois minutos de duração. Enquanto o Pata de Elefante se diverte compondo temas trabalhados, o quarteto André, Mauro, Raul e Bel Rocha desembaraçam ao máximo todos os nós da linguagem pop. As letras são bem humoradas e repetitivas, como a linha rítmica e os arranjos das suas “vinhetas musicais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom humor é também o que norteia “Clube Quente dos Sapatos Bicolores” do Sapatos Bicolores. O visual adotado por esse trio é bem anos 50 e o som remete ao rockabilly, à jovem guarda e ao pop brega brasileiro. Esse é o primeiro lançamento da Monstro no formato digipack (com o cd muito bem “embalado” numa luxuosa caixinha de papelão, ao invés da tradicional caixa de plástico) pra encher os olhos e os ouvidos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses são apenas os discos mais recentes produzidos pela competente trupe, lá de Goiás. Autoramas(RJ), Astronautas(PE), Barfly(GO), Detetives(SP) e muitos outros já ganharam o mercado com o incentivo e iniciativa da Monstro Discos e estão pipocando por aí. E olha que a produtora é apenas uma das várias plataformas de lançamento espalhadas pelo Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou da hora de muita gente procurar novidades, bem distante das falsas promessas das majors, antes que o Monstro do mercado independente fique grande demais!!! (T.M.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8464354-110659389406095977?l=colunaesquemanovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/feeds/110659389406095977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8464354&amp;postID=110659389406095977' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/110659389406095977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/110659389406095977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/2005/01/n-20-alternativa-monstro.html' title='[nº 20  - Alternativa Monstro!!!]'/><author><name>Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15107408672770067074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8464354.post-110349917982691621</id><published>2004-12-19T21:13:00.000-02:00</published><updated>2004-12-20T12:59:46.986-02:00</updated><title type='text'>[nº 19 – Skylab virou mulher?]</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.roncaronca.com.br/terreiro/skylab1.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas, é muito fácil rotular um artista como Rogério Skylab. Mas pouca gente tomaria para si o esforço de tentar compreender um trabalho que, acima de tudo, é único para o bem ou para o mal. Já crivaram no músico adjetivos como escatológico, doentio, maldito e louco. Características essas que podem passar longe da primeira impressão que qualquer cidadão comum tenha quando convive com o Rogério, funcionário público de um Banco do Brasil, no Rio De Janeiro. Talvez seja essa personificação do Rogério de voz calma, pausada e com a rara capacidade de conhecer muito bem o seu terreno artístico, para o Skylab dos palcos e dos discos, que dê contornos mais interessantes para sua obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se “de perto, ninguém é normal”, a máxima caetânica chega às últimas conseqüências em Skylab. Sua obra consiste em exumar boa parte dos desejos inconscientes de todos, ora com ironia elegante (“Dinheiro”, “Eu Quero Saber Quem Matou”) ora de forma visceral(“IML”, “Côco”), muitas vezes resvalando no puro non sense como na polêmica “Fátima Bernardes Experiência”, que explode no refrão “Glória Maria!” Muitas vezes soa como versão direta, trash, daquilo tudo que Nelson Rodrigues eternizou literariamente em suas obras - a vida como ela é. No caso de Rogério Skylab, esta existência também é habitada por ratos, mortos-vivos, franksteins pós modernos... Suas músicas possuem um certo realismo cru, la vie em close, já diria Paulo Leminski, possível companhia de Zé do Caixão, Arrigo Barnabé, Frank Zappa, o Caetano de “Araçá Azul” entre outros malditos em um lista de referências para Skylab.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu último disco “Skylab V” , encartado este mês na revista Outracoisa, continua amplificando muitas destas neuroses cotidianas que vão de encontro ao cidadão comum. É possível que seja esse paradoxo que leve o artista independente a merecer duas comunidades na febre virtual Orkut, uma inclusive com mais de 1500 cadastrados, número que se agiganta quando se sabe que ele não possui nenhum esquema especial de divulgação do seu trabalho, além de manter contato com um público fiel em seu site (&lt;a href="http://www.rota6.com.br/skylab"&gt;www.rota6.com.br/skylab&lt;/a&gt;). E é lá no site que está a questão que atormenta a todos os seus admiradores.  Agora, depois de personificar o matador de passarinho, o tarado, o feliz possuidor de uma voraz motoserra, será que... &lt;strong&gt;(por Thiago Pereira)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[eN]: “SKYLAB virou mulher ?”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim. Skylab virou mulher. Existe uma promoção rolando no site. As 10 melhores respostas ganham o SKYLAB V. São muitos internautas participando. Essas promoções vem rolando todo ano, a cada disco que lanço. Não é difícil imaginar a grande quantidade de frases. É que o meu trabalho vem se caracterizando justamente por essa relação com a internet. Na verdade, é tudo uma grande brincadeira. Nós internautas somos muitos solitários e ao mesmo tempo muito unidos. É uma rede impressionante, cheia de virtualidades e afetos. Às vezes no ORKUT, você vê pessoas famosas com uma comunidade fraquíssima - é que os caras não são do meio. Não adianta fingir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[eN]: Em Skylab 5 é perceptível uma face mais pesada do seu trabalho, guitarras deixando outros ritmos mais presentes, anteriormente, como O samba, em segundo plano. Skylab está com raiva?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Raiva(risos)? Em verdade o SKYLAB V resgata uma dívida com o público. Desde o SKYLAB II, que é um disco ao vivo, não fora produzido um disco tão próximo do show quanto este quinto. Até a forma como ele foi produzido acena nessa direção: o disco foi todo ele gravado ao vivo, em estúdio, e na forma analógica. Credito muito o resultado ao Vânius Marques. Ele também estará nos próximos discos. Enfim, tecnicamente falando, é o meu melhor disco de carreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[en]: Quais foram as matérias primas para a construção do novo disco? O título da ótima "22 X 2=43" parece referência à "2+2=5" do Radiohead...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Te confesso que são as mesmas dos discos anteriores. Nesse sentido, posso te dizer que o meu trabalho é maníaco obsessivo. Não tem muita variação: é a mesma obsessão de sempre: os números, as séries, as repetições de palavras. Essa é a estrutura do trabalho: o próprio serial-killer é a efetuação das séries. Veja só os títulos dos meus discos. A matemática permeia tudo. Só que não é uma matemática clássica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[eN]: A respeito da polêmica "Fátima Bernardes Experiência", você foi proibido de incluir a música no disco? Ele teve de ser reprenssado?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não, não. Em relação à "Fátima Bernardes Experiência", que é uma música que eu amo, eu já tinha prensado mil cópias incluindo essa música. Era uma tiragem inicial como venho fazendo com todos meus discos. Foi aí que o Lobão apareceu e me convidou. Claro que eu aceitei sair pela revista - só que nesse caso a tiragem seria de 20.000 cópias. Conversando com a equipe da revista, chegamos a conclusão de que seria melhor retirar a canção. Ela poderia ser um impecilho para divulgação do próprio trabalho. Seria muita sacanagem que uma simples canção invalidasse o resto do trabalho que é muito maior. Foi aí que eu assinei embaixo. Mas eu anseio publicar um cd só com as proibidas: Câncer no cu, Chico Xavier e Roberto Carlos, o Hino Nacional do Skylab, Fátima Bernardes e muito mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[eN]: Em "Skylab IV" , rola a pergunta “quem matou Lobão?”, em uma música - homenagem meio enviesada. Agora, você está lançando seu disco pela revista Outra Coisa. O homem ressucitou (risos)?Como foi o contato entre vcs?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu vou te contar uma coisa: vc tá certo em dizer que é uma homenagem meio enviesada que eu fiz no SKYLAB IV. Claro que muitos idiotas da imprensa pensaram que eu estava exigindo a minha participação no seleto grupo dos malditos. Muito pelo contrário. Eu faço parte de um outro tempo e a própria palavra "maldito" não tem nenhum sentido pra mim. Independentemente disso, eu sempre apreciei Arrigo, Walter Franco, Mautner... Ou seja, essa canção eu gosto muito porque ela se situa na fronteira do sentido: pode ser tanto uma coisa quanto outra. Eu miro justamente essa duplicidade. Em relação ao Lobão, acho que o disco "A Noite" é um marco, uma mudança de qualidade na sua discografia, que se radicalizou em "A Vida é Doce". Acho impossível Lobão se superar e produzir um disco melhor do que esse último. Ele não precisa fazer mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[eN]: Imagino que seja motivo de orgulho para vc ser lançado no mesmo veículo que capturou a volta de Arnaldo Baptista, uma das tuas referências... Gostou de "Let It Bed"?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não gostei de "Let It Bed". Claro que a revista capitalizou a volta do Homem, tinha que fazer isso mesmo. Mas eu sou a favor do suicídio, do ponto final. Gosto muito do exemplo da Greta Garbo que passou a viver a partir de um certo momento longe de todo show business. A gente tem que saber dar adeus. Qual o sentido desse "Let It Bed"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[eN]:&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;É notável o fato e que, poucos artistas mantem uma obra tão coerente quanto a sua, mesmo em todo seu hermetismo e rupturas sonoras e poéticas. Skylab acredita na autencidade , na coesão? Vc acha que isso, de certa forma te garante um público fiél e um espaço garantido na, sem ironias, música popular brasileira?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Essa suas palavras me envaidecem, mas não estou bem certo de ter um lugar na MPB. Veja o exemplo do Daminhão. Quer maior coerência do que a dele? Quer maior utenticidade do que a dele? E no entanto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[EN]: Repetindo a célebre pergunta, aonde estão as vanguardas brasileiras?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Essa palavra "vanguarda" é complicada, né? Eu tenho lido muito Walter Benjamin, sabe. E claro, para quem o lê, sabe que a palavra "vanguarda" é muito problemática. Acho que o nosso último movimento de vanguarda foi o "tropicalismo" e esse movimento hoje está infiltrado no imprensa brasileira, na indústria fonográfica nacional, e até no Estado. Existem os novos tropicalistas: Hermano Viana e Pedro Alexandre Sanches. O que tem de comum entre eles é a postura paternalista. Isso vem desde Gilberto Freire, passa por Caetano e Gil, Tom Zé também, e chega até nesses dois novos tropicalistas. O que tem de comum entre eles é justamente isso: eles passam a mão na cabeça dos rejeitados, e produzem interpretações belíssimas. Eles têm o saber. Hermano Viana fala do "Arte Popular", Pedro Alexandre Sanches fala de Roberto Carlos, Caetano fala da Axé Music e Gilberto Freire fala dos negros. É tudo a mesma coisa. O tropicalismo é que nem o capitalismo: abarca tudo. Eles só não abrem mão do Saber, da consciência. Voltar-se contra si próprio é demais para um tropicalista. Suicidar-se como o fizeram Stefam Zweig, Walter Benjamin e Giles Deleuze... isso é demais para eles. O tropicalista é vaidoso para tanto. Uma música como "Câncer no Cu" jamais será absorvida por um tropicalista. E quando vc pergunta sobre as novas vanguardas eu te respondo: só aquilo que é capaz de voltar-se contra si próprio, pode empreender um novo caminho. Fora isso, é continuar banhando-se em praias tropicais.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[eN]: O show de Rogério Skylab é uma comunhão, uma exumação, uma revolução? O palco é complemento fiél do seu trabalho?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O palco é uma palavra chave. Trazer o palco para o estúdio, tem sido essa a minha grande equação. Acho que o “SKYLAB V” tentou responder isso. Trazer para o estúdio não significa fazer um disco ao vivo. Um disco ao vivo nunca será a melhor expressão do palco, um disco ao vivo sempre será uma resposta mais simples. É como a tradução de uma língua estrangeira: você não pode ser completamente fiel, se for, estará sendo infiel. É um paradoxo, mas traduzir é trair. Acho que tem sido essa a minha maior preocupação: produzir discos como se fossem estes a melhor tradução do palco. É tudo uma questão de tradução... ou traição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[eN]: Um agiota espera na sua casa, todas as gravadoras estão de portas fechadas, até os alternativos debandam para o outro lado, você vai continuar fazendo música?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Acho que principalmente agora, no momente de maior adversidade. Existe um ditado trágico que diz: "quanto pior, melhor".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8464354-110349917982691621?l=colunaesquemanovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/feeds/110349917982691621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8464354&amp;postID=110349917982691621' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/110349917982691621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/110349917982691621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/2004/12/n-19-skylab-virou-mulher.html' title='[nº 19 – Skylab virou mulher?]'/><author><name>Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15107408672770067074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8464354.post-110349721627935525</id><published>2004-12-11T20:38:00.000-02:00</published><updated>2004-12-19T21:46:51.160-02:00</updated><title type='text'>[nº 18 - “O mar não está pra peixe”. E pro Sideral?]</title><content type='html'>&lt;img src="http://images.americanas.com.br/produtos/item/166/2/166238gg.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sideral está com mais um disco - “Lançado ao Mar”. Produzido, arranjado e executado por ele “para a Universal Music” – como apresentado na arte gráfica. E, talvez, o primeiro grande problema do cd seja justamente esse de produzí-lo, com “total” liberdade, no quintal de casa, mas de olho no mercadão. Sideral tem talento de sobra (alguém duvida disso?) pra chutar o balde, compor mais uma dúzia de sucessos fáceis, sem precisar da “benção Universal” (seja da igreja ou da &lt;em&gt;major&lt;/em&gt; da indústria fonográfica). Enquanto ele e outros artistas insistirem em fazer discos pré-moldados num formato pop extremamente velho e decadente vão, sim, estar lançados num maremoto confuso e o pior, nadando com os tubarões! Olha o Charlie Brown Jr. aí! Que medo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa é clara, Sideral era pop rock e agora é, simplesmente, pop. O novo disco aponta bem mais para Lulu Santos do que para Lenny Kravitz, é muito mais Jota Quest do que Barão Vermelho. Isso não teria o menor problema se não fossem dois detalhes: o fato dele ser irmão de um pop star e possuir um timbre parecidíssimo com o do mano Rogério. O mais novo desse time, o Landau, já sacou que ter o próprio brilho ofuscado pelo fator hereditário é uma fria e saiu logo cantando por aí: “Eu não sou irmão de ninguém”. O Sideral, infelizmente, fez o contrário. Deixou de buscar a própria identidade e berrar “eu sou Wilsom, o urso do terceiro mundo...” pra insistir nos temas de amor, bastante versados pelo Jota Quest. Em “Lançado ao Mar”, ele comete outro erro grave: o de forçar a barra como letrista. Pra quê? Já é um bom cantor e guitarrista. Buscar e experimentar parcerias, abrir o leque seria o mais indicado pra Sideral vir a ser “o cara”, ao invés de ficar servindo como sombra para um egocentrismo estéril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas amarras da indústria fonográfica dá até pra entender um projeto como esse novo cd do músico. É que as grandes gravadoras deixaram de apostar na diferença há bastante tempo. E na política ruminante da “feira pop” (mais indicado que usar hoje o termo mercado) todos os grandes feirantes querem ter o seu Charlie Brown Jr., o seu Skank (e isso eles não conseguem nem a pau), o seu Los Hermanos (seria o Gram?) e, é claro, o seu Jota Quest - o mais rentável de todos. E podem tê-lo. O Sideral está aí “Lançado ao mar”. Fato é que ele saiu de um iate luxuoso para um bote salva-vidas, do primeiro para o segundo disco, e agora tá dando braçadas, nadando contra a corrente! Só pra exercitar? Será que um burocrata da indústria fonográfica é quem vai lançar uma bóia pra salvá-lo? Duvido! &lt;strong&gt;(T.M.)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8464354-110349721627935525?l=colunaesquemanovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/feeds/110349721627935525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8464354&amp;postID=110349721627935525' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/110349721627935525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/110349721627935525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/2004/12/n-18-o-mar-no-est-pra-peixe-e-pro.html' title='[nº 18 - “O mar não está pra peixe”. E pro Sideral?]'/><author><name>Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15107408672770067074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8464354.post-110210135380023809</id><published>2004-12-03T16:48:00.000-02:00</published><updated>2004-12-06T12:35:51.166-02:00</updated><title type='text'>[nº 17 - Sobreviventes no inferno?] </title><content type='html'>“Tem que fortalecer, o rap tem que fortalecer. “ Não era um pedido, ou discurso. O que o autor da frase acima proferia era uma ordem, uma conclusão lógica de um pensamento que segundos antes tinha feito referência a todos os pilares básicos da construção social: a família, a religião, a moradia, a segurança. Era o começo do fim: com os primeiros versos de “O Homem Na Estrada”, o locutor se despedia de uma platéia absurdamente em silêncio depois de quase duas horas de um estranho misto de concentração liturgica e messianismo pop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor da frase é Mano Brown, o maior letrista da música popular brasileira nos últimos dez, quinze, vinte anos...Um textos mais ricos e impactantes do Brasil recente ,cujos maiores achados dialogam pau a pau com outras grandes obras musicais de contestação social/política nacional. Narrador em carne viva, cuja acidez fora percebida e tornada artigo de primeira necessidade em 97, quando o grupo que comanda soltou nas ruas da classe média “Sobrevivendo No Inferno”, autêntico manual da selva marginalizada pelo neoliberalismo global, cortesia do governo Fernando Henrique Cardoso. A partir dali encurtaram-se as distâncias entre o grande público e uma outra realidade baseada em fatos reais . O trabalho dos paulistas virou grife para "mauricinhos" abastados ,onde possuir um exemplar do disco garantia um brevê para circular nas ruas ;fetiche acadêmico para aqueles em busca de uma bela tese sobre os “excluídos” da sociedade, etc. Impulsionou a produção do rap brasileiro focalizado na crítica social, abrindo alas para que novos nomes como Sabotage e Xis não fossem recebidos como corpos estranhos dentro da grande mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então o rap hoje se faz palatável, deglutível para farto consumo de quem antes se situava como alvo- de cor e de situação- e que na semana passada semi-lotou o Lapa Multishow em busca dos poéticos fragmentos de uma realidade que só poderia, a princípio, ser conhecida a distância, no conforto do som no carro, embalando pesquisas na Internet. Agora os Racionais já não são referência única. Nos últimos dois anos, enquanto os paulistas lançavam “Nada Como Um dia Após O Outro” , o demorado sucessor de “Sobrevivendo...” , já se destacava uma outra solução vigente para um gênero em busca da batida perfeita com Marcelo D2 , num ritual cujo profissionalismo e (saudáveis) tendências comerciais não encontram rima com a força bruta dos Racionais. Ou até mesmo um abusado outro lado da moeda representado por Ramon Moreno, cuja alcunha De Leve desafiava com marra a validade do discurso-burocrático da “violência-periferia-racismo” tão explícito em Mano Brown , Eddy Rock, Ice Blue e KL Jay em seu segundo disco “O Estilo Foda-se”. Um desfecho que se apresentava como uma espécie de defesa até, a declarações equivocadas dos paulistas( “O Ronaldinho tá de Ferrari? Tem que seqüestrar pra acabar com essa putaria.”) e posturas que superaram a fina linha entre a defesa e o ataque gratuito, preconceituoso e ignorante. Hoje, a cena é outra, mais repleta de personagens coadjuvantes e sem saber quem protagoniza tudo. Reflexo talvez da lógica do mundo pop, onde demorar cinco anos para lançar um novo trabalho pode sair caro demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No palco do Lapa Multishow, boa parte destes embates se tornaram visíveis: a postura simpática e quase sorridente de um Mano Brown que na mesma BH foi acusado de incentivar o racismo durante uma apresentação, e que agora discursava contra o preconceito e a violência, indo de encontro com parte do novo repertório, onde fala-se até em um “Estilo Cachorro”, música pautada basicamente na diversão sexual entre manos e minas, sem maiores julgamentos morais. Mas que volta e ainda encontra força suficiente para passar um pito na cena rapper local e para retomar a missão de que há muita história para ser contada ainda. O rap tem fortalecer, ordena Brown. Mas como? Para onde? Em plena metamorfose, é possível que ele não saiba responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;È o fim do começo e tudo mudou :já se passaram sete anos e ainda não se sabe ao certo se os Racionais chegaram até onde poderiam - e queriam –chegar, questão essa que pode ser amplificada a todo rap nacional. E talvez seja esse questionamento que encerre uma época onde o rap era novidade , uma alternativa ao padrão. Já não é mais. Mas a resposta para a questão acima pode ditar os rumos para o gênero nos próximos anos. Vai valer a pena esperar, Racionais capítulo 5, versículo próximo.&lt;strong&gt; (T.P.)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[espaço hd] &gt;&gt; dicas de Jardel Sebba, editor da revista VIP e colunista de música do AOL &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Picassos Falsos “Novo Mundo” (Psicotronica) &lt;/strong&gt;- A melhor banda de rock-samba-funk-baião do Rio de Janeiro de volta, depois de sumir e desaparecer no fim dos anos 80. Surpreendentemente, eles continuam tão bem ou melhores. Destaque para o irresistível samba "Rua do Desequilíbrio".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marcos Valle “Contrasts” (Far Out) &lt;/strong&gt;- O autor de "mustangue cor de sangue" passou a década de noventa requisitado lá fora como um dos artistas mais sampleados pelos djs ingleses. Nesse novo disco, ele mantém a elegância da sua bossa, conta com a participação maisque especial da Joyce, e incluiu de aperitivo alguns remixes que fizeram sua fama internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Veiga &amp;amp; Salazar “Original” (ST2) &lt;/strong&gt;- Uma das melhores coisas a surgir no hip hop nacional nos últimos tempos. A dupla mistura boas batidas com doses bem temperadas de jazz, soul, bom humor e experimentação. Destaque para as vinhetas no melhor estilo John Coltrane e para a participação do rapper niteroiense de Leve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bruno E. “Lovely Arthur” (Trama) &lt;/strong&gt;-O ex-produtor de música eletrônica mergulhou no jazz avant-garde e fez um disco surpreendente, com uma sofisticação de arranjos de metais e orquestrações raras de ser ver entre músicos brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Durval Ferreira “Batida Diferente” (Guanabara) &lt;/strong&gt;- Violonista e compositor com um currículo invejável, que inclui gravação com o gênio do saxofone Julian "Cannonball' Adderley, Durval é pai dessa pequena obra-prima que, além de suas ótimas composições, conta com um time de músicos que é uma covardia. O trombone de raul de Souza e o piano de Osmar Milito dispensam apresentações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8464354-110210135380023809?l=colunaesquemanovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/feeds/110210135380023809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8464354&amp;postID=110210135380023809' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/110210135380023809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/110210135380023809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/2004/12/n-17-sobreviventes-no-inferno.html' title='[nº 17 - Sobreviventes no inferno?] '/><author><name>Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15107408672770067074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8464354.post-110149503663829146</id><published>2004-11-26T16:41:00.000-02:00</published><updated>2004-12-06T12:26:50.036-02:00</updated><title type='text'>[nº 16 - "One man Clash"]</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.billybragg.co.uk/images/biography/billy_bragg_solo.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Must I Paint You A Picture?” Com essa pergunta chega ao Brasil um apanhado de 40 canções de um compositor britânico pouquíssimo conhecido do lado de cá do Atlântico, com ressalvas para os Estados Unidos e parte do Canadá, onde falam a mesma língua dele – Billy Bragg.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.billybragg.co.uk/images/home/mipyap_cover.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto na Europa acaba de sair um cd com todos os singles gravados pelo músico e sua primeira banda punk – o Riff Raff; por aqui, a hora é boa para conhecer a história desse ativista político “exilado” na fúria musical do punk e na tocaia pacifista do folk.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse “tesouro nacional”, como estampado recentemente numa manchete do jornal ‘The Times’ ou “Bob Dylan inglês”, título pesado que lhe colocaram sobre os ombros, nasceu em Essex, Inglaterra, no dia 20 de dezembro de 57. No auge do movimento punk, percebeu que a grande arma contra todo “o sistema” era empunhar uma guitarra, berrar palavras de ordem contra a ordem ditada pela coroa britânica. Para fazer isso aos 19 anos de idade, nada melhor do que formar uma banda. Logo o Riff Raff deu sua contribuição para o movimento, lançando seguidos compactos de sete polegadas. A título de curiosidade, o primeiro da série foi relançado, em 2002, numa edição comemorativa de 25 anos. Mas a grande contribuição musical de Billy começaria a ser doada, longe do inflamável terreno do punk, consequentemente, fora do Riff Raff. Foi trabalhando, em seguida, numa loja de discos, e ouvindo muita folk music que ele passou a ver possibilidades menos hormonais e mais harmônicas para extravasar sua inconformidade perante o conservadorismo imposto pela “Dama-de-ferro” Margaret Thatcher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Integrou um movimento de músicos socialistas, o Red Wedge, que também contou com o ex-The Jam Paul Weller. Um ano depois, em 85, o sucesso veio de tabela, quando Kirsty MacColl gravou uma das suas composições – “A New England”. Ela entrou entre as dez mais da parada inglesa e, não por acaso, é a faixa de abertura (claro, na voz do seu criador) da coletânea recém-lançada em solo brasileiro. Com esse empurrão, Bragg alavancou a carreira de “one man Clash”, munido apenas de versos passionais, ríspidos e poéticos e três instrumentos com grande poder de fogo: sua voz, uma guitarra e um amplificador. Claro que ao longo dos anos, foi conquistando mais e mais respeito e, naturalmente, a colaboração de outros artistas, como Johnny Marr, que toca em “Greetings To The New Brunette”, de 86, e participou também de “Don’t Try This At Home”. No aclamado álbum, lançado em 91, Billy cantou “Sexuality” feita tem parceria com o ex-guitarrista dos Smiths, além de deixar registrado alguns temas sobre suas tragédias pessoais e o ódio contra o racismo e a violência dos hooligans (torcedores fanáticos do futebol inglês). No mesmo disco, dividiu ainda acordes e versos com a dupla do R.E.M. Peter Buck e Michael Stipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história de protestos, sucessos e parcerias de Billy Bragg é longa, passa por composições nunca lançadas por Woddy Guthrie, que registrou num esforço conjunto com o Wilco, e continua sendo contada, atualmente, com o suporte da banda The Blockes, com quem o cantor e compositor inglês dá forma e grava as novas músicas. Mas ele continua a carreira verdadeiramente solo na “The Essential Billy Bragg Tour”, passando a limpo o melhor do melhor, ou seja, algumas das faixas da coletânea “Must I Paint You A Picture?”. Enquanto canta sua história no velho continente, os brasileiros podem ir ouvindo 40 capítulos da mesma saga. Está de ótimo tamanho pra quem até então nem sabia da existência do artista. Com a conta bancária recheada e a sede maior do que o pote dá até pra arriscar vários trocados extras na versão importada e tripla da coletânea, com dez faixas bônus, ou (olha o exagero!) pegar o avião para ver o músico fechar o ano, com um show na Austrália. (T.M.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[velho esquema] Black Crowes “Amorica” (1994)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://images.amazon.com/images/P/B000068FY2.01.LZZZZZZZ.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não foi isso o combinado, eu seria o guitarrista e você seria o vocalista, carregado de mística?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trecho do diálogo acima foi tirado do filme “Quase Famosos”, o monumento cinematográfico do ex- jornalista musical Cameron Crowe ao rock n´roll. Em torno de uma banda fictícia, o Stillwater, ele recriou o espírito dos anos 70 refazendo a mitologia estradeira e arquitetada na tríade sexo, drogas e rock das bandas mais emblemáticas da época, como o Led Zeppelin, o Who, Faces...No frase citada, o guitarrista cobra do vocalista a clássica dinâmica das bandas referidas acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se a história narrada por Cameron Crowe em 2000 fosse realmente contemporânea aos anos 90? Bem, seriam grandes as chances da banda retratada ser os Black Crowes. São eles que preenchem perfeitamente todos os clichês que enfeitiçam e ajudam a renovar o público para esse tal de rock n´roll: longos cabelos, solos e shows, um apreço assumido por drogas alucinógenas como o ácido e a maconha, e uma explosiva mistura do binômio paz e amor cunhado pelos hippies com o temperamento instável entre o front man Chris Robinson ( carregado de "mistique", como ensinou o guitarrista fictício Jeff Bebe) e o guitarrista solo, Rich -ainda por cima irmãos, seguindo a tradição encrenqueira dos Davies nos Kinks, dos Reid no Jesus and Mary Chain, e - porque não? -dos Gallagher no Oasis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos estes detalhes se tornariam confrontos que foram capazes de enterrar a banda. Assim como as bandas setentistas, praticamente todas que ousaram repetir em outras décadas o espírito vintage da chamada época “áurea” sucumbiram ao dialogar com seu próprio tempo. Basta lembrar do “falecido” Axl Rose, descansando inquieto com cinzas das glórias passadas do Guns N´Roses, banda que representou de certa forma (e mais intensamente) nos anos 80 o papel “conceitual” exercido pelos Crowes no decênio seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a história dos corvos negros não reprisou o final feliz sugerido em “Quase Famosos”, deixou para a posteridade belos capítulos reais, estórias essas que colocam outras bandas retrô como meros coadjuvantes – do fraco Blind Melon ao irregular Pearl Jam - na saga trilhada em busca do rock n´roll puro, sem gelos , sem misturas mais aparentado com as tradições do r&amp;amp;b and blues do que com o rap, o heavy metal ou adjacências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 94 eles escreveram o capítulo mais perfeito de sua obra. “Amorica” não tem a crueza hard da estréia (“Shake Your Money Maker”, de 90) , nem a elaboração do segundo(“The Southern Harmony ..” de 92). Mas a lisergia presente no disco supera qualquer outro trecho da viagem sonora percorrida por eles. O sublime wah-wah presente em “A Conspiracy” embala a letra que parece ser uma resposta direta aos críticos da banda sobre a originalidade da banda (“I never stolen nothing, not a thing”) e ainda fazia piada sobre as bandas escolhidas pela imprensa para ser a sensação da temporada (“Did you ever hear the one about last year/It was all a lie/Ain´t it funny how time flies?”). “High Head Blues” tenta um embalo latino, um clima meio Santana, cujo swing acaba desaguando em um refrão memorável. Banda boa que se que preza têm de saber escrever baladas memoráveis, e se os Crowes tiveram sua carreira bastante impulsionada pelo sucesso da linda “She Talks To Angels”, do primeiro disco, “Amorica” atesta essa qualidade dos irmão Robinson com duas pérolas: a fossenta “Cursed Diamond” , que fala em “odiar a si mesmo” e o contra ponto em “Nonfiction”, letra alto astral que recorre aos amores deixados pela estrada. Estrada brilhantemente enaltecida na chapada “Wiser Time”, que fala em percorrer “ mais 3000 milhas em três dias”, em um balanço que poderia ter a assinatura de qualquer instituição clássica setentista, como o Lynard Skynyrd ou Almann Brothers.&lt;br /&gt;As cenas dos próximos capítulos mostrariam que o vocalista Chris Robinson se casaria com a mocinha -a atriz Kate Hudson, não por acaso a protagonista do filme de Crowe. Ainda lançariam os peso- médios “Three Snakes and One Charm”(96), e “By Your Side”(99) e –glória máxima- dividiram um álbum ao vivo com Jimmy Page, resgatando o repertório do Led Zeppelin.Em 2001 lançaram o belo canto do cisne “Lions”, quando pouca gente notou que o vôo dos Crowes agora já tinha destino certo- o chão. Agora é esperar quem vai assumir a lacuna deixada por eles neste início de novo século: fazer rock com prazo de validade vencido a mais de trinta anos, mas ainda capaz de criar histórias boas como essas. (T.P.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8464354-110149503663829146?l=colunaesquemanovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/feeds/110149503663829146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8464354&amp;postID=110149503663829146' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/110149503663829146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/110149503663829146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/2004/11/n-16-one-man-clash.html' title='[nº 16 - &quot;One man Clash&quot;]'/><author><name>Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15107408672770067074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8464354.post-110080487779070239</id><published>2004-11-18T16:46:00.000-02:00</published><updated>2004-11-18T17:07:57.790-02:00</updated><title type='text'>[nº15 - Um fim de ano OTOTOI!!!]</title><content type='html'>A expressão Ototoi (excelente, em tupi guarani) era uma espécie de piada interna entre a equipe da extinta e combativa produtora cultural Motor Music, que durante uma década oxigenou Belo Horizonte – e de tabela, o resto do país - com bons shows, eventos e claro, a simpática lojinha de discos situada na Savassi. E é no mesmo bairro, que parte da equipe da Motor e o dono do Café com Letras, Bruno Golgher, voltam a mobilizar a cidade, desta vez, com a Casa Ototoi. No mesmo endereço onde se situava a charmosa Casa Goya, na esquina da Fernandes Tourinho com Getúlio Vargas, a Ototoi pretende ser “um evento; nem um bar, nem um restaurante, é um evento onde ocorrem diversas coisas ao mesmo tempo”, garante Fernanda Azevedo, uma das idealizadoras do projeto. A programação da Ototoi, concebida para funcionar 24 horas, começou no último dia 14 e termina depois de um mês exato de shows, palestras, DJ´s e muito mais. Fernanda falou um pouco mais sobre essa idéia...excelente. &lt;strong&gt;(T.P.)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.ototoi.com.br/images/blank.gif" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;EN: Não foi doloroso montar uma casa com uma programação tão bacana, já com data para acabar?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fernanda: Na verdade não. Nunca foi nosso objetivo montar uma casa, montamos a Ototoi devido à falta de estrutura em BH. Então, ao invés de procurar um lugar e fazer com que ele se adaptasse ao nosso projeto, montamos a casa de uma vez. A idéia é que a Ototoi funcione como uma grande festival estendido, onde ninguém  fique preocupado em perder parte a programação durante este mês em que funcionaremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;EN: Como foi montar a programação musical da casa?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Já tinham algumas bandas que a gente estava a fim de trabalhar a muito tempo, como é o caso do Ramirez (RJ) . O ESS(PR) se apresentou no último Indie Rock Brasil, mas como chegaram atrasados, foram os últimos a tocar. Mas eles fizeram um show maravilhoso e a gente estava querendo muito trazê-los novamente. E por aí fomos montando a programação: quais bandas topariam e queriam vir, quem estava disponível...Porque é um esquema independente ainda, apesar de termos conseguido patrocínio para ajudar a montar a estrutura da casa, não temos muita verba para gastar, especificamente com o pessoal das bandas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;EN: O projeto ainda inclui uma micro boate? A idéia era ter uma espécie de inferninho, com poucas pessoas dançando espremidas?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu fico brincando que é assim: fomos montando a casa, e a partir do momento que não tínhamos mais nada para inventar, conseguíamos inventar mais alguma coisa!(risos). Pegamos a parte de baixo da casa (onde antes funcionava a adega), que é bem reduzida, o ideal para se transformar em um inferninho. No primeiro dia nem funcionou tão bem, mas no segundo, todos os DJ´s vieram me procurar pedindo: “Quero tocar no inferninho! Por Favor!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;EN: A idéia de funcionar 24 horas é para transformar o Ototoi em um ponto de encontro entre as pessoas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;Sim, estamos tentando aproveitar todos os horários possíveis. Além de toda programação cultural, estamos promovendo também workshops de música eletrônica, cursos de DJ nos finais de semana...Enfim utilizar todos os horários possíveis, já que não temos muitas opções aqui em BH.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;EN: Ano que vêm a Ototoi vai para ocupar outro espaço da cidade?  A idéia original é continuar?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A Ototoi já foi concebida com esta idéia, de funcionar uma vez por ano aqui em Belo Horizonte, e inclusive sair para outros lugares do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E a festa continua, antes da chegada do Papai Noel (se é que você acredita nele!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;Encorpando a lista “Ototoi” de atrações de fim de ano, em Beagá, o tradicional espaço roqueiro do bar “A Obra” promete movimentar a cidade com vários shows imperdíveis. Dois deles merecem destaque: o da matilha sulista Cachorro Grande que chegará à cidade, no dia 08 de dezembro, para mostrar o repertório do segundo disco (“As próximas horas serão muito boas”), lançado este ano pela revista Outra Coisa e um dos melhores produzidos na cena independente, em 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.cachorrogrande.com.br/images/gal47.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem também vai lançar um novo trabalho pela revista e aparecer por aqui para divulga-lo é Rogério Skylab. Seu novo cd – Skylab V – acompanhará a edição de dezembro. Se exite um cara realmente alternativo e maldito na música brasileira, atualmente, essa figura é Skylab. O músico carioca é mestre em remexer o lixo urbano, esbravejar de forma bizarra os maiores disparates do mundo capitalista e revelar em tom sarcástico todas as fragilidades do ser humano. No disco que chegará às bancas e lojas de revistas no mês que vem, ele disparou até contra a “esterilizada” apresentadora do Jornal Nacional Fátima Bernardes. Por essas e muitas outras, o show de Skylab (dia 16/12) entra, desde já, no rol dos imperdíveis. Não é todo dia que o público pode conferir a performance de um cantor e compositor que poderia muito bem ser um serial killer ou um “matador de passarinho”! Do lixo ao luxo, o show deve continuar e pra quem prefere a classe do jazz ao invés de encarar o universo enfumaçado e rocker da Obra a dica é correr e garantir o quanto antes um ingresso para a apresentação da cantora norte-americana Norah Jones, no Marista Hall. Acredite se quiser, depois do cancelamento do show de Chrissie Hynde, em função da baixa venda de ingressos, a nova diva do jazz mundial deve dar o ar da graça em Belo Horizonte, no próximo dia 11. Antes dela, Frejat &amp; cia. oficializam a volta do Barão Vermelho, em solo mineiro. Será uma excelente oportunidade pra conferir se o “velho novo” Barão retorna com fôlego suficiente pra superar o rock ‘n roll raivoso de bandas como o Cachorro Grande. Ou se o grupo quer mesmo é um lugar na repartição pública do rock, na mesa ao lado dos Titãs. Longe desse duelo, será possível que alguém ainda não esteja satisfeito com a programação apresentada até aqui? Se for, é certo que esse alguém estará com os olhos vidrados no palco do Marista, no dia 03 de dezembro, enquanto a vocalista Tarja Turunen da banda finlandesa Nightwish estiver gastando muitos agudos operísticos na massa sonora de metal melódico (até hoje não consegui entender bem o que é isso?) produzida por seus comparsas. Viu só? Tem gosto pra tudo! Nada mais justo que tenha show pra tudo quanto em gosto! &lt;strong&gt;(T.M.)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8464354-110080487779070239?l=colunaesquemanovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/feeds/110080487779070239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8464354&amp;postID=110080487779070239' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/110080487779070239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/110080487779070239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/2004/11/n15-um-fim-de-ano-ototoi.html' title='[nº15 - Um fim de ano OTOTOI!!!]'/><author><name>Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15107408672770067074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8464354.post-110081148627899271</id><published>2004-11-12T18:40:00.000-02:00</published><updated>2004-12-06T12:06:18.360-02:00</updated><title type='text'>ro  [nº 14 - Especial TIM Festival 2004 / 1ª parte]</title><content type='html'>&lt;img src="http://img.terra.com.br/i/2004/11/06/182402-2574-ga.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Kraftwerk – “Nós Robôs”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É preciso desacelerar os batimentos por minuto, pegar o Trans Europe Express e viajar pela música eletrônica do Kraftwerk para, então, compreendê-la. Ir direto ao Chemical Brothers ou algum outro artista do gênero pode provocar um êxtase instantâneo e passageiro e dar uma noção incompleta do que vem a ser o universo musical eletrônico. Afinal, os djs só chegaram aos “block rockin’ beats”, após o “boing boom tschac” dos alemães. Quatro homens que substituem robôs na manipulação de seqüências sonoras, batidas, vozes e imagens e, por fim, deixam os robôs substituí-los em uma das faixas do set. Eles inventaram o &lt;em&gt;robot pop&lt;/em&gt; há trinta anos e ainda são capazes de causar a perplexidade em qualquer &lt;em&gt;clubber&lt;/em&gt; de última hora, aditivado ou não! Quando a música tem qualidade, o “ecstasy” é causado única e exclusivamente por sua audição, não precisa ser ingerido! Melhor que o show de 98 no Free Jazz a começar pelo repertório quase perfeito, “linkando” o melhor do grupo. Uma experiência audiovisual como poucas!(T.M.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://img.terra.com.br/i/2004/11/07/182608-0829-ga.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PJ Harvey – “Uh Huh Her! A Perfect Night PJ”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A sensação é de que PJ Harvey foi a uma festa chique, no cd “Stories from the city, stories from the sea”. Fez shows de abertura pro U2, estampou capas de revistas de moda, etc. Com “Uh Huh Her”, ela parece ter “emendado”, depois da festa de arromba, indo parar num boteco copo sujo pra beber cerveja e tocar com os amigos(punks, diga-se de passagem!). E, se existe uma figura que consegue ser punk, sem perder o glamour, é Miss Polly Jean. Na segunda edição do TIM Festival, ela encarnou exatamente a musa(olha o glamour!) da cena alternativa(a porção punk mora aqui), como anunciado pelo “mc” Zuza Homem de Melo. Tocou um repertório que misturava perfeitamente seus grandes acertos, durante a carreira, acompanhada por uma banda que soube “traduzir” para o universo mais cru e despojado do cd recente mesmo suas as canções mais “confeitadas”. “A Perfect Day Elise” e “Big Exit” foram bons exemplos. Fica a certeza de que ela é uma das cantoras mais versáteis da cena pop, tanto no gogó, quanto na postura e aparência, justamente, por nunca ter deixado o underground. O inverso também é verdadeiro. Só PJ seria capaz de berrar “who the fuck” numa festa chique, sem causar constrangimento. (T.M.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Primal Scream - “Eu era cego, agora posso ver”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não é fazendo um mero show que uma banda bate a concorrência, principalmente quando a concorrência é Brian Wilson, ou PJ Harvey. Mas aquilo que o Primal Scream fez não foi um show, foi um estupro sonoro capaz de espantar ouvidos menos aventureiros. Claro que nem todos saíram ilesos da experiência, a começar pelo próprio repertório da banda. A acachapante “Burning Wheel”, por exemplo, perdeu seu poder de fogo (no sentido canábico da coisa) para se resumir em uma mera citação, onde o mágico refrão se transformou em um coro qualquer proferido pelo trôpego vocalista. A faixa de abertura, “Allright” serviu como ruidosa carta de apresentação do que seria o show, mas também como um balde de água fria para quem(como eu) esperava uma abertura mais clássica. Tipo “Accelerator”, ou algo do gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas elas vieram, ah, se vieram. A chapa esquentou com “Kill All Hippies”, “Sick City”( dedicada aos Mutantes, a banda mais arroz de festa no quesito dedicatórias de banda gringa quando vem ao Brasil), “Medication”... E virou um pedaço de história na seqüência “Rocks”, “Kowalski” ( lesação eletro-mântrica) e , uma versão segura –que – o mundo –tá- desabando de “Swastika Eyes”, ensinando como uma música pode se agigantar quando apresentada ao vivo. Não precisava, mas ainda teve “Kick Out The Jams”, no último bis, em versão fiel a fúria original, o que dispensa maiores explicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, espera aí: cadê “Come Togheter”, uma das melhores dance tracks de todos os tempos? Não veio. “Movin ´On Up”, sim, acompanhada de um coro suado, chapado e com a cabeça zumbindo, que vai reverberar durante muito tempo na memória emotiva dos presentes: “My life shine on!”. Eu ainda fico com a frase inicial deste monumento sonoro: eu era cego, e agora posso ver. Ver como se faz um show de ROCK. (T.P.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://img.terra.com.br/i/2004/11/07/182784-5128-ga.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Brian Wilson - Sons animais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;As margens do Tim Festival, fiquei em pé e chorei. Quando Brian Wilson anunciou que iria tocar a “canção favorita de Paul Mc Cartney”, senti a garganta fechando, a voz sumindo...Estávamos todos presenciando a execução de “God Only Knows” ali, a poucos metros de distância do homem que, a quase quarenta anos, escreveu em menos de vinte minutos a “canção mais bela já escrita”. Epíteto que já virou clichê até, mas que fez todo o sentido quando seus versos se misturaram a suspiros, fungadas chorosas, e comoções gerais de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Às margens, porque me localizei estrategicamente nas laterais do palco principal, ao lado das mesas onde indies, tiozinhos, peruas, e grande elenco se acomodavam confortavelmente para passar uma noite com Brian Wilson, como prometia a produção do evento. E como bicão credenciado(?) que fui, me mantive em pé. )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Negócio é o seguinte: passar o currículo do homem aqui é perda de tempo, a questão se resumia em saber se ele conseguiria ficar acordado para o show ou não. A abertura com “Sloop John B” tirou todas as dúvidas quanto a isso, afinal era possível escutar todas aquelas vocalizações, a batida quase circense e, sim, a voz amiudada ,mas perfeita de Wilson . A banda de apoio repetia graciosamente alguns trejeitos dos garotos da praia, e mais do que mera figuração se apresentaram como peça fundamental para o show, garantindo a execução quase perfeita de obras perfeitas como “Wouldn´t It Be Nice?” e a espetacular dobradinha tirada do disco “Smile”, “Heroes And Villains” e aquela que foi eleita a alguns anos atrás como o melhor compacto que a música pop já produziu, “Good Vibrations”. No final do show , surpresa: “Surfin´USA”, “Barbara Ann”, entre outros clássicos. Sons animais, que botaram todo mundo fazendo corinhos e coreografias desavergonhadas embalados pelo pop em estado bruto , afogando qualquer possibilidade da apresentação ganhar o caráter solene que se esperava- ora, estávamos diante de um dos inventores da surf music- sinônimo musical para diversão, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chorei, dancei, a boca custou a fechar quando executaram “Pet Sounds”( “No voices, only instruments!” bradou ele), enfim passei uma noite com Brian Wilson. Foi bom para você meu amor? Sim, Brian, só Deus sabe que sim. (T.P.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://img.terra.com.br/i/2004/11/08/182828-7046-ga.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;The Libertines - Tempo para heróis, mas não estes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;Histeria do público, histeria da imprensa, show transmitido ao vivo pela Globo, para a banda mais qualquer –uma do momento. Ruim? Não, não é. Bom? Não, também não. A palavra hype se apresentou em seu sentido mais exato durante a apresentação dos Libertines: confetes exagerados para uma banda sem nada de mais. Vamos deixar combinado o seguinte: o moleque que assistiu ao Mars Volta e saiu sem entender nada tem muito mais a ganhar que se descabelando ao som frouxo dos ingleses.(T.P.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://img.terra.com.br/i/2004/11/08/182847-9118-ga.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;THE MARS VOLTA – “Mars não volta!”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Platéia reduzida a um terço, comparada a que ficou batendo palminhas no show do Libertines. Câmeras de tv apontadas para o chão e uma banda dando as caras, sem nem ser anunciada. Entram em cena dois cabeludos mal encarados, um dublê de leão-de-chácara nos teclados, além de três sujeitos aparentemente normais – um no baixo, um na bateria e outro na percussão. De repente, uma descarga sonora é arremessada na tenda do TIM Lab. E nada mais volta ao normal até o fim dos espasmos musicais do Mars Volta. E todos que ali estavam, ficam perplexos, pedem bis quando a banda sai de cena. Alguns mandam o corinho “Libertines vai tomar no c*!”. Quem não entrou para o coro devia estar tentando juntar os fragmentos de King Crimson, Led Zeppelin, Björk, MC5 e tantos outros que Cedric Brixler, Osmar Rodriguez &amp;amp; cia. despedaçaram, em pouco mais de meia hora, no TIM Festival 2004. Escalados de última hora pra engrossar o caldo rock do festival o Mars Volta escaldou um free jazz com toda a fúria, só pra contrariar(os fãs do Libertines). (T.M.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda parte, mais comentários, rankings absolutamente subjetivos e emocionais, e memórias mil a respeito desta inesquecível edição do Tim Festival.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8464354-110081148627899271?l=colunaesquemanovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/feeds/110081148627899271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8464354&amp;postID=110081148627899271' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/110081148627899271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/110081148627899271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/2004/11/ro-n-14-especial-tim-festival-2004-1.html' title='ro  [nº 14 - Especial TIM Festival 2004 / 1ª parte]'/><author><name>Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15107408672770067074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8464354.post-109932242709722920</id><published>2004-11-01T12:55:00.000-03:00</published><updated>2004-11-01T12:29:59.146-03:00</updated><title type='text'>[nº 12 - O Clube Dos Corações Solitários na música pop atual]</title><content type='html'>Pegando emprestado o título do belo livro lançado pelo escritor gaúcho André Takeda, em 2001, “Esquema Novo” seleciona hoje três cantores/compositores que gravaram obras recentes que ajudam a refrescar na memória de que possuímos, infelizmente (nestes casos) um coração (des)preparado para ser machucado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.beck.com/gallery/gallery_img/2003/beck09.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Beck:&lt;/strong&gt; ninguém desconfiaria que, o mesmo criador de “Odeley” (considerado pela crítica com um dos melhores discos dos anos 90) pudesse transformar o liquidificador de ritmos presentes naquele disco em uma bebida tão amarga quanto “Sea Change”(2002), seu trabalho mais recente. Em 12 faixas, confinado a solidão, ele dilacera toda e qualquer possibilidade de crença em uma vida a dois. Ele encarnou sem a ironia carregada dos anos 90, o “Loser” que cantou no seu primeiro sucesso. Alguns dos doloridos versos espalhados pelo disco confirmam que a piada já não tem mais graça, como em “Guess I´m Doing Fine” ( “São apenas mentiras que estou contando, são apenas lágrimas que estou chorando, é apenas você que estão perdendo...” .Esse tipo de comparação quase sempre resvala no mau gosto, mas se existe um equivalente á obra prima “Blood On The Tracks”, de Bob Dylan, para o novo século, “Sea Change” ocupa o cargo com maestria, numa coleção impecável de baladas arranjadas especialmente para você, que fica sábado à noite esperando o telefone tocar. Parece que o próximo disco do moço, já pronto, será mais animadinho, com provável participação de Jack White – a face masculina dos White Stripes. Mas a se julgar pela belíssima regravação de “Everybody ´s Gotta Learn Sometime” presente em “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembrança”, película de o popó do americano estava doendo até pouco tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://media-02.epitaph.com/elliott/main.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Elliot Smith:&lt;/strong&gt; Lançado este ano, “From A Basement On The Hill” expõe as prováveis razoes que fizeram um dos mais talentosos artistas de sua geração a se matar (a teoria mais provável, já que o caso ainda não foi explicado), no ano passado. O disco recém lançado mantém o padrão Elliot Smith de qualidade: canções simples, de matriz beatle que guardam toda a tristeza do mundo em seus acordes e versos. Destaque para “Kings’s Crossing”, onde em certa altura Smith pede que lhe dêem uma “boa razão para não fazer isto”. “Isto”, depois foi explicado: uma facada no peito, em Outubro do ano passado.Uma voz sampleada ,bem baixinho, colocada estrategicamente na mixagem final( ou seja ,depois que Smith já tinha morrido) responde por todos: “because we love you”. Você tem um coração?&lt;br /&gt;Depois de dois discos oficiais lançados, Smith conheceu o gosto da fama em 96, quando seu passeio com a tristeza narrada em “Miss Misery” virou a canção de encerramento do filme “Gênio Indomável” e o levou a uma indicação para o Oscar, com direito a uma desconfortável/desconcertante apresentação na cerimônia oficial. Concorreu com a insuportável “My Heart Will Go On”, cançoneta que garantiu a aposentadoria de sua intérprete Celine Dion e que não poderia estar mais diametralmente oposta que as produções de Smith. Simplórias, beirando o tosco em “Either/Or”(1997), onde em canções como “Between The Bars” ou “Angeles” bastavam apenas a voz e o violão do compositor para lembramos que temos um coração sempre disponível a ser estraçalhado. A obra prima “XO”(1998) e seu posterior “Figure 8”(2000) apresentavam composições mais detalhadas em piano, guitarras e cordas, mas mantiveram o verniz primordial de sua obra, a emoção. Mal comparando, inclusive pela biografia trágica, é uma espécie de Nick Drake para esses dias. Assim como o compositor britânico morto na década de 70, o brilhantismo de Elliot Smith ainda será melhor avaliado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://gallery.mail2fans.com/gallery/zoom/3971.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rufus Wainright:&lt;/strong&gt; Lendo as divertidas entrevistas (onde uma simples pergunta pode se transformar numa despudorada cantada) que este trovador canadense concede, é possível imaginar que ele não passa de um bonachão. “Want One”, lançado no ano passado (e que infelizmente não recebeu edição nacional, ao contrário do anterior “Poses”) prova que as coisas são bem mais difíceis quando o gravador está desligado. A capa é feia, mas ilustra perfeitamente o conteúdo do disco: Rufus Wainright se assumindo como um cavaleiro, um gentlemen solitário dentro da mistureba pós-moderna da música contemporânea. A matéria prima sonora para a confecção do disco são basicamente coisas fora de moda, como o romantismo exacerbado, a delicadeza de arranjos vocais e audições dos melhores trabalhos do Queen, Elton John, do John Lennon solo, música clássica. Tudo isso sintetizado em pepitas como “Beautiful Child”, “14th Street” e na espetacular “Go Or Go Ahead” - uma das melhores canções escritas neste novo século-entre outras que compõem a mais bela coleção de melodias da temporada. A verdade é que tem de ser muito macho para surrupiar trechos do batidíssimo Bolero de Ravel e fazer disso uma obra prima pop, como na faixa de abertura, “Oh What A World” . Um disco a flor da pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[velho esquema] &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Soundgarden “Superunknow” (1994)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://images.amazon.com/images/P/B000002G2B.01.LZZZZZZZ.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tem como discutir: “Nevermind” é sem sombra de dúvida “o Disco” da era Grunge. Pra falar a verdade, o álbum do Nirvana é bem mais do que isso e todo mundo sabe. O melhor é constatar que, fora o grande acerto do trio Cobain, Grohl e Novoselic, saíram de Seattle outras bandas e vários outros discos de peso. Do acachapante metal, pulsando no disco de estréia do Alice in Chains ao hard rock “flanelado” – vide aquelas camisas xadrez adotadas como uniformes por 9 entre 10 músicos daqueles tempos – e cheio de boas melodias presentes, em outro primeiro disco acertadíssimo, a geléia perolada “Ten”, expelida durante puro êxtase roqueiro pelo Pearl Jam. Das melhores garagens e inferninhos, vinham outros bons gritos do Screaming Trees, Mudhoney e mais um punhado de novas bandas prontas pra ajudar a explodir as espinhas de toda uma juventude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nessa nova detonação rock, um disco surgiu de forma diferente. “Superunknow” veio à tona, escancarando o amadurecimento de uma banda e de todo um movimento – o rock de Seattle, ou Grunge, tanto faz. Após a aparente consagração de “Badmotorfinger” – o Soundgarden mergulhou de cabeça no terreno árduo e sombrio do Black Sabbath pra fazer o melhor disco de hard rock da década. Longe das gravações mais toscas que nortearam quase toda a discografia grunge, Chris Cornell &amp;amp; cia. foram buscar um som cru, áspero e poderoso, em meio a todo o aparato técnico e esquema profissional, que só uma grande gravadora e mercado podem oferecer. Repetindo o feito e efeito “Nevermind” do Nirvana, o Soundgarden pariu um super álbum, que ficou super conhecido em todo o mundo, a partir de uma sucessão de singles irresistíveis: duas das melhores baladas daquele período, “Fell On Black Days” e “Black Hole Sun”, além das pancadas arrasadoras “Spoonman”, “My Wave” e “The Day I Tried to Live”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, a obra-prima do Soundgarden só pode ser super desconhecida aos ouvidos de quem, definitivamente, não gosta de rock, ou estava fora da órbita terrestre, nos anos 90.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8464354-109932242709722920?l=colunaesquemanovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/feeds/109932242709722920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8464354&amp;postID=109932242709722920' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/109932242709722920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/109932242709722920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/2004/11/n-12-o-clube-dos-coraes-solitrios-na.html' title='[nº 12 - O Clube Dos Corações Solitários na música pop atual]'/><author><name>Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15107408672770067074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8464354.post-109883816941896577</id><published>2004-10-22T21:37:00.000-03:00</published><updated>2004-12-06T12:32:10.346-02:00</updated><title type='text'>[nº11 - O jazz é pop ou o pop está ficando cada vez mais jazz?]</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.jamiecullum.com/gallerypress/9RGB.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você é daqueles que nunca deram muita bola pro jazz, mas curtem a Norah Jones? E agora gostou de um garoto que fez uma versão para “Wind Cries Mary” de Jimi Hendrix, numa levada jazzística? Não, você não está abandonando a música pop para flertar com um estilo mais sisudo e pomposo. É que o pop radiofônico anda tão desnorteado que foi pedir socorro pro “primo rico”! Chega uma hora que não dá pra diluir mais a Alanis Morrisette. A solução passa do “ponto Avril Lavigne” e fica insossa de tal forma que não serve pra mais nada. As gravadoras parecem ter sacado isso e foram atrás de alguém que tivesse talento nato (ainda bem!), estilo próprio (milagre!) e, por que não, uma apresentação estética, no mínimo, classuda! Já que figuras como a cantora Macy Gray foram desclassificadas na última etapa, uma loira, uma morena e um garoto ficaram com as vagas para ingressarem no pop. Com a cancha do jazz, Diana Krall, Norah Jones e Jamie Cullum fazem parte desse mercado, de uns tempos pra cá, sem tirar a âncora do velho porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que os puristas e fiéis seguidores do gênero representado pelos mestres Charlie Parker, Ella Fitzgerald, Chick Corea, Miles Davis e tantos outros - os mesmos que devem ter comprado os ingressos do Club para a próxima edição TIM festival e não estão nem aí pro Brian Wilson, muito menos pra PJ Harvey e Primal Scream - não devem considerar a trinca citada acima como parte do seleto clube de quem só ouve “música de gabarito”(!!!), tomando whisky envelhecido por 12 anos ou mais e balançando as jóias – ave, John Lennon - e também as pedras de gelo. Fato é que ninguém pode frear algo que tem apelo popular. Nem quando esse algo tem pouco do ar blasé, o nariz empinado e a pose de superioridade do jazz. Com um rostinho bonito e charme a mais, no caso de Norah Jones, uma cabeleira loira e forte sex appeal, no de Diana Krall, e um estilo meio moleque e despojado, típico da juventude, no de Jamie Cullum, não há jazz que resista a uma cantada pop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem quiser comprovar isto bem de perto, poderá ir a São Paulo ou ao Rio conferir - ao vivo e a cores – algum dos shows que Norah Jones está pra fazer no Brasil, dentro do projeto ‘Divas do Jazz’. Esse mesmo projeto pode trazer, em seguida, no mês de janeiro, a loiraça Diana Krall. E onde fica o “lord inglês” Jamie Cullum? Te esperando na prateleira mais próxima das lojas de discos ou nos sites e programas de trocas de arquivos musicais, na internet. “Twenty Something” é o disco desse “moleque atrevido” que lançou há pouco seu terceiro trabalho, nos moldes de Harry Connick Jr., gravando a já citada versão para Hendrix e outras ainda mais corajosas como “Lover, You Should’ve Come Over” do inesquecível Jeff Buckley.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da trinca Norah-Diana-James você pode dizer quase tudo. Que eles estão vestindo o jazz com uma roupagem pop só pra ganhar um trocado a mais, que o som deles não passa de ‘cool jazz’ pra publicitário ouvir e por aí vai. O que não pode ser dito é que foram forjados pela indústria fonográfica. Muito menos que a música feita ou interpretada pelo trio deixou de ser jazz e, conseqüentemente, ter qualidades porque toca em algumas fms. Se até o Papa pode ser pop (e os Engenheiros do Hawaí, rock), por que não o jazz, de bambas? (T.M.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[velho esquema] &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Grant Lee Buffalo “Fuzzy”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://images.amazon.com/images/P/B00004YLBH.01.LZZZZZZZ.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das teorias que permeiam os anos 90 é a da produção musical dita “alternativa” ou underground sendo capturada pela indústria fonográfica a partir do momento em que “Nevermind”, a obra-síntese dessa relação, passou a galgar os postos mais altos das paradas de sucesso norte-americanas. As majors passaram a acreditar que seria lucrativo investir em qualquer banda vinda dos suados porões da América, uniformizadas em trapos sujos e tocando Black Sabbath (ou qualquer outra reminiscência heavy/hard setentista-) em baixas rotações, para usar um clichê da crítica. Bastava uma leve intenção, digamos, de soar “alternativo” que o contrato estava assinado. Surgiram então milhares rascunhos de bandas, mal resolvidas, que espertamente investiam no visual certo, no modo certo de cantar, e é possível pensar que tudo isso foi dar no Hootie And The Blowfish, no Nixons, no Days Of The New- afinal se tudo é alternativo, nada é alternativo, certo? Mas enfim, essa não pretende ser uma história de mocinhos e vilões - os cínicos anos 90 não suportariam isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Grant Lee Bufalo era mais um desses grupos que - apesar dos anos de ralação de seu mentor Grant Lee Phillips no underground (co-liderando o Shiva Burlesque) - foram desovados pela maré grunge e catalogados como mais um grupo de música alternativa, recebendo com isso as portas abertas para o mainstream. A diferença é que, enquanto outros colegas de geração se espelhavam em pesos pesados, o GBL instigava, fazendo suas paisagens sonoras em bucólicas baladas de forte acento folk inspirados por Neil Young, Bob Dylan, Van Morrison, e resgatando a melhor purpurina de Bowie em sua fase glam em rocks melódicos e estridentes. Com isso, a banda compôs discretas obras primas da década, que não criam poeira na estante, como a estréia “Fuzzy” e o não menos magnífico “Mighty Joe Moon”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Fuzzy” pode ser considerada uma das melhores estréias perpetuadas nos anos 90, pau a pau com outra maravilha contemporânea, “Automatic For The People”, do R.E.M.. A comparação com Michael Stipe e companhia procede: o mesmo magnetismo folk/guitar/pop encontrado nestes foi uma das armas para que Grant Lee Phillips moldasse sua música. Não por acaso, o GBL dividiu o palco com o REM durante seus primeiros anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas longe de ser um primo pobre (como acusam alguns), o GLB de “Fuzzy” consagrava seu caráter personalista no registro rouco/emocionado da voz de Philips e na capacidade do baixista Paul Kimble em sintetizar nos seus arranjos o jazzy e o glam com idêntica competência, provada em gemas como “The Shining Hour” e no delicioso conto de “Júpiter And Teardrop”, esta embalada em riffs que remetem á guitarra de Mick Ronson, fiél escudeiro de David Ziggy Stardust Bowie. E, acima de tudo, pesa o respeito do trio pela arquitetura sagrada da música popular: a canção. Aqui ela aparece em todo seu esplendor: na suprema faixa título e seus versos arrepiantes, na languidez folk de “The Hook”. Termina apaixonante, nos graciosos versos de “You Just Have To Be Crazy” (“You just have to be starry, baby/You just have to be chocolate cake”). Sabem pegar pesado também, como nos power chords de “Grace” e “America Snoring”, rocks grandiosos, barulhentos, mas que não escapam da marca registrada de tudo que vem da abençoada garganta de Phillips: a beleza.(T.P.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para entrar no esquema: &lt;a href="mailto:colunaesquemanovo@hotmail.com"&gt;colunaesquemanovo@hotmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8464354-109883816941896577?l=colunaesquemanovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/feeds/109883816941896577/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8464354&amp;postID=109883816941896577' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/109883816941896577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/109883816941896577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/2004/10/n11-o-jazz-pop-ou-o-pop-est-ficando.html' title='[nº11 - O jazz é pop ou o pop está ficando cada vez mais jazz?]'/><author><name>Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15107408672770067074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8464354.post-109780734006765328</id><published>2004-10-15T00:12:00.000-03:00</published><updated>2004-10-26T21:57:37.033-03:00</updated><title type='text'>[nº 10 - "Metal contra as nuvens"]</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.emi-music.com.br/renato_russo/discografia_legiao_files/disco5x250.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como todos os anos, a equipe de arte da MTV sempre inventa um gancho para celebrar o aniversário da emissora. Os quatorze anos cumpridos em 2004 são identificados por uma vinheta que credencia a data como sendo um período de transição, onde a metamorfose entre a infância e a adolescência se completa. Concordo com eles: foi nesta idade que comecei a criar alguns dos referenciais que iriam me acompanhar até hoje - e continuarão pelo resto da vida, acredito eu. Ali estavam nascendo, além da barba e das espinhas, a sensação boa que é passar as tardes com os melhores amigos fumando escondido e fazendo planos mirabolantes para o futuro (o objetivo básico era sempre “mudar o mundo”), os primeiros beijos sem aquela tremedeira de antes, onde você podia simplesmente beijar sem pensar se estava fazendo certo ou não, os primeiros porres festivos ao som dos Raimundos e do Tianastácia(!)... E claro aquelas coceirinhas existenciais que a gente inventa para parecer gente grande. Essas não voltam mais: desprovidos de cinismo, lógica ou qualquer senso do ridículo eram tardes e tardes contemplando o nada, descrevendo as desilusões (que não fim das contas, nem existiam) nas paredes do quarto, no caderno de matemática e nos longos telefonemas aos amigos de batalha hormonal. Mas o companheiro mais fiel nessa idade é mesmo o disco, aquela coisinha que embala os melhores conselhos e fantasias que um aspirante a Werther pode ter: a música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato Russo sabia disso e resolveu fazer da sua obra uma tradução das situações decorrentes da vida. Convencia não só pela riqueza do seu texto, pela potência de sua voz, mas também porque não se punha como observador (adolescentemente falando, um “crítico”), criando uma situação desvantajosa entre ele e ouvinte; assumia a mesma miséria do garoto que estava ali, sempre em primeira pessoa, dividindo as mesmas experiências sofridas. Educação sentimental. Claro, apenas isso poderia resultar em um anedótico e lamurioso turbilhão de cançonetas melosas. Mas Renato era um sujeito que entendia de música pop, sabia que um disco não se resume a uma coleção de músicas. Trabalhava sempre com conceitos, e essa é uma das chaves necessárias para se entender a carreira da Legião Urbana. Afinal, por trás daquela vontade gêmea de se comunicar com o ouvinte da forma mais próxima possível existia também uma miscelânea de signos, referências, declarações que elevavam suas produções a um patamar mais ambicioso. Assim como ele criou obras que cheiravam a espírito adolescente - no melhor sentido do termo, sem a inflexão “nirvânica” - ele também narrou com maestria o efeito devastador da condição humana, o acúmulo de planos e projetos destruídos pela vida. Aquilo que chamam de crescer. “Pois nasci nunca vi o amor”. E é só a primeira frase de um trabalho que nos seus mais de cinqüenta minutos ainda vai colocar em cheque a crença no governo, na amizade, nas drogas, ...”V” é Renato Russo pós – AIDS (descobriu que era portador em 89), pós Collor, pós anos 80. São estas as variáveis que vão se encontrando no disco, formando um conjunto final de densidade poética -musical inédita na carreira da banda. Como escreveu Ezequiel Neves na carta de apresentações do disco para a imprensa: “O réquiem para o novo século já está gravado”. Na contracapa, Renato Russo confunde: “Bem vindo aos anos setenta!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos setenta porque tudo aqui é grandioso, imponente: a capa inspirada pelo King Crimson, o arranjo prog-rock nos onze (onze!) minutos de “Metal Contra As Nuvens”, a dor exposta em “Vento No Litoral” (uma das mais belas canções já gravadas), as imagens trabalhadas em L’Âge Dor”. As vozes dobradas e o clima fantasmagórico da “Montanha Mágica”- o livro de Thomas Mann, um dos favoritos de Russo- embalando a melhor letra já escrita sobre drogas no Brasil... È tudo intencional, como sempre foram suas criações: nunca ele tinha ido tão fundo criando um tratado cheio de referências medievais( como em “Love Song” e na instrumental “A Ordem dos Templários”), onde as trevas se referem não apenas a um período pouco iluminado, mas também a ignorância dos homens- ele incluído, principalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É, de longe, nosso melhor trabalho”, atestou o músico, alguns anos depois. Aquele menino dos quatorze anos, ainda vai ficar com os versos doloridos espalhados por “Dois”, ou a raiva lírica de “Que país è Este”. Mas o quase adulto que já descobriu que, entre um sim e um não, há um vão, provavelmente fica com este. Como o próprio Russo assume em “Sereníssima”, estes conseguiram o equilíbrio cortejando a insanidade. Tudo está perdido, mas existem possibilidades para tudo nessa vida. Renato Russo concluiu a sua há oito anos, no dia 11 de Outubro. Eu tinha quatorze anos. Hoje, um pouquinho mais velho, já dá para acreditar que tudo passa. Tudo passará.(TP)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[velho esquema]&lt;br /&gt;Aerosmith "Pump"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://images.amazon.com/images/P/B00005QEO1.01.LZZZZZZZ.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, o sub-gênero mais “derrapante” e perigoso da música pop seja o hard rock. Sem maiores cuidados podemos agrupar neste mesmo “balaio” tanto o rock glacê do Bon Jovi como o vigoroso AC/DC. E olha que, no meio do caminho - entre um e outro - existem diversos grupos com integrantes que se preocupam em manter a beleza permanente das cabeleiras, mas sem deixar o rock embaraçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o caso do Aerosmith do saltitante e bocudo Steven Tyler e do estiloso Joe Perry. Uma década antes da farofada, que fariam com o hard rock nos anos oitenta, o quinteto de Massachussets já havia entrado para história com um álbum que era curto e grosso até no título – “Rocks”. Foi um sucesso só, carregando todo o lado bom e, claro, os estragos que uma avalanche de êxitos pode causar. A fortuna acarretou todos os excessos possíveis – o de mulheres, farras intermináveis e drogas. No fundo do poço, os roqueiros foram resgatados pelos rappers, tempos depois. O que seria do Aerosmith, se o Run DMC não tivesse regravado a clássica “Walk This Way”? Vai saber...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que importa é que, graças a este fato e à parceria inusitada, as cinzas do velho grupo foram ganhando corpo até a “ressurreição” definitiva em 1989, com “Pump”. Este trabalho irretocável de Tyler e cia. foi a fôrma perfeita de onde sairiam todos os “rocks” moldados, emoldurados e remodelados da nova era Aerosmith – dos anos 90, em diante. Com a linha de montagem funcionando perfeitamente, os sucessores “Get a Grip” e “Nine Lives” foram apenas seqüência natural do processo de produção. Como a carreta desenfreada que aparece no clipe da poderosa “Enter Sadman” do Metallica, “Pump” é tão arrasador quanto um atropelamento em massa, com vinhetas que dão ao ouvinte apenas pequenas chances para respirar e suspirar, entre várias jamantas que cruzam seu caminho. Da aceleração de “Young Lust” à frenagem da belíssima “What it Takes”, são muitos os hits e estragos provocados pelo quinteto, durante todo o percurso. O mais conhecido, sem sombra de dúvida, é “Janie’s Got a Gun”. E daí? Infeliz de quem pular do caminhão, na metade da viagem, sem deixar o cd player rodar faixas como “The Other Side” e “Voodoo Medicine Man”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A certeza de que o hard rock pode evoluir para além do som áspero do AC/DC, passando como rolo compressor pelos malabarismos guitarrísticos do Van Halen, os gritinhos “rouqueiros” do Bon Jovi, as máscaras do Kiss, o salão de beleza do Motley Crue e a macheza “Bull shit” do Metallica, está em “Pump”.(TM)&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8464354-109780734006765328?l=colunaesquemanovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/feeds/109780734006765328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8464354&amp;postID=109780734006765328' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/109780734006765328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/109780734006765328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/2004/10/n-10-metal-contra-as-nuvens.html' title='[nº 10 - &quot;Metal contra as nuvens&quot;]'/><author><name>Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15107408672770067074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8464354.post-109725609130357262</id><published>2004-10-08T14:09:00.000-03:00</published><updated>2004-10-08T14:21:31.320-03:00</updated><title type='text'>[nº 9.1 -  Eu vou atrás de alguma coisa que nos deixe estranhos e contentes...]</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.outrosdiscos.com.br/artistas/img/wado1.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Farsa Do Samba Nublado" rodando na redação, em casa, no carro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wado comanda.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8464354-109725609130357262?l=colunaesquemanovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/feeds/109725609130357262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8464354&amp;postID=109725609130357262' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/109725609130357262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/109725609130357262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/2004/10/n-91-eu-vou-atrs-de-alguma-coisa-que.html' title='[nº 9.1 -  Eu vou atrás de alguma coisa que nos deixe estranhos e contentes...]'/><author><name>Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15107408672770067074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8464354.post-109719811274425971</id><published>2004-10-07T21:52:00.000-03:00</published><updated>2004-10-07T22:57:08.793-03:00</updated><title type='text'>[nº 9 - O autêntico rock dos Hermanos]</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.demoliendohoteles.com.ar/fotos/66.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;Quem disse que a terra de Maradona, Carlos Gardel, Jorge Luis Borges, Eva Perón e tantos outros famosos vive apenas de tangos, milongas, futebol, cafés &lt;em&gt;con medialunas&lt;/em&gt;, empanadas, bons vinhos malbec, literatura e bravas manifestações sócio-políticas? Nossos hermanos também vivem de rock! E não são apenas os monumentos e principais pontos turísticos da Argentina, principalmente de Buenos Aires, que passam por um momento especial de revitalização. O rock ‘n roll portenho vai &lt;em&gt;mui bien, gracias&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra começar acaba de chegar às principais lojas de cds de lá uma nova série remasterizada com clássicos do gênero. Seguindo estratégia recente da Sony, a Universal também colocou nas prateleiras 20 discos que varrem boa parte da produção roqueira Argentina da década de 80 e parte dos anos 90. Nesta leva foram editados, em cd pela primeira vez, o terceiro trabalho de David Lebón (“El Tiempo es veloz”) e o álbum de estréia de Alejandro Lerner (“Alejandro Lerner y La Magia”), recheado com “Nena Neurótica” e outros hits. É claro que o “Frank Zappa” deles também entrou na roda. O inclassificável Charly Garcia teve dois dos seus mais importantes discos reeditados – “Clics Modernos” e “Piano Bar”. Fora isso e sempre na ordem do dia, ele é uma das figuras que estampam a capa da edição de outubro da Rolling Stone – versão latino americana. Sim, eles têm uma edição da revista e outras locais, enquanto nós amarguramos a falta de uma grande publicação no segmento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como aquecimento para o ‘Quilmes Rock En Vivo 2004’ – festival que está agitando Buenos Aires desde o primeiro dia do mês e se estenderá por mais dois finais de semana – a Rolling Stone passou a limpo os melhores shows e eventos do tipo, de 1966 a 2004, numa reportagem especialíssima. Outra prova de que a veia rock anda a mil às margens do rio La Plata é a quantidade de bandas novas que preenchem a programação da mtv latina e dos outros canais argentinos que exibem vários clipes. Um bom exemplar é a Turf. Seguindo a moda do rock retrô, lançada pelos Strokes e seguida por outras dezenas de grupos, nos quatro cantos do planeta, o quinteto está bem na parada. Isto por causa do lançamento do seu novo rebento, o cd “Para mi Para vos”, distribuído pela EMI e convincente a partir da capa monocromática com o nome da banda e desenhos dos rostos dos integrantes. Charly Garcia, pra variar, marca presença numa das faixas. Além do Turf, tem o Babasonicos (não confundir com o Baba Cósmica, a ex-banda sofrível do agora produtor Rafael Ramos) que anda fazendo bastante sucesso, concorre a quatro categorias na premiação da MTV Latina deste ano – graças ao clipe de “Putita” - e vai fechar um das noites do festival mencionado acima e patrocinado pela &lt;em&gt;cerveza&lt;/em&gt; nº 1 deles. É importante dizer que o Quilmes Rock é um evento de pop e rock latino-americano e, sendo assim, tem apenas dois estranhos no ninho nesta edição – o Offspring e o The Wailers. Compensando este pequeno furo, estão escaladas as principais pratas da casa, além de representantes mexicanos de primeiríssima linha – Molotov e Café Tacuba – e, por que não, brasileiros? Os Paralamas do Sucesso vão se apresentar na penúltima noite do festival, justamente, no domingo dia 17, quanto tocam Turf e (olha ele de novo!) Charly Garcia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é só uma pequena amostra de como anda toda efervescência portenha, quando o assunto é rock. Lá, até o fim do ano, também vão rolar shows do circuito internacional como PJ Harvey, Primal Scream, Chemical Brothers e, de quebra, Morrissey. Enquanto isso, na terra de Pelé, Tom Jobim, Paulo Coelho(!!!) e Lula, a revista mais interessante de música pop que circulava – a Zero - dá os últimos suspiros e o Rock in Rio foi parar em Portugal! &lt;em&gt;Que mierda&lt;/em&gt;!(TM)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[velho esquema] - Lobão “Noite” (1998)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www2.uol.com.br/lobao/images/c10_noite_gr.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de uma classificação formal como sendo uma obra musical, “Noite” funciona como documento fiel da tensão pré milênio que se acometeu no final da década passada. Os vestígios espalhados por Lobão nessa obra parecem óbvios: amor versus escapismo, eletrônica versus canção, sonho versus realidade, underground versus mainstream, pessoal versus coletivo. Coincide em abordagem com “Ok Computer” do Radiohead, lançado um ano antes e que, já antecipava definitivamente para os próximos séculos o requiém do século passado. Guardadas as devidas proporções( proporções essas menores do que a gente pensa), o veterano lobo fechou a tampa do caixão em um disco que esbanja lirismo e, opa, modernidade em um mix felicíssimo de abordagem poética/musical sofisticada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo disco de uma (hoje)bem sucedida experiência sem precedentes no Brasil, “Noite” é a confirmação do projeto pessoal/profissional de Lobão. Sim ,porque ,o trabalho anterior, “Nostalgia Da Modernidade”, ( que aliás ,seria um batismo mais acertado para “Noite”) ainda soa um esboço, uma obra mal resolvida de um artista ainda inseguro sob as amarras tradicionais da industria fonográfica brasileira- a música de novela, o jabá das rádios, a falta de compromisso dos artistas tupiniquins em se manterem atuais e ativos com os rumos da evolução musical. O acerto de contas vem nessa primorosa coleção de 11 músicas que driblam o batimcum fácil da eletrónica , já em vias de se tornar comum no Brasil de 98 e dando rasteira em muita gente grande( vide Barão Vermelho e seu “Puro Êxtase”), e garantem a canção como ponto fundamental. Todas as músicas trazem loops, samples e outros bichinhos, mas sempre preservando o pilar fundamental da música pop: a harmonia, a melodia, o refrão, a canção enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Noite” abre o disco com tecno e riffs energéticos de guitarra e vem em ritmo de “sábado - a noite -enfurnado- na pista de dança -e -procurando pelo- terceiro -ecstasy”, retrato fiel de uma cultura que estava, a bordo dos fundamentais discos de Prodigy, Chemical Brothers e Underworld , se instalando no cotidiano classe média brasileiro e que logo, logo iria merecer capa de grande revista. Então, pouco importa se a alegria é química e se o amor é apenas um jeito de corpo( “A noite me devora e faz pensar que eu sei amar” cita a letra); o que vale é dançar o que puder, como se não tivesse nada mais o que dançar.. .”Noite” , a canção, fornece apenas o cenário. A partir daí, Lobão passa a uivar o amor, a solidão (“Sozinha Minha”, um de suas melhores baladas e “Hora Deserta”, drive maníaco de guitarras, genial), o tédio( “Samba Da Caixa Preta”), o sexo (“Me Beija”), a morte e, principalmente, a vida, embalada pela road song “Na Poeira Do Mundo”. Portanto, “O Grito” confirma o sábio/sóbrio Lobão na certeza da certeza que faz o louco gritar ,como ele canta, claro, gritando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Noite” sumariza as pretensões do artista calejado pelos eufóricos anos 80, pela ressaca do início dos anos 90 e satisfeito sendo um corpo estranho no final desta mesma década com sua trip solitária dentro do mercado fonográfico. Familiarizado com a loucura, longe do desespero sintetizado pela pintura eterna de Van Gogh o que aparece aqui é o espectador veterano transformado num narrador atento dos nossos tempos indefinidos. Quanto aos desafios propostos por Lobão, sintetizados no primeiro parágrafo, “Noite” responde em um disco/declaração de princípios subestimadíssimo ainda hoje, e que preparou o terreno para o trabalho seguinte. Lobão precisou descobrir que “apenas explodindo a razão, transcendendo o juízo e até o gozo, por simplesmente amar” (versos da obra prima “Do Amor”, que cita carinhosamente Tom Jobim), poderia constatar que a vida é doce. (TP)&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8464354-109719811274425971?l=colunaesquemanovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/feeds/109719811274425971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8464354&amp;postID=109719811274425971' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/109719811274425971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/109719811274425971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/2004/10/n-9-o-autntico-rock-dos-hermanos.html' title='[nº 9 - O autêntico rock dos Hermanos]'/><author><name>Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15107408672770067074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8464354.post-109719926422688472</id><published>2004-09-30T22:21:00.000-03:00</published><updated>2004-10-07T22:52:21.886-03:00</updated><title type='text'>[nº 8 - O vídeo matou as estrelas do rádio?]</title><content type='html'>&lt;img src="http://images.amazon.com/images/P/B00003CX1A.01.LZZZZZZZ.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se desde o início dos anos 80 o Buggles saudava a chegada da MTV com o hit “Vídeo Kills The Radio Stars”, era possível prever a mudança de foco que a era do vídeo causaria na música pop. “Nossa, mas que papo mais velho!” diria outro. E é mesmo, afinal pelo menos duas gerações já consomem música pop pautadas em som e imagem.Com a extinção do mercado de singles no Brasil, o videoclipe passou a se tornar o referencial máximo para o lançamento das famigeradas músicas de trabalho. Isso, claro fazendo um recorte de público (cada vez maior) consumidor que tem acesso ás mídias que oferecem o produto videoclipe - não a linguagem, esta cada vez mais presente em outras produções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o problema esteja na concepção desde o início, ou talvez seja puro romantismo de minha parte, mas não consigo deixar de pensar em uma coisa: o que poderia servir como espaço para novas tendências, correndo paralelamente (ou melhor, complementarmente) ao meio tradicional, já estabelecido -o rádio- se tornou mera repetidora de um sistema competitivo voraz. Hoje não precisa ligar o rádio, basta ligar a tv e o play list das mais tocadas vai estar presente sob a forma de imagem, efeitos cinematográficos, poses, enfim o pacote completo. Já está pronto, formatado inofensivamente, um fast food que oferece diversas opções para diversas necessidades: da explosão hormonal masculina (a libidinosa Britney Spears, o rock machinho do Charlie Brown Jr e seus respectivos genéricos) ao romantismo popularesco disfarçado de super produção do KLB e do Alexandre Pires.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De certa forma, em formato videoclipe, a música perde um pouco o fator fantasia, a capacidade que ela têm de ativar o imaginário do ouvinte. “Nossa, que papo mais careta!”. E é mesmo. Mas Renato Russo - que além de gênio entendia muito de música pop - tem uma declaração lapidar: “Música pop é isso: você está lá, sentado a beira do caminho, completamente desolado e de repente toca aquela música do Gilliard, dizendo exatamente o que você está sentindo!”. Quer dizer, no rádio ainda é possível roteirizar a música de acordo com cada situação – ela é móvel, não estática, não está padronizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ah, mas eu não me preocupo mais com rádio, eu tenho meu I-Pod, meu computador banda larga, meus contatos onde posso conseguir quase instantaneamente o single novo daquela banda alternativa da Zâmbia...”. Parabéns para você, que tem uma boa grana e sede de informação. Engraçado: a relação é quase sempre através da negação, da substituição. Será que as mídias não podem mesmo se complementar? O mesmo serve para a relação videoclipe/rádio. A questão não é negar todas as maravilhas oferecidas por este formato, imagina, basta assistir a um clipe como “Just” do Radiohead para notar o potencial artístico do clipe. Até porque não foi o vídeo que matou o rádio não. Minhas principais suspeitas recaem sobre o próprio rádio, que seguiu fielmente as regras mercadológicas e não soube dar seu salto, sua sobrevida. Se o videoclipe consegue ousar, na programação de rádio atual que há variação do cardápio, uma “previsibilidade” tediosa. “Mas qual seria a salvação para o rádio então?”. Uma dieta mais apimentada? Mais dinheiro? Um milagre? Sinceramente eu não sei. Mas de uma coisa eu tenho certeza: sempre vai ter alguém na sarjeta, esperando aquela música que, hoje em dia, do rádio não vêm. (TP)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[velho esquema] &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ramones “Rocket To Russia” (1977)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;img src="http://images.amazon.com/images/P/B00005JGAF.01.LZZZZZZZ.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enciclopédia da música pop, clichê número sete: o punk salvou a música nos anos 70, antes atrelada aos teclados de Keith Emerson, ao rock adulto do Bread, as limusines dos grandes astros, as fantasias de Elton John, cocaína, produções auto centradas.Verdade? È pode ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“One, two, three, four...”. A contagem é apenas uma das marcas registradas, assim como as jaquetas de couro, os óculos escuros e o rock adrenalínico. Existe fetiche maior que esse para um púbere ilhado entre as desgastadas fórmulas do rádio ou o cabecismo vigente dos meios intelectuais? Sim, porque o ambiente que motivou o surgimento dos Ramones pode encontrar comparações em qualquer época: pense nos anos 70, com a discotheque da gostosona da sala e o rock progressivo dos viajandoês mais velhos da rua, nos 80 com o pop perfumado de Huey Lewis que encantava a irmã mais nova, nos anos 90 com Chico César embalando as festinhas da mamãe. Estereótipos? È pode ser.Mas, muito além da hum,filosofia “segundo verso, igual ao primeiro”( de “Judy Is A Punk”) o corte radical do quarteto está em reescrever a bíblia do gênero fielmente, adicionando apenas novos cenários, drogas, musas... De resto é apenas rock n´roll. Assim como eram os experimentos quase minimalistas de Chuck Berry, de Buddy Holly, dos primeiros passos dos Beatles, dos Stones, dos Beach Boys. Os Ramones apenas transportaram esta, hum, essência para suas realidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Rocket To Rússia” é exemplo ímpar da imensa discografia dos caras não por ser um disco de transição para a banda, não por eles terem se conectado com um de seus maiores ídolos (como em “End Of The Century”, produção de Phil Spector), não por estar atrelado a alguma tragédia. È simplesmente o melhor álbum do grupo, onde toda a crueza particular na sonoridade da banda encontra ganchos pop infalíveis, e o resultado disso são pérolas (não) lapidadas como “Teenage Lobotomy”, “Locket Love” e a suprema “I Don´t Care” (“...about the world, about that girl...). Se no mesmo período os Sex Pistols adicionavam escândalo, política e raiva ao “faça você mesmo”, os Ramones compuseram verdadeiras elegias á diversão inconseqüente, aos amores juvenis, ao suor e a cerveja, a juventude enfim, reduzidas a três acordes em um disco impecável. O punk norte americano da década de 70 era isso, a descerebração herdada dos New York Dolls e dos Stooges sem as maquiagens, sem as pretensões de se tornar um superstar ou fundir sua música a outros ritmos. A cover de “Surfin' Bird” dos seminais Trashmen, não esta ali á toa: “Bird, Bird, Bird is a word( repetir x vezes)”. É isso aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um, dois, três...Bastaram três anos para os membros originais falecerem, Joey devido a um câncer, Dee Dee (uma iconografia tão importante ao gênero quanto seu fã Sid Vicious) devido a uma overdose e Johnny, no último dia 16.Morre também um pedaço da história do rock. Que felizmente ressuscita, pelo Jesus And Mary Chain, pelo Nirvana e pela tal próxima banda que irá salvar o mundo, blá, blá, blá. Porque essa foi a maior lição apresentada pelos Ramones.Verdade? È, pode ser. Mas, sinceramente, pergunte para algum fã se essa suposta importância histórica é a principal motivação para se amar “Rocket To Rússia”. Eu aposto o resto da minha coleção que a resposta vai vir como uma contagem: “One, two, three, four...”.(TP)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[espaço HD] por Carol Rausch&lt;/strong&gt; &gt;&gt; relações públicas e produtora cultural&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cachorro Grande, “As próximas horas serão muito boas”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Rock na veia, na cabeça e nos ouvidos! Considero uma das melhores bandas surgidas nos últimos tempos. O disco é super divertido e fiel ao bom e velho rock. Sem firulas ou deslizes eletrônicos o disco é para escutar e cantar no volume máximo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tom Bloch, "Tom Bloch”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não consigo tirar o disco do som e quando tiro fico cantarolando o refrão de “Nossa Senhora” e outras musiquinhas bacanas. É tão bom que a gente até esquece que o Pedro, vocalista e autor da maioria das letras, é filho do Luís Fernando Veríssimo. Na verdade, isso nem importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Almoust Famous Soundtrack”, Vários&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Trilha sonora de “Quase Famosos”, um dos filmes mais bacanas sobre a santíssima trindade do rock...Para os apaixonados pelo estilo o disco é aquisição obrigatória, assim como o dvd. É impossível cantar “Tiny Dancer “de Elton John e não lembrar da, “prematuramente clássica”, cena do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;e-mail: &lt;a href="mailto:colunaesquemanovo@hotmail.com"&gt;colunaesquemanovo@hotmail.com&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8464354-109719926422688472?l=colunaesquemanovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/feeds/109719926422688472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8464354&amp;postID=109719926422688472' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/109719926422688472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/109719926422688472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/2004/09/n-8-o-vdeo-matou-as-estrelas-do-rdio.html' title='[nº 8 - O vídeo matou as estrelas do rádio?]'/><author><name>Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15107408672770067074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8464354.post-109608812132416934</id><published>2004-09-25T01:37:00.000-03:00</published><updated>2004-09-25T02:24:29.203-03:00</updated><title type='text'>[nº 7 - “Queimar ou não queimar: é essa a questão”]</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.arnaldobaptista.mus.br/pics/ft_arn_6.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das grandes lições apresentadas por Arnaldo Baptista e Brian Wilson em seus novos trabalhos é que não existe uma chave para desvendar o mistério acerca da condição humana. Principalmente quando esta se confunde com a arte, onde o envolvimento do artista com suas criações representa o esfacelamento da própria vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arnaldo é o autor de um dos maiores tratados sobre a desilusão da música popular. Seu “Loki” (1974) expõe o músico encarnando fielmente em versos cortantes o anjo exterminador da mitologia greco/romana que inspirou o título do trabalho. Era o fim dos Mutantes, era o fim do sonho derretido em ácidos e amor livre, era o fim do romance com Rita Lee. E principalmente era o fim de uma era onde ser todos “uma pessoa só” não era lamber a utopia, era realiza-la nitidamente em forma de arte. Quando canta “você me disse adeus/Mas como, se somos todos de Deus” (“Desculpe”), deixa clara sua inadequação aos novos tempos. Inadequação esta que iria o acompanhar até a noite de 31 de Dezembro de 1981, quando pulou do terceiro andar do hospital onde estava internado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brian Wilson é o autor de um dos maiores tratados sobre a desilusão na música popular. Seu “Pet Sounds” (1966) é fruto direto da sua paranóia e frustração.Impulsionado por uma obsessão doentia com a riqueza musical apresentada em “Rubber Soul” dos Beatles, e guiado por traumas de infância não resolvidos, Wilson tomou como meta realizar um trabalho ainda mais ousado, passando adotar níveis de exigência sobre humanos. Isso significava dias solitários ao piano movido a drogas, absolutamente centrado em si mesmo e em seus fantasmas. Apenas a faixa de encerramento “Caroline No” se faz necessária para reduzir a pó toda a Califórnia dourada e banhada em esperança juvenil que guiava a obra de sua banda, os Beach Boys, desde então: “Para onde foi os seus longos cabelos/ Onde está a garota que eu conhecia?”. Outra faixa, “I Just Wasn´t Made For This Times”resumia bem a inadequação de Wilson aquele tempo. Inadequação esta que iria o acompanhar por mais de vinte anos em diversas internações, tentativas de suicídio, brigas judiciais e tragédias constantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos não sobreviveram a aventura: de Nick Drake a Eliott Smith, Kurt Cobain e Renato Russo, Caio Fernando Abreu, Sylvia Plath...A lista é grande e representativa, poeticamente traduzida por Neil Young nos imortais versos de “Hey Hey, My My(Out Of The Blue)-é melhor queimar do que desaparecer. Venhamos e convenhamos: fazer da própria trajetória um espelho para sua criações ( e vice e versa) demanda uma certa capacidade de transitar pelos sempre perigosos caminhos entre a sanidade e a loucura, o racional e o passional, o amor e ódio. Que estes representam elementos vitais, imprescindíveis ao ser humano, ninguém, duvida. Mas o custo de se enfrentar o perigo frente a frente pode sair caro demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São poucos, como Arnaldo Baptista/Brian Wilson que tiveram a graça concedida de conseguir retirar do veneno o próprio antídoto. “Let It Bed”(de Arnaldo) e “Gettin´In Over My Head”( de Wilson), ambos lançados este ano, trazem, além dos seus sintomáticos títulos, a inadequação de seus autores transformadas em força vital. Nenhum dos dois trabalhos carrega a explosão criativa dos citados anteriormente, mas recolhem os cacos de duas trajetórias que, se quase perderam a vida pela arte, também por ela ressuscitaram. Se fizeram obras paridas da dor, deram a luz também a trabalhos que comprovam a beleza que é nascer de novo. Trazendo para si e subvertendo o célebre mote shakespeariano, Arnaldo sumariza: “To burn or not to burn/What´s the question?”. Brian provavelmente concordaria.Sorte nossa, como espectadores, poder acompanhar o dilema. “Louvado Seja Deus, que nos deu o rock n´roll”, canta Arnaldo. Louvado seja.(TP)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[velho esquema]&lt;br /&gt;Ocean Colour Scene “Moseley Shoals”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://images.amazon.com/images/P/B000002P2B.01.LZZZZZZZ.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a Grã-Bretanha se dividia entre a popularidade e os hits de Blur e Oasis, em meados da década de 90, um grupo corria por fora do burburinho do showbusiness pra formatar um dos grandes discos do rock inglês (muito mais do que Brit Pop) daqueles tempos. Com timbres e levadas da melhor linhagem folk, riffs de guitarras herdados do blues e da grande era roqueira - os saudosos anos 60 - o Ocean Colour Scene disse, musicalmente, tudo o que precisava em “Moseley Shoals”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após uma estréia um tanto quanto tímida, a banda apareceu com esta jóia que logo virou referência para tudo o que ela própria faria adiante. No Brasil, apenas um dos petardos do cd chegou a tocar em algumas rádios - a eletrizante “Riverboat Song”, que abre uma seqüência arrasadora. “The Day We Caught The Train” vem, literalmente, colada à faixa de abertura e vai a fundo no resgate da sonoridade do Fab Four, em sua fase mais experimental. A belíssima “The Circle” não fica devendo nada para as famosas pérolas dos irmãos Gallagher. Duas baladas garantem momentos de refresco e ainda maior deslumbre, entre as seqüências ásperas e distorcidas do álbum: “Lining Your Pockets” e “It’s My Shadow”. E o blues “Get Away” começa arrastado, em voz e violão, pra explodir em acordes poderosos no final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica difícil aturar a antipatia e o tom carrancudo da dupla de frente do Oasis, quando se descobre um verdadeiro oásis como este “Moseley Shoals”. Ao invés de compor de cara amarrada e ainda fazer disso uma estratégia de marketing poderosa, o OCS preferiu criar suas composições sorrindo e, neste caso, foi bem mais feliz, naturalmente. (T.M.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[espaço hd] por Carolina Diamante&lt;/strong&gt; &gt;&gt;produtora do programa Microfonia da PUC TV dá suas dicas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eddie, "Original Olinda Style"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;a banda pernambucana tem um som bem dançante e que engloba muito da cultura da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Radiohead, "Ok Computer"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não é à toa que este álbum foi considerado como um dos melhores de todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mano Chao, "Clandestino"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;é um som muito gostoso de escutar, as músicas deste cd ficam na cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8464354-109608812132416934?l=colunaesquemanovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/feeds/109608812132416934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8464354&amp;postID=109608812132416934' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/109608812132416934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/109608812132416934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/2004/09/n-7-queimar-ou-no-queimar-essa-questo.html' title='[nº 7 - “Queimar ou não queimar: é essa a questão”]'/><author><name>Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15107408672770067074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8464354.post-109608429117382417</id><published>2004-09-16T01:45:00.000-03:00</published><updated>2004-10-07T23:05:25.986-03:00</updated><title type='text'>[nº 6 - "TiMs e Bens e tais"]</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.pjharvey.net/images/vision/live_nov00_09.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Quem sempre guarda um troco para o que podemos chamar de “turismo musical” terá a oportunidade única de comprar um pacotaço de fim de ano: uma viagem sonora chamada Tim Festival. Com a programação, finalmente, fechada e divulgada, a segunda edição do evento, que é a continuação natural do velho Free Jazz, terá três diárias e tanto, com estrelas do primeiro time do pop internacional, distribuídas no variado roteiro nacional. Isto, fora as atrações voltadas mesmo para o jazz.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Primeiro surgiram boatos em torno da mais nova mania punk inglesa – The Libertines. O grupo acaba de lançar o segundo álbum, com produção do ex-Clash Mick Jones. O cd de estréia chegou ao Brasil pela Trama. Pois agora, no dia 7 de novembro, por volta das onze da noite, no palco Tim Lab, o som “da resposta britânica aos Strokes” será colocado à prova para os brasileiros. Em disco, pelo menos no primeiro, os Libertinos deixam a desejar como várias das provações e provocações que levam o “carimbo” hype. O Rapture cumpriu este papel no festival no ano passado. E ai deles, se não fossem duas ou três boas músicas do cd “Echoes”, entre elas, a pulsante “House of Jealous Lovers”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;A aguardada lista de artistas convocados para a empreitada ficou ainda melhor com o anúncio da escalação do Primal Scream, liderado pelo cabeção Bobby Gillespie. Mesmo alguns anos além do auge vivido pelo grupo, nos tempos do aclamado “Screamadelica”, de 91, tem tudo para ser uma experiência e tanto conferir por aqui a mistura psicodélica e dançante de rock, soul e eletrônica da “guarda de Sir Gillespie”. Por falar em eletrônica, os papas do estilo, os alemães do Kraftwerk, retornam ao Brasil, após lançarem o recente “Tour de France”. E diante do pioneirismo do Kraftwerk, nesse terreno, o Pet Shop Boys terá de compensar a balança a seu favor à base de vários sucessos radiofônicos, enquanto o 2ManyDJs com certeza deve estar preparando um set hipnótico para dar boa mostra do que há de contemporâneo na leva musical computadorizada!&lt;br /&gt;Longe dela, uma boa surpresa pode ser a apresentação dos Picassos Falsos, que reaparecem sete anos após os louros não colhidos na prática do acertadíssimo “Supercarioca”, lá em meados da década de 80.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;E pra fechar, no melhor estilo, o calendário dos turistas da música, em 2004, PJ Harvey e Brian Wilson surgiram como ofertas mais do que surpreendentes. Só dois artistas desse quilate poderiam tirar os amantes da boa música da nostalgia delirante, principiada em Curitiba com o show do Teenage Fanclub e Pixies, e continuada com Ian McCulloch, numa turnê por cinco capitais brasileiras, e a Orchestra Morphine, em apresentação inesquecível no festival Tudo é Jazz, na charmosa Ouro Preto.&lt;br /&gt;Pensando bem, como é bom que existe a música pop e nem tudo é jazz. Nem o Free (Jazz), que virou Tim Festival, nem mesmo o evento de Ouro Preto, apesar do nome. Quer melhor exemplo que o da Orchestra, que agora faz tributo ao ex-líder do trio liderado por Mark Sandman, ter conseguido tirar da anestesia o público presente na pequena cidade histórica? Ou, como indagaria Caetano, será que “apenas os hermetismos pascoais e os tons e os miltons, seus sons e seus dons geniais nos salvam, nos salvarão dessas trevas e nada mais?”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;A salvação parece ter começado com o pacto lendário e nada santo feito por um bluesman, numa certa encruzilhada. Bem que Raul avisou: “o diabo é o pai do rock”. Então, chapados com o Morphine daquela Orchestra que, em vários sopros, subverteu a estética do jazz, vamos todos curtir PJ Harvey e abrir um grande sorriso ao final! É que Brian Wilson dos Beach Boys está a caminho para nos apresentar os alucinógenos presentes naquele “Smile”! (T.M.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;· Para conferir a programação completa do Tim Festival 2004 acesse: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.timfestival.com.br"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;www.timfestival.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[velho esquema]&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jorge Ben “A Tábua de Esmeraldas” (1972)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;img src="http://www.clubedobalanco.com.br/imagens/mat_jben5_small.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Jorge Ben é uma espécie de eminência parda da MPB: festejado por todos os outros grandes nomes como Caetano Veloso e Milton Nascimento, mas dono de discreta trajetória junto ao grande público. Não é muito difícil de entender: ele sempre se situou como um corpo estranho - mas nem por isso mal recebido – na cronologia da música popular brasileira. Uma terceira margem cuja mistura de "samba com maracatu" não era bossa, não era uma brasa, não era proibido proibir.Falamos aqui do Ben, não confundir com o Benjor: apesar de algumas fagulhas, este último está longe de alcançar o fogo do primeiro. A obra de Jorge anterior a formação de sua Banda Do Zé Pretinho (eficiente nosbailoes a que se propõe, mas notadamente pouco ousada)é brasa que ainda queima, onde encontramos os desenhos mágicos do seu violão, a simplicidade poética de seu texto, o lirismo doce de suas musas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;O pulo do gato de Babulina era a ponte radical entre o violao gilbertiano e as batidas suingadas oriundas do rock, contruída por um dos maiores mistérios da mpb: a mágica mão direita de Jorge, mão em que ele palhetava suas batidas no violao. E o violão de Ben desenha jazz, maracatu, samba e outras bossas mais. É fonte que não seca: a classificação de sua música é tão absurda quanto o espectro de músicos que influenciou - das baladas folk arcadistas de Nando Reis ao rap emcarne viva dos Racionais MC’S. Em "A Tábua De Esmeraldas", o salto foi mais alto: o disco é seguramente uma das obras mais desconcertantes da música popular brasileira, e assim como o disco de estréia de Ben (o didático "Samba Esquema Novo"), estabelece alguns parâmetros até então inéditos nesta. O cotidiano banal vinha em cores bonitas sob a ótica de Ben: o "Namorado Da Viúva", "O Homem Da Gravata Florida", narrativas que resvalam no absurdo em sua simplicidade. O habitual romantismo brota da pureza ("Minha Teimosia", de harmonia semelhante a "Lay LadyLay", de Bob Dylan), do desejo carnal ("Menina Mulher Da Pele Preta"), da urgência ( na sublime "Cinco Minutos"). O misticismo. Faz também política, seja no pacifismo popular de "Vou Torcer", seja na épica eengajada "Zumbi". O misticismo que (des)norteia o disco bate bonito em "Os Alquimistas Estão Chegando" e na louvação "Brother".Mas alcança seu ápice mesmo no dubbismo de "Errare Humanum Est" ("E de pensar que não somos os primeiros seres terrestres/ Pois nós herdamos uma herança cósmica/Errare humanum est"), que é onde está a chave para se perder nesta tábua repleta de esmeraldas. Assim com o alquimista francês Flamel que ilustra a capa do disco, Jorge Ben fez da tábua de esmeraldas sua &lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;pedra filosofal: tudo aqui é ouro.(T.P.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[espaço hd] por Fernanda Azevedo&lt;/strong&gt; &gt;&gt; ex-produtora da Motor Music e assessora do Café com Letras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Valv, "The Sense of Movement"&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Indie rock de primeira, na linha de bandas como Placebo e Idlewid. Primeiro disco da banda mineira, com 12 músicas e participações especiais, entre elas, Fernanda Takai, do Pato Fu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Romulo Fróes, "Calado"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Música de qualidade em português. Canções acústicas e delicadas, com letras tristes e voz suave, que unem a típica tristeza do samba à discreta melancolia de grupos como Low e Red House Painters&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;System of a Down, "Steal This Album"&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Álbum imperdível do quarteto californiano de metal, que presenteia os fãs com uma seleção de canções inéditas, jamais lançadas pela banda anteriormente. O destaque, fica por conta da faixa "Boom!", que ganhou video clipe dirigido por Michael Moore.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8464354-109608429117382417?l=colunaesquemanovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/feeds/109608429117382417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8464354&amp;postID=109608429117382417' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/109608429117382417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/109608429117382417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/2004/09/n-6-tims-e-bens-e-tais.html' title='[nº 6 - &quot;TiMs e Bens e tais&quot;]'/><author><name>Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15107408672770067074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8464354.post-109720156549615976</id><published>2004-09-09T23:07:00.000-03:00</published><updated>2004-10-07T23:14:34.843-03:00</updated><title type='text'>[nº 5 - Enquanto a mídia não é democrática, a música pode ser independente]</title><content type='html'>&lt;img src="http://www2.uol.com.br/lobao/images/lobao_0.gif" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Independência ou morte!”. Se no plano político, o célebre mote de D. Pedro I não encontrou até agora sua razão na prática, é possível pensar no jargão ao analisar a indústria musical brasileira atualmente. Claro que as duas coisas( indústria e política) são dissociáveis, mas é possível encontrar caminhos paralelos ao tradicional esquema de funcionamento do mercadão. São justamente estas vias marginais que renovam e diversificam a música popular brasileira, afinal, se a única música disponível no mercado fosse a fabricada nas grandes gravadoras - salvo poucos exemplos- poderíamos estar diante do juízo final. Pode parecer uma visão negativa, mas justificada hoje pela limitação criativa e pela covardia das grandes mídias em oferecer ao público um fast food musical tão sem gosto quanto previsível. Uma fidelidade explícita as regras do mercado, que se reflete no jabá, nas bandas “genéricas” , nas celebridades instantâneas, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é: independência pode significar democracia, traduzida como a possibilidade do maior número de pessoas terem acesso a uma diversidade musical que existe para ser explorada, desde que esta esteja disponível para o público. Enquanto isso não acontece, existe a opção do músico, do público e até mesmo das gravadoras, entre se sentirem reféns ou fazerem seu próprio cardápio. Escolhida a segunda opção, a independência existe sim, para os que se propõem a fazer música sem concessões ou fórmulas. O que não significa elitismo ou incapacidade de se comunicar com o grande público: é possível que seja apenas honestidade com o próprio trabalho, atitude que muitas vezes é interpretado, brasileiramente, como “coisa de otário”. A independência também está nas pequenas gravadoras e selos, que antes de serem exageradamente categorizadas como suicidas ou heróicas, podem ser vistas apenas como profissionais. Gente que consegue produzir muito, com pouco dinheiro ,mas com fartura de idéias, e que em alguns casos consegue se equiparar seus produtos em qualidade técnica às majors. E, principalmente a independência do público em relação as grandes mídias, que se reflete na busca de novas informações e naturalmente, consumi-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, fecha-se um círculo que, aos poucos, pode sobreviver “constrangindo o mercadão”, como já afirmou Lobão , um dos bem sucedidos exemplos de uma trajetória que hoje segue, a seu modo, paralela à indústria. Talvez seja isso mesmo: a independência pode não ser a solução - ingenuidade pensar que os privilégios concedidos por uma grande empresa( como divulgação) podem ser ignorados- mas, por hora, é um bom veneno para a monotonia vigente no mundo das majors . Veneno este que pode ser ignorado agora, mas que, cedo ou tarde, terá de ser percebido. A partir daí, o jogo pode mudar. (TP)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[velho esquema]&lt;br /&gt;Stevie Ray Vaughan And Double Trouble&lt;br /&gt;“Coundn’t Stand The Weather”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://images.amazon.com/images/P/B00000ICN6.01.LZZZZZZZ.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em qualquer discoteca respeitável, você encontra uma seção destinada aos mestres da guitarra. Com certeza, lá estarão discos de Jimi Hendrix e Eric Clapton. Indo um pouco além, é possível que um ou mais álbuns do texano Stevie Ray Vaughan também estejam na prateleira. Se a coleção for de algum guitarrista, “Couldn’t Stand The Weather” aparecerá em posição privilegiada. Tão à vista, quanto outros dois primores de Stevie – o debut “Texas Flood” e o derradeiro “In Step”. Mas, entre as duas extremidades da sua discografia, este shaman do instrumento conseguiu estreitar a comunicação espiritual com Hendrix, em “Couldn’t Stand The Weather”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ritual guitarrístico começa na abertura instrumental “Scuttle Buttin’”, que todo mestre das seis cordas desejaria ter feito. A faixa-título vem em seguida, anunciando a tempestade que se aproxima. O espírito do velho Jimi baixa de forma acachapante, nervosa, beirando um surto epilético, na clássica “Voodoo Chile(Slight Return)”, num dos raríssimo casos em que a reinvenção chega a um patamar próximo da original. Pronto! A cerimônia alcançou seu ponto mais alto. Depois de evocar, receber e transmitir as energias daquele que foi pro além carregando o título de “o melhor guitarrista de todos os tempos”, Stevie Ray Vaughan ainda conduz “Cold Shot”, um shuffle arrastado, genialmente bluesy. E pra todo mundo entender porque o texano foi um dos mais iluminados, principalmente, no território blues, ele ainda destila as notas e os acordes sofridos da sublime “Tin Pan Alley” e seus contagiantes nove minutos e dez segundos. Para um disco que começou com um rock instrumental inspiradíssimo e passou por tantos momentos mágicos, um jazz discreto cai bem pra encerrar a seqüência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um talento do tamanho de S.R.V. só poderia mesmo ser interrompido por uma estupidez qualquer como uma overdose ou, aqui no caso, uma montanha artificial para prática de esqui no gelo não prevista na rota do helicóptero destinado a levar pra casa Eric Clapton. Como sacrificar o “deus da guitarra” poderia ser a maior das heresias, o destino preferiu mostrar o caminho das nuvens para Stevie.(TM)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8464354-109720156549615976?l=colunaesquemanovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/feeds/109720156549615976/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8464354&amp;postID=109720156549615976' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/109720156549615976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/109720156549615976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/2004/09/n-5-enquanto-mdia-no-democrtica-msica.html' title='[nº 5 - Enquanto a mídia não é democrática, a música pode ser independente]'/><author><name>Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15107408672770067074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8464354.post-109833237117749115</id><published>2004-09-02T02:07:00.000-03:00</published><updated>2004-10-21T01:19:31.176-03:00</updated><title type='text'>[nº 4 - O “Novo mundo” dos Picassos Falsos]</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.picassosfalsos.com.br/images/fotos_br/nova_grade.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Passada a euforia do rock brasileiro, nos anos 80, as gravadoras começaram a puxar o freio de mão, os discos e apostas em novas bandas foram escasseando e algumas delas acabaram numa espécie de limbo, mesmo com seus discos nas prateleiras e, às vezes, tendo recebido boas críticas da imprensa especializada. Uma que acabou especialmente prejudicada por esse declínio do mercado roqueiro no Brasil foi o Picassos Falsos. Os cariocas tinham lançado o primeiro disco pelo selo Plug da RCA – BMG, atualmente – em 1987, conseguindo relativo sucesso com uma das faixas do álbum de estréia, o funk pop “Quadrinhos”. No ano seguinte, o grupo mostrou um dos melhores discos do pop nacional feitos na segunda metade daquela década - “Supercarioca”. Era fácil perceber o amadurecimento precoce dos Picassos de um disco para o outro, principalmente, no que diz respeito ao tratamento sonoro. O esporro elétrico do primeiro disco foi convertido no orgasmo acústico do sucessor. As letras estavam ainda melhores. A pegada rock aparecia de cara e, por que não, apenas com a voz nervosa de Humberto Effe e o pandeiro da faixa de abertura “Retinas”. Os acordes ficavam ainda mais calorentos, adiante, com as batidas de violões e violino incandescentes de “Verões”. O “Rio de Janeiro” desmoronava após a chuva, num samba rock inspiradíssimo e do “Ben”. Salve Jorge e os Picassos Falsos! Estas e tantas outras composições do memorável segundo disco do quarteto, no entanto, ficaram meio que esquecidas no elo perdido, entre duas metades distintas e, aparentemente, distantes dos anos 80.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;Foram quinze anos fora de cena e o Picassos ressurge agora com o terceiro trabalho e um “Novo Mundo” pela frente. Pelo menos é o que sugere o título do cd. Torna-se perceptível, logo numa primeira audição, a grande novidade acerca deste retorno da trupe “supercarioca” – a banda adentrou a mpb e deixou o rock, quem sabe, pra outra hora. Se antes, versos do sambista Ismael Silva eram enxertados na levada psicodélica de “Carne e Osso” e o reverso acontecia com “Third Stone from The Sun” de Jimi Hendrix, em “Bolero”, distorcendo qualquer sombra de brasilidade; agora Ismael, de novo ele, aparece diluído não em guitarras, mas nas batidas pré-programadas da releitura de “Me Diga Seu Nome”. No carnaval 2004 do “Grêmio Recreativo Picassos Falsos”, a “Porta-bandeira” é a segunda a entrar na passarela, numa boa parceria do vocalista Humberto, com Dé ex-baixista do Barão. Aliás, esta dobradinha rendeu duas das melhores músicas do disco, a outra é “Zig Zag 2” – samba sofisticado com adereços jazzísticos. E é à base de jazz que o Picassos, literalmente, faz “O Filme”, ou melhor, um curta-metragem de bom gosto. Não dá pra dizer o mesmo da faixa-título, na qual eles quase queimam o filme, aproximando-se de um roteiro qualquer de Zeca Baleiro. Mas onde foi parar a veia rock e experimental de outrora? Em pitadas discretas, no baião “Presidente Vargas” e em “Eletricidade”, faixa que fecha o disco sem dar choque em ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A constatação de que, mesmo hoje, “Supercarioca” seja mais moderno e revelador que o novo cd leva à seguinte conclusão: antigamente, os Picassos Falsos eram uma excelente banda de rock, desnorteando o samba. No “Novo Mundo”, eles são ótimos sambistas, desnorteados no rock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[velho esquema] &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TREAT HER RIGHT - “Tied To The Tracks” (1989)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;img src="http://www.rockinboston.com/images/thr6b.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando morreu em cima do palco em Palestrina, Itália, fulminado por um ataque cardíaco enquanto executava a sintomática “Super Sex”( “Taxi!/Taxi!/!Hotel!/Hotel!/I got the whiskey baby, i got the whiskey/ I´ve got the cigarettes...”), Mark Sandman levava consigo também uma obra particular que corria paralelamente à música vigente na época. Na metade dos anos 90, quando o pop estava extremamente derivativo, o Morphine era uma espécie de gota pura em um oceano de ruído, uma banda que conseguiu imprimir uma marca pessoal tão profunda quanto suas densas músicas. Assim como o ópio que serviu de inspiração para o batismo da banda, a mescla de bateria ,sax e baixo tinha a rara capacidade de sedar ouvidos mais combalidos, transportando o ouvinte para um universo liricamente barra pesada, mas embalado por uma música extremamente agradável , baseada naquilo que o próprio Sandman classificou como low rock- uma sonoridade em que o barulho vinha em baixos teores , e a instrumentação era esparsa e elegante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Treat Her Right foi o laboratório paras as experimentações de Sandman, que viria ajudar a formatar o som que fez sua fama anos mais tarde. “Tied To The Tracks”, segundo e derradeiro disco da banda , é Sandman de melhor safra, servido puro, sem gelo. Dividindo as composições com David Champagne, líder e fundador da banda e contando com o apoio do baterista Billy Conway, que iria acompanhá-lo no Morphine, a voz grave de Mark, filtrada em nicotina e álcool, vai tecendo climas ideais para ambientar uma hora vagabunda, regada a sexo, drogas e emoções baratas. Sempre sob o signo do blues, as composições aqui são pautadas em slide, gaitas e linhas econômicas de guitarra. Entre canções assustadoramente premonitórias, como “Picture Of The Future” (“Este é um retrato do futuro/ E você não está nele”), se destacam faixas que trazem marcas registradas de Mark, como a morbidez romântica de “Marie” e o groove sensual de “Junkyard”. Acima de todas elas, a obra –prima “No Reason”, coda perfeita para aquela inútil noite italiana de 99: “Não há razão nesta vida/ Alguém vive e alguém morre/ E isto não deveria vir como uma surpresa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[espaço HD] por Gabriela Durante,&lt;/strong&gt; a “charmosa” DJ Penélope do Bar/Livraria ‘Café Com letras’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Lisa Ekdahl sings Salvatore Poe” (Lisa Ekdahl, 2002)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Lisa Ekdahl é uma sueca que começou com música Pop e logo passou para o jazz. Tem uma voz singular e muita leveza, os arranjos são ótimos. Música típica para se ouvir num domingo a tarde. Vale ainda conferir os álbuns "Back on earth" e "When did you leave heaven”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Come fly with me“(Michael Buble, 2004)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Michael é um jovem cantor canadense que se lança no jazz com regravações dos grandes clássicos. Sem grandes inovações nos arranjos e na execução, Michael Buble canta para quem quer ouvir o velho swing com uma nova voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Rendez-vous a Saint-Germain-des-Pres” (Cafe de Flore – Vários Artistas, 2003)&lt;/strong&gt; Uma coletânea do melhor da música francesa das décadas de 50 e 60. Junta, num mesmo disco, artistas como Nico, Serge Gainsbourg, Nina Simone, Eartha Kitt, Paris Combo, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8464354-109833237117749115?l=colunaesquemanovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/feeds/109833237117749115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8464354&amp;postID=109833237117749115' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/109833237117749115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/109833237117749115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/2004/09/n-4-o-novo-mundo-dos-picassos-falsos.html' title='[nº 4 - O “Novo mundo” dos Picassos Falsos]'/><author><name>Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15107408672770067074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8464354.post-109833346165366430</id><published>2004-08-26T02:26:00.000-03:00</published><updated>2004-10-21T01:37:41.653-03:00</updated><title type='text'>[nº 3 - Uma mosca que ainda voa por várias gerações na sopa da MPB: “Toca Raul!"]</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.raulseixas.com.br/frame_esquerda3.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em qualquer bimboca do país que tenha um palco, uma banda tocando e um público espirituoso, esse grito será ouvido. Sim, é uma espécie de praga, mas que não pode de forma alguma resumir a figura de Raul Seixas à uma piadinha qualquer. Apesar de muitas vezes ter sua obra reduzida a fetiche para neo hippies ou malucos beleza de plantão, Raul Seixas representa uma fatia muito mais representativa da música popular brasileira. Foi o fio condutor de uma linhagem que teve poucos seguidores - e boa parte deles equivocados - onde o cancioneiro popular brasileiro tem encontro com o rock n´roll tradicional americano, decodificando assim uma obra personalíssima, um mosaico sonoro de boleros, maxixes, baladas e rocks atrevidos que, se reunidos, apresentam um conjunto coerente e único. Para usar uma imagem, assim como os tantos personagens que assumiu, Raul era uma “com-tradição”, que espelhou nas suas metamorfoses o espírito rebelde de pioneiros como Eddie Cochran e Jerry Lee Lewis, mas com um sotaque brasileiro inédito, carregando consigo uma identificação incrível com o popular que está ali vivendo, esperando a morte chegar, sem maiores esperanças. Uma iconografia marcante, de apelo popular menor apenas se comparado a Roberto Carlos Em suma ele foi muitos em uma pessoa só, por vezes, caricato em excesso, mas honesto com sua própria loucura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas obras de Raul é possível encontrar o novo pulsando em diversas direções, já que, poderia supor, ouviu Lennon criticar que “é fácil viver com os olhos fechados” em “Strawberry Fields Forever” e assumiu que não queria ter aquela velha opinião formada sobre tudo. Para isso pautou sua obra em uma diversidade rítmica e temática que encontra eco - mesmo que não diretamente - em boa parte da melhor MPB atualmente. Sim, é possível repercutir e enxergar o legado de Raul no menestrel Wander Wildner em “Tu ès O MDC Da Minha Vida”, um pré mangue bit em “Mosca Na Sopa”, o rock safado da Cachorro Grande em “Al Capone”, na poesia urbana de Marcelo Yuka. Porque ele se fartou naquilo que o rock traz de belo: a falta de linearidade, o apelo dionisíaco que faltava a bossa nova ou aparecia apenas timidamente na Jovem Guarda. Era cabra macho em excesso para a carnavalizante Tropicália, mas sensível em canções do amor demais além de cronista afiado do falso milagre nacionalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso sem pedir licença ou benção para entrar de sola na MPB. Sobreviveu ali como um corpo estranho- assim como o foram Melodia, Macalé, Ben- mas muito bem vindo. E enquanto os Doces Bárbaros estão confortavelmente autenticando eterna primavera, Raul foi enterrado como herói, mesmo não sendo um representante típico da baianidade aclamada por conterrâneos. Talvez porque Raul era maior que a própria Bahia, uma expressão genuína do rock Brasileiro. E agora, alcançados 15 anos de sua morte, por uma série de fatores que se confundem com sua própria obra, o tal roque nacional desbravado por ele pode ter alcançado sua maioridade. Já não é mais uma criança.(T.P.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[velho esquema]&lt;br /&gt;Queen “The Game” (1980)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;img src="http://images.amazon.com/images/P/B000000OAJ.01.LZZZZZZZ.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu era um moleque, quando descobri este disco do Queen. Ouvir faixas como a de abertura foi quase uma rasteira numa das minhas diversões preferidas até então – o futebol de rua com os amigos. Chegando ao solo de Roger Taylor, no meio de “Dragon Attack”, veio quase a certeza: se formar uma banda algum dia, quero ser baterista e ainda fazer vocais como esse cara. Não é que mais tarde dei conta do recado ao meu modo? Aprender bateria e ainda conseguir cantar foi pra mim o top do sucesso, no campo pessoal. E tudo ganhou mais sentido no meu raciocínio pop, após conhecer as criações inspiradas de Freddie Mercury, John Deacon, Brian May e Roger Taylor nesse que nem é o melhor disco do Queen. Mesmo assim serviu pra me dar a noção exata do que era o pop perfeito. E o caminho estava aberto para o rock. Fazer a viagem ao passado pra descobrir a fase mais “rasgada” do Queen, assim como, partir para novas descobertas no rock ‘n roll virou questão de tempo. Antes, porém, ouvi até quase enjoar o repertório com as brilhantes “Save Me”, “Crazy Little Thing Called Love”, “Another One Bites The Dust”, “Need Your Loving Tonight”, enfim, todo o disco que chega a parecer uma coletânea e das boas!!! Mais curioso ainda é que, entrando na era do cd, o “The Game” acabou sendo o primeiríssimo da minha coleção. Não por que quis. Mas a loja tinha poucas opções que valessem à pena e esse, com certeza, valia. E lá estava eu de novo, em casa, cantando uma por uma, experimentando o tal do cd player. Sem chiados e com aquele som que até incomodava de tão limpo, eu dei “play the game” várias vezes no meu aparelho. Emocionante!(T.M.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[espaço HD] por Ludmila Azevedo&lt;/strong&gt;, repórter do programa Agenda da Rede Minas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PJ Harvey, “Uhh Huh Her”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;PJ Harvey está entre as minhas cantoras favoritas. Esse disco fala de amor e tem aquelas melodias doces e tudo mais, só que como ela não é nada convencional e sempre surpreende com muito rock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bebel Gilberto, “Bebel Gilberto”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ter música composta pelo Carlinhos Brown, o novo trabalho da Bebel Gilberto é muito bom. Com direito à participação da mammy Miúcha, é um disco que eu coloco para começar bem o dia.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mombojó, “Nada de Novo”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Descobri esse disco na banquinha de CDs do Eletronika. Como desde o surgimento de Chico Science&amp;Nação Zumbi me identifico bastante com a cena recifense, sempre estou atrás de bandas novas. No caso do Mombojó, curti bastante o cavaquinho com uma levada diferente da proposta pelo Fred 04.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8464354-109833346165366430?l=colunaesquemanovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/feeds/109833346165366430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8464354&amp;postID=109833346165366430' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/109833346165366430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8464354/posts/default/109833346165366430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunaesquemanovo.blogspot.com/2004/08/n-3-uma-mosca-que-ainda-voa-por-vrias.html' title='[nº 3 - Uma mosca que ainda voa por várias gerações na sopa da MPB: “Toca Raul!&quot;]'/><author><name>Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15107408672770067074</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
